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23/07 - Série 'PF: prato do futuro' mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil
g1 explica tecnologias, pesquisas e iniciativas do agro para atender às necessidades de produção eficiente e sustentável, e enfrentar as mudanças climáticas. Rastreamento individual do boi é alternativa para combate ao desmatamento Gustavo Wanderley/g1 "PF: prato do futuro" é a nova série de reportagens onde o g1 mostra como o agro está enfrentando as principais questões para que os alimentos continuem chegando à mesa do brasileiro (e de consumidores em todo o mundo). Esses desafios incluem as mudanças climáticas, uma produção sustentável e eficiente, a demanda por alimentos saudáveis e a sustentabilidade. No episódio de estreia, o tema é a carne bovina — o Brasil é o maior exportador do mundo desse produto. A maior concentração (44%) desse rebanho fica na Amazônia legal, o que gera pressões para que o país consiga demonstrar que a carne vinda de lá não seja originada de áreas de desmatamento. Uma das soluções para isso é o rastreamento individual do gado em todas as suas fases de vida: não apenas quando se torna um boi gordo, que é a última etapa antes de chegar ao frigorífico. As iniciativas que existem nesta área atualmente são privadas e o g1 acompanhou uma delas, no Pará, onde os bois recebem chips na orelha. Outro desafio para o futuro da pecuária é a emissão de gases que contribuem para o aquecimento global. No Mato Grosso, onde está a maior parte do rebanho bovino do Brasil, o g1 mostra as técnicas que buscam reduzir a produção desses gases pelos bois, e que também ajudam a combater o desmatamento. O que a pecuária tem a ver com o desmatamento da Amazônia? PF, prato do futuro: o rastreamento de bois com chip na Amazônia De onde vem o que eu como: a série que mostra a origem dos alimentos
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23/07 - Como a Amazônia se tornou berço do maior rebanho de bois no Brasil
Derrubada da floresta para formação de pastagens começou nos anos 1960, na ditadura. Hoje, quem faz o desmatamento ilegal são especuladores de terras, dizem especialistas. O que a pecuária tem a ver com o desmatamento da Amazônia? A pecuária na Amazônia tem 402 anos de história, mas a sua relação com o desmatamento do bioma é mais recente. Começou por volta dos anos de 1960, quando o governo da ditadura militar atraiu grandes investidores para a região através de incentivos fiscais (veja um resumo no vídeo acima). Na época, a maioria dos empresários optou pela criação de gado, pois ela permitia uma ocupação mais rápida do território, ao demandar menos investimentos em mão de obra e tecnologia (veja detalhes abaixo). A expansão da atividade deu início a um processo acelerado de desmatamento da região, que se seguiu nas décadas seguintes, apoiado também pela mineração e agricultura - principalmente pela soja, a partir de meados dos anos de 1990. A extração de madeira também devastou o bioma, mas ela não é classificada como desmatamento por não remover toda a vegetação. Apesar de outras atividades contribuírem para a derrubada de floresta, a pecuária sempre despontou como a principal causa de desmatamento da Amazônia. ➡️De 1985 a 2022, 88% das áreas desmatadas viraram pastagem, 11%, agricultura e 1%, silvicultura, destaca a porta-voz do Greenpeace Brasil Ana Clis Ferreira, que consolidou dados da plataforma MapBiomas, que reúne estatísticas de desmatamento dos últimos 39 anos. ➡️Um recorte temporal mais recente mostra uma dinâmica semelhante no que diz respeito à criação de gado: 96,4% das áreas desmatadas entre 2018 e 2022 foram convertidas em pastagens, enquanto 0,83% viraram mineração e 0,68%, agricultura. Florestas Convertidas em Pastagens na Amazônia V2 - Mob Bárbara Miranda e Ighor Jesus | Arte g1 Especulação de terras Segundo o coordenador do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal da USP Ricardo Rodrigues, a abertura de pastagens, atualmente, está mais relacionada a um problema de especulação de terras do que a necessidade de aumentar a produção. Isso porque, hoje, o Brasil já tem técnicas para expandir a criação de gado nos pastos que já existem. "Infelizmente, no mercado da terra no Brasil, principalmente na Amazônia, a área sem florestas vale muito mais que a área com florestas. No município de Paragominas, por exemplo, uma área sem floresta vale R$ 30 mil o hectare ou mais. E uma área com floresta vale R$ 3 mil o hectare", diz Rodrigues. "O único detalhe é que a pecuária é a atividade agrícola mais barata e mais fácil de ser tocada nessas condições. Então, por isso, ela entra como uma opção de uso daquela terra”, acrescenta. “O pecuarista [...] que está na frente do desmatamento, ele não está preocupado com a produtividade da sua pecuária, mas em manter aquela área aberta para, no futuro, conseguir vender", conclui Rodrigues. Segundo ele, esse tipo de situação é diferente do pecuarista da Amazônia que, realmente, tem na criação de gado a sua fonte de renda. "Esses estão focados na atividade e fazem tudo com nota, pagando imposto". Amazonia Legal. Bárbara Miranda Onde está o problema A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Ane Alencar diz que, de fato, o desmatamento na Amazônia é mais recorrente em terras públicas invadidas ilegalmente do que em propriedades privadas. Mas o grande nó de tudo isso é que toda a cadeia de produção de carne, desde os produtores regulares até os frigoríficos, acaba contribuindo com o desmatamento quando compra animal de áreas desmatadas. E essa é uma situação recorrente. Tanto é que, em 2009, o Ministério Público Federal (MPF) fechou acordos com frigoríficos da Amazônia exigindo que eles parassem de comprar bois de áreas desmatadas. A iniciativa foi criada após a divulgação de um relatório do Greenpeace chamado "Farra do boi na Amazônia", que denunciava a situação. Esses acordos, contudo, são voluntários e o Brasil ainda não tem uma política pública de rastreabilidade da cadeia bovina para fins ambientais. De 2009 para cá, entretanto, o mercado de carne, principalmente os frigoríficos, tem tentado se adequar, diante de pressões grandes supermercados, restaurantes e importadores de carne, como a União Europeia, que irá proibir a entrada de produtos com desmatamento a partir de 2025. É por isso que nos últimos 15 anos, frigoríficos e ONGs brasileiras vêm criando formas de rastrear a origem da carne, mas, até o momento, só têm conseguem monitorar, com precisão, seus fornecedores diretos, ou seja, as fazendas que vendem boi diretamente a eles. "Às vezes, o animal passa por quatro, cinco fazendas antes de chegar na propriedade que vai vender para o frigorífico. Então a gente só está olhando para a última fazenda. A gente precisa olhar para as demais", conta o procurador do MPF Daniel Azeredo. Essas outras propriedades são conhecidas como fornecedores diretos. O g1 visitou um pecuarista da Amazônia que está implementando um sistema de rastreabilidade individual do seu rebanho com chips e brincos, uma forma que pode controlar melhor as compras das fazendas e frigorífico. ⬇️A seguir, veja em detalhes: como a pecuária se estabeleceu na Amazônia; quando ela começou a provocar desmatamento; as pesquisas para aumentar a produção sem desmatar; o que explica as taxas de desmatamento entre 2000 e 2023. Boi 'pé duro' e carne cara A pecuária na Amazônia começou no século 17, quando colonizadores portugueses levaram, para a região, cabeças de gado oriundas da Península Ibérica. Os animais entraram por Belém (PA) e foram se espalhando para outras regiões, como a Ilha do Marajó, que se tornou o maior centro pecuário da Amazônia até os anos de 1960. Na época, o gado criado na região era o crioulo, também conhecido como "pé-duro", justamente por sua carne não ser nada macia. Além disso, ele levava até 10 anos para ser engordado - hoje se engorda um boi em três anos. Por esses motivos, os estados da Amazônia tinham que comprar carne de outras regiões do país, conta Moacyr Bernardino Dias Filho, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na unidade Amazônia Oriental. "A carne bovina vinha de avião. Eles eram conhecidos como 'aviões carniceiros' e vinham do antigo Goiás [Tocantins]. Então, imagina o preço dessa carne", diz o pesquisador. Nesse período, as pastagens eram naturais, ou seja, não eram plantadas. PF, prato do futuro: o rastreamento de bois com chip na Amazônia Pecuária cresceu na ditadura A partir dos anos de 1960, a pecuária começou a se desenvolver mais intensamente na Amazônia, com a inauguração da rodovia Belém-Brasília, em 1959, impulsionando a criação de gado em áreas próximas da nova estrada. Segundo Dias Filho, essas fazendas eram de pequena escala, pois muitas não tinham recursos para aumentar as pastagens, situação que começa a mudar em 1966, quando o governo militar implementou a Operação Amazônia, uma política pública para atrair investidores para a região. A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Ane Alencar pontua que, nesta época, a Amazônia foi vista pelo governo como um "inferno verde", uma terra "que tinha que ser ocupada e desmatada" sob o risco de ser "invadida" por estrangeiros. Publicidade do governo em que incentivava a migração para a Amazônia, de dezembro de 1971 Reprodução/ Acervo O Globo "A Operação Amazônia oferecia muitas benesses para os empreendedores: juros praticamente negativos nos empréstimos e diminuição de imposto de renda", pontua o pesquisador da Embrapa. Para ajudar a gerir a operação, os militares criaram, no mesmo ano, a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), além do Banco da Amazônia, para administrar os recursos dos empréstimos. Nesse contexto, a criação de gado se destacou. "Mais de 50% dos projetos que a Sudam recebia eram de pecuária. Os empreendedores que vieram para cá eram de São Paulo, Minas Gerais e outros estados com forte tradição pecuária", destaca Dias Filho. "Eles chegaram em uma região sem infraestrutura de estradas, de energia elétrica, de saúde ou de qualquer outro tipo. E optaram pela pecuária. Por quê? Porque a pecuária exige menos recursos humanos e menos tecnologia por área", conta. "Voce chega numa área, derruba floresta, queima, pega o avião e joga semente. Depois vem com o caminhão, coloca o gado e vai embora. Depois de um tempo, você volta e recolhe os animais que a onça não comeu e tu ganha dinheiro", detalha. Já o plantio de qualquer alimento exige uma preparação maior do solo, como adubação e uso de defensivos. "Plantar seringueira, plantar dendê, exige que você, pelo menos, esteja na área tomando conta", diz. Vale destacar que este período foi marcado também pela entrada, na Amazônia, do boi zebuíno, que tem uma carne de mais qualidade. Além disso, as pastagens passaram a ser plantadas. Pastos começaram a degradar A expansão da pecuária na Amazônia, portanto, deu início a um processo de desmatamento intenso do bioma que foi estimulado pela degradação das pastagens. Isso porque os pecuaristas começaram a perceber que os pastos perdiam qualidade depois de três anos de uso pelos bois. Ou seja, o capim não crescia tão bem e plantas daninhas avançavam sobre o local. "E, então, o que se fazia? Com a abundância de terras e dinheiro fácil, se abandonava aquelas áreas, se partia para uma nova área de floresta e começava tudo de novo. Então, criou-se um estigma – correto para a época – de que a pecuária era uma atividade danosa e improdutiva ao meio ambiente", afirma Dias Filho. Programa Pró-pasto Foi nesse contexto que a Embrapa começou a estudar as causas da degradação do solo e a buscar soluções. Em 1976, a estatal lançou o programa Pró-pasto, com experimentos nos municípios paraenses de Paragominas e Marabá, além de cidades de Roraima, Rondônia, Amazonas e Acre. "Foi um projeto imenso", lembra Dias Filho, que fez parte da equipe. Por meio do Pró-Pasto, pesquisadores desenvolveram capins mais produtivos e técnicas de recuperação e adubação de pastagens, que começaram a ser aplicadas por alguns produtores rurais a partir da segunda metade dos anos de 1980. "Começou a haver uma mudança de mentalidade porque cerca já estava topando com cerca. Então, eu não podia mais abandonar uma área e partir para outra porque já tinha outro dono do lado", afirma o pesquisador. "Além disso, aumentou a pressão governamental e externa em termos de meio ambiente. Então, o produtor se sentiu compelido a aumentar a sua produtividade [ou seja, a produzir o mesmo ou mais em menos terra]". Produzir mais em menos terra Dias Filho considera que a pecuária começou a passar por uma "profissionalização", que vem se desenvolvendo gradativamente até hoje, mas com uma diferença. Se, a partir dos anos 1990, recuperar pastagem passou a ser uma preocupação, a partir dos anos 2000, aumentou o interesse dos produtores de impedir a degradação do solo. "E isso por quê? Porque custa caro errar. Veja: para recuperar uma pastagem em degradação, eu gasto 3 vezes mais do que para manter uma pastagem saudável. Já para recuperar uma pastagem totalmente degradada, eu gasto 5 vezes mais", diz. Para Dias Filho, a tendência da pecuária na Amazônia é produzir mais em menos terra. "Há uma pressão ambiental. Tem gente vigiando o produtor. O mercado está exigente, não só em qualidade do produto, mas também em origem, se não é oriundo de desmatamento recente". Segundo ele, o pecuarista da Amazônia tem produzido mais por área do que há 20 anos atrás. "Na Amazônia, o rebanho bovino cresceu 43% mais do que as áreas de pastagem", pontua, ao citar dados da Embrapa. Taxas de desmatamento Ane Alencar, do Ipam, pontua que a implementação do Código Florestal, em 2012, foi um grande avanço no combate ao desmatamento. A legislação obrigou os produtores rurais da Amazônia a preservarem 80% da sua propriedade, enquanto os 20% restantes ficaram liberados para a produção. Mas ela ressalta que as mudanças começaram a acontecer antes, no início do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, quando Marina Silva assumiu o Ministério do Meio Ambiente. "O governo começou a olhar para a especulação e começou a tirar terras do mercado ilegal, a criar unidades de conservação, demarcar terras indígenas", conta. Segundo ela, esse contexto explica as quedas da taxa de desmatamento da Amazônia Legal a partir 2005 e, posteriormente, a sua estabilização, de 2012 a 2018. Evolução do desmatamento na Amazônia Arte/g1 O desmatamento, contudo, voltou a subir em 2019. "No primeiro ano do governo [de Jair] Bolsonaro, houve uma explosão de ocupação e desmatamento em terras públicas. E isso aconteceu por um enfraquecimento dos órgãos fiscalizadores", diz Ane. A trégua veio em 2023, quando a taxa de desmatamento da Amazônia caiu 36,7%. Segundo Ane, a isso ocorreu por causa de uma retomada dos esforços de fiscalização. "Como a vasta maioria do desmatamento na região tem evidências de ilegalidade, quando o risco de ser pego, penalizado ou mesmo de não conseguir se beneficiar do desmatamento, o desmatamento tende a cair", reforça Tasso Azevedo, Coordenador Geral do MapBiomas.
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23/07 - Boi com chip na Amazônia: como funciona o rastreamento para saber se a carne está livre de desmatamento
g1 estreia a série 'PF: prato do futuro', que mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. No Pará, produtores recorrem à tecnologia para enfrentar um dos maiores problemas da pecuária na região. PF, prato do futuro: o rastreamento de bois com chip na Amazônia "Eu não quero construir um elefante branco. A minha vida está no Pará. Tudo o que eu investi está aqui. E eu comecei a pensar que, daqui a pouco, eu posso ficar excluído e ninguém mais querer comprar carne da Amazônia", conta o pecuarista e dono do Frigorífico Rio Maria, Roberto Paulinelli. O g1 visitou a fazenda dele, em Rio Maria, no Pará, o estado com o segundo maior rebanho bovino do país e o maior da Amazônia, para conhecer um sistema de identificação de bois com chips que tem o objetivo de garantir uma carne livre de desmatamento. ➡️ Este é o episódio de estreia da série "PF: prato do futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. O desafio do Brasil Como maior exportador de carne bovina no mundo, o Brasil sofre pressões para demonstrar que o produto, principalmente quando vindo da Amazônia, não esteja ligado a áreas de desmatamento ilegal. Os principais desafios para isto são: o Brasil não tem, hoje, uma política pública nacional para rastrear o gado — o governo federal diz que tem planos para criar uma; um acordo entre frigoríficos da Amazônia e o Ministério Público Federal prevê o monitoramento de fazendas, mas a adesão é voluntária; além disso, a maior parte das empresas só checa a situação dos seus fornecedores diretos, ou seja, das fazendas que engordam os bois; não existe a mesma verificação dos fornecedores indiretos, que são, geralmente, as fazendas que criam bezerros e bois magros. É este gargalo que o rastreamento com uso de chips pretende resolver. Por enquanto, o que existe nesse sentido são iniciativas privadas e recentes. O projeto-piloto adotado na fazenda de Paulinelli, no Pará, foi criado há um ano pela empresa de geotecnologia Niceplanet, em parceria com a certificadora SBcert. Até o momento, ele abrange 150 fazendas e frigoríficos do Pará, do Tocantins, de Goiás e de São Paulo – incluindo grandes empresas, como a Frigol. Paulinelli compra bois para recriar e engordar em sua fazenda e, portanto, lida com muitos fornecedores indiretos. Por isso, ele tem incentivado que esses produtores também rastreiem o gado. "A gente está sentindo que a restrição contra a Amazônia está apertando cada vez mais", conta o pecuarista que, além de vender carne para empresas brasileiras, exporta para outros países, principalmente para a China. A União Europeia tem sido mais dura em relação a essa questão. A partir de 2025, empresas que ficam na UE serão proibidas de comprar produtos de áreas com desmatamento. A China também começou a se movimentar. Em 2021, a Associação Chinesa da Carne (CMA), que inclui empresas, governo e pesquisadores, publicou regras para evitar a importação de produto associado ao desmatamento. As normas, porém, ainda não têm uma data para começar a valer. Por causa disso, Paulinelli começou a se adiantar. No VÍDEO ACIMA, veja, em detalhes, como funciona o sistema de rastreabilidade na fazenda de Paulinelli. Abaixo, entenda: como frigoríficos da Amazônia começaram a monitorar fazendas; onde está o problema do desmatamento na pecuária; o sistema de rastreabilidade que envolve 'CPF' do boi, chips e brincos. 'Carne Legal' Os frigoríficos começaram a fazer algum monitoramento de seus fornecedores em 2009, ano em que o Greenpeace publicou um relatório conhecido como "Farra do boi na Amazônia", denunciando empresas que compravam gado de terras desmatadas ilegalmente. A publicação mexeu bastante com o setor: na época, grandes redes de supermercados, restaurantes, marcas de roupas, calçados e carros boicotaram a compra de couro e carne da Amazônia. Veja quem faz parte da Amazônia legal Diante da forte pressão, grandes frigoríficos da Amazônia assinaram, no mesmo ano, Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o Ministério Público Federal (MPF), se comprometendo a não comprar bois de áreas desmatadas. A iniciativa que ficou conhecida como Carne Legal. Os acordos são voluntários e abrangem somente os frigoríficos — os criadores de gado não participam. E, até o momento, o Carne Legal teve a adesão de 130 empresas de cinco estados que fazem parte da Amazônia legal: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia. "Hoje, o Carne Legal alcança 85% dos frigoríficos que têm uma atuação relevante no mercado", conta o procurador da República Daniel Azeredo, que atua no programa desde o início. 'Boi na linha' A implementação do Carne Legal durante esses 15 anos foi bastante complexa e esbarrou em muitas questões técnicas. "Cada frigorífico, por exemplo, tinha uma forma de olhar para o desmatamento, para a terra indígena. Então, na hora de fazer o monitoramento, tinha fazendeiro que era bloqueado por um frigorífico, mas não por outro", conta o engenheiro agrícola Lisandro Inakake, coordenador de Projetos do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Por causa disso, em 2018, o Imaflora e o MPF começaram a unificar critérios de verificação das fazendas, o que resultou no lançamento do Protocolo Boi na Linha, em 2020. Esse conjunto de normas estabelece que as empresas chequem, além do desmatamento ilegal, se as fazendas têm trabalho escravo e sobreposição com terra indígena, quilombola e unidades de conservação. As informações são obtidas por meio do cruzamento de imagens de satélite com dados de diversos documentos, como os do Cadastro Ambiental Rural (CAR), da Guia de Trânsito Animal (GTA), de embargos ambientais do Ibama, da lista suja do trabalho escravo, entre outros. Os dados são verificados por empresas de auditoria independentes e analisados pelo MPF, que também realiza investigações junto ao Ibama, conta Azeredo. O problema do fornecedor indireto Hoje, grande parte dos frigoríficos só desenvolveu ferramentas para checar a situação socioambiental dos seus fornecedores diretos, ou seja, das fazendas que engordam os bois e os vendem diretamente para eles. Frase - Daniel Azevedo Mas não há uma verificação das propriedades que criam e recriam os bois, ou seja, dos fornecedores indiretos. "Às vezes, o animal passa em quatro, cinco fazendas antes de chegar na propriedade que vai vender para o frigorífico. Então, a gente só está olhando para a última. A gente precisa olhar para as demais", ressalta o procurador. Etapas da Pecuária de Corte Azeredo conta que, nos TACs firmados entre 2009 e 2010, ficou acordado que os frigoríficos também procurariam uma solução para monitorar as fazendas de cria e recria. "Mas, como não existe hoje uma ferramenta para isso, a obrigação fica só no [fornecedor] direto", explica o procurador. Inakake, do Imazon, diz que 30% das 50 mil propriedades rurais da Amazônia têm alguma inconformidade com o protocolo Boi na Linha. "Majoritariamente, esses 30% são fornecedores indiretos ou fazendas que vendem para um frigorífico sem TAC", destaca. No Rastro do Boi Para Azeredo, o Brasil só vai conseguir monitorar, com precisão, toda cadeia de produção bovina com rastreabilidade individual dos animais, desde o nascimento. "Não tem outro mecanismo. A solução é a rastreabilidade com uso de tecnologia geoespacial. Jamais o controle apenas por documento [como é no Carne Legal]", acrescenta. Como é o 'CPF' do boi Roberto Paulinelli, o produtor de Rio Maria, monitora os fornecedores indiretos desde 2010, quando assinou o TAC com o MPF, já que também é dono de um frigorífico. Mas o controle era feito documentos: só em julho de 2023, entraram os brincos e chips, que permitem saber de onde veio cada boi. A iniciativa é conhecida como Primi, sigla para Projeto de Rastreabilidade Individual e Monitoramento dos Indiretos. 🐂Qual é a importância da identificação individual? Hoje, o único controle de entrada e saída de bois das fazendas é feito pela Guia de Trânsito Animal (GTA). Porém esse documento só identifica de onde vieram os grupos de bois, mas não a origem de cada um deles. Portanto, quando os lotes chegam nas propriedades, eles são misturados, fazendo com que se perca o controle da origem. O Brasil até tem um sistema oficial de identificação individual, que é o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, o Sisbov. Mas esse sistema está ligado ao controle sanitário, e não ao combate do desmatamento. O Sisbov foi criado há 22 anos pelo Ministério da Agricultura para atender as regras de exportações para a União Europeia. Quem quer vender carne para UE, precisa de duas coisas: ter autorização do bloco e entrar no Sisbov, que dá um número para cada boi. E até quem não vende para a União Europeia pode registrar bois no Sisbov. Foi por causa dessa facilidade que a Niceplanet decidiu adotar esse "CPF" do gado como ponto de partida para o rastreamento com chips. Jordan Carvalho, diretor da empresa, explica que não queria criar um sistema de identificação do nada, sem alguma validação nacional. Num sistema chamado SMEGeo Indireto, a Niceplanet vincula as numerações do Sisbov de cada boi aos dados da situação ambiental, fundiária e trabalhista da fazenda, com base no Protocolo Boi na Linha. Quando um produtor entra no SMEGeo Indireto, ele pode pesquisar os dados da fazenda de onde ele quer comprar gado. Se essa fazenda não tiver nenhum bloqueio socioambiental, ele segue com a comercialização. A partir daí, ele pede para o Ministério da Agricultura emitir as numerações do Sisbov e manda gravá-las em brincos e chips, que serão colocados nas orelhas dos bois. Na hora de registrar o gado, a fazenda vai incluindo, no mesmo sistema, os dados de cada boi: de qual fazenda veio, peso, data de nascimento, etc (veja no vídeo acima). Quanto custa rastrear Como não existe uma política pública ou um modelo nacional de rastreabilidade, também não há uma estimativa bem estabelecida de quanto custa esse processo. O que dá para saber são os valores das iniciativas individuais, como os do Primi. Para fabricar os brincos e os chips, o pecuarista Paulinelli teve um custo único de R$ 7 por boi. Já a certificação tem um valor de R$ 13 por animal. O bastão eletrônico que lê as informações do chip, é mais caro, custa R$ 5 mil. As fazendas também precisam ter bretes ou troncos, que são estruturas que seguram os animais enquanto eles recebem os acessórios. O custo varia muito: os mais simples podem sair por cerca de R$ 20 mil; já os mais estruturados, como o hidráulico, R$ 100 mil ou mais. A vantagem é que muitas fazendas de gado já têm bretes porque precisam desses equipamentos para vacinar os animais. O que a pecuária tem a ver com o desmatamento da Amazônia? Soluções para pequenos produtores Para os grandes pecuaristas, não sai caro implementar o sistema de rastreabilidade com chip, pois ele se dilui nos custos das empresas. Já para os pequenos, há alternativas de identificação individual mais em conta, afirma o pecuarista Mauro Lúcio Costa, que também é dono de fazendas no Pará. " [Pode fazer] a rastreabilidade com brinco e tatuagem. A tatuagem não tem custo, você compra um tatuador, que é uma ferramenta barata, e marca a orelha", diz Costa. "Pode colocar também o brinco e o que a gente chama de botton. O botton é igual o chip, do mesmo jeito, só não vai ter o eletrônico ali dentro", acrescenta o pecuarista, explicando que, qualquer rastreabilidade, precisa ter, necessariamente, dois identificadores, pois, caso algum se perca, tem outro para garantir. Costa tem andado pelo estado para ensinar pequenos criadores de gado a monitorar fornecedores. O que ele tem dito a esses produtores é que a rastreabilidade traz vantagens na gestão do negócio. Quando um criador de gado identifica o boi, ele consegue saber quanto tempo o animal demora para ganhar peso, qual animal costuma ficar mais doente, qual fornecedor tem a melhor genética, entre outros dados, diz Mauro Lúcio. Isso faz com que o pecuarista melhore a sua gestão. "O ideal mesmo é colocar o chip. Ele minimiza, zera a margem de erro. O bastão lê os dados e eles já saem no sistema. Quando se você tem só o brinco, é comum ter erro na hora de escrever ou anotar o número", diz. "O chip encarece o processo por causa do bastão eletrônico, mas precisa pensar que ele dura muitos anos. Teria que dar um jeito de viabilizar o bastão para um grupo de produtores", destaca o pecuarista. Brasil precisa de política pública Para que a rastreabilidade se torne acessível a todos, o Estado vai precisar se mobilizar. É o que defendem pecuaristas e ambientalistas ouvidos pelo g1 nos últimos quatro meses. Segundo eles, será preciso criar uma política pública nacional que dê incentivos e estrutura para o produtor rural. Em maio, o g1 falou com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre esse tema. Ele disse que o governo abriu um grupo de trabalho, naquele mês, para discutir o assunto. "Vamos ouvir os produtores, a indústria, os frigoríficos, os curtumes e também os compradores. Porque não adianta a gente falar 'esse é o meu modelo' e ele não atender os compradores. A gente precisa estar conectado ao mundo para garantir acesso do Brasil a mercados e rentabilidade para toda a cadeia", disse Fávaro. Durante a Conferência do Clima (COP) de 2023, em Dubai, o governador do Pará, Helder Barbalho, prometeu rastrear todos os 24 milhões de bois do estado até 2026, já de olho na COP 2030, que será sediada na capital Belém. O governo do estado do Pará disse ao g1 que, para atingir o seu objetivo, desenvolveu o programa de Rastreabilidade Bovídea, com previsão para começar neste mês. 'PF: prato do futuro' é a nova série do g1 Créditos deste episódio da série 'PF: prato do futuro' Coordenação editorial: Luciana de Oliveira Edição e finalização de vídeos: Gustavo Wanderley e Marih Oliveira Narração: Marih Oliveira e Paula Salati Reportagem: Paula Salati Produção: Paula Salati e Giovana Toledo Roteiro: Paula Salati Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Guilherme Gomes Direção de arte e ilustrações: Ana Moscatelli, Barbara Miranda, Bruna Rocha, Luisa Rivas, Vitoria Coelho e Veronica Medeiros Fotografia: Gustavo Wanderley e Idelson Gomes da Silva Motion Design: Veronica Medeiros
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23/07 - Mega-Sena pode pagar R$ 61 milhões nesta terça-feira
As apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.752 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 61 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta terça-feira (23), em São Paulo. No concurso do último sábado (20), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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22/07 - Inflação, dívida pública, receitas: o cenário por trás da revisão de estimativas do governo
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, justificou que o corte de R$ 15 bilhões é necessário para o governo se adequar às regras exigidas pelo arcabouço fiscal. País vive momento de atenção sobre o rumo das contas públicas. Haddad e Tebet WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO As contas do governo deverão registrar um déficit de R$ 28,8 bilhões em 2024, segundo nova projeção divulgada pelo governo nesta segunda-feira (22). O valor é o limite da meta de contas públicas, prevista no arcabouço fiscal, que limita o rombo a exatamente R$ 28,8 bilhões. Para evitar o descumprimento dessa regra, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou nesta segunda-feira (15) o bloqueio de R$ 11,2 bilhões e o contingenciamento de R$ 3,8 bilhões no Orçamento, anunciados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última semana. A medida ajuda a cumprir o limite de despesas estipulado pelo arcabouço fiscal e a manter o déficit dentro da meta. A meta tem um intervalo de confiança e será considerada formalmente cumprida se o déficit for de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) ou se houver superávit de 0,25% do PIB. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão de consultoria ligado ao Senado, as receitas do governo cresceram 8,5% acima da inflação de janeiro a junho. Mas as despesas cresceram mais: 10,5%, sinal de os rumos precisavam ser corrigidos. E por que as contas públicas às vezes precisam de uma readaptação? É que, quando o governo planeja o Orçamento do ano (e o Congresso aprova), são feitas previsões de receitas e de despesas. E essas previsões podem não se concretizar, por uma série de fatores. Entenda, abaixo, o cenário que obrigou o governo a congelar gastos: Haddad anuncia congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento de 2024 Déficit orçamentário A previsão de déficit para o Orçamento deste ano, tirando o pagamento de juros da dívida, é de zero. Ou seja, receitas e despesas devem empatar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem dando declarações que têm sido interpretadas como dúbias em relação a essa meta. Ora ele diz que está compromissado com o déficit zero, ora diz que essa é uma necessidade do mercado. As declarações causam tensão no mercado, porque são vistas como um pouco compromisso de Lula com a responsabilidade fiscal. 💸 Se os gastos do governo se descontrolam em relação às receitas, os agentes econômicos começam a duvidar da capacidade do Brasil em honrar as suas dívidas. Os juros crescem, como uma forma de compensar os riscos dos papéis brasileiros. Os investimentos ficam mais escassos e menos dinheiro entra no país. A inflação sobe, o crescimento da economia desacelera. Diante dessa pressão, o governo anunciou o congelamento. Lula disse que teria que ser convencido pelos seus ministros sobre o valor do corte. E deu anuência ao montante de R$ 15 bilhões. Mas economistas entendem que esse congelamento ainda é tímido para zerar o déficit. "Na minha avaliação, se vier um limite de gastos, um bloqueio de gastos menor do que R$ 23 bilhões — esse é o limite mínimo necessário — ficará sinalizado que o governo continua com a mesma intenção de empurrar com a barriga. Foi o que ele fez no ano passado", afirmou o economista Marcos Mendes, "Ano passado, ele [o governo] prometeu no início do ano um déficit primário de 0,5% do PIB e entregou quase 2,5% do PIB", continuou. "Este ano, continua a mesma toada de empurrando a má notícia para o final do ano, mas o estresse está muito alto, e seria importante que o governo desse uma sinalização agora de que está efetivamente interessado em cumprir as metas fiscais", completou Mendes. Dívida pública Outro indicador que é afetado pela desorganização das contasé a dívida pública. Em maio, a dívida do setor público consolidado (que abrange governos federal, estaduais e municipais e empresas públicas), chegou a R$ 8,5 trilhões. Isso significa 76,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O patamar é considerado elevado para países emergentes do porte do Brasil. Quanto mais o governo se endivida (acumulando déficits em vez de superávits), maior é a pressão em cima da moeda (o real tende a se desvalorizar) e em cima da inflação (produtos vão ficando mais caro). Isso porque surge no mercado uma dúvida se o país conseguirá honrar seus compromissos. Leia também: Governo mantém em 2,5% estimativa de crescimento do PIB em 2024 Haddad anuncia congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento deste ano para cumprir o arcabouço fiscal Ex-diretor da IFI vê bloqueio de R$ 15 bilhões no Orçamento insuficiente e novos cortes 'em etapas' Qual o caminho para equilibrar as contas públicas? Inflação Um dos maiores traumas da sociedade brasileira quando se fala em economia é a hiperinflação. O fenômeno foi debelado na década de 1990, com o Plano Real. Mas ainda é uma preocupação das famílias e de especialistas. Um dos motivos para a taxa de juros básica no país estar em 10,5% é o controle da inflação. O Banco Central aponta que a falta de clareza do governo com o compromisso fiscal. No Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quinta (18), o Ministério da Fazenda elevou a previsão para a inflação deste ano de 3,7% para 3,9%. A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano. Ou seja, começa a ficar mais perto do teto do que do centro da meta. Qual é a alternativa? Durante o primeiro ano do mandato, o governo buscou melhorar as contas públicas pela via das receitas. Ou seja, melhorar a arrecadação de impostos, através de um aquecimento na economia. Mas, por mais que as receitas estejam melhorando, ainda não são suficientes. Especialistas alertam que é preciso cortar também gastos. E que o corte seja em gastos desnecessários. O governo anunciou um "pente-fino" em benefícios sociais, em busca de pagamentos irregulares que podem ser cortados. A estimativa é economizar bilhões. Como disse a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao longo da semana, programas fundamentais para a sociedade e benefícios pagos a quem realmente tem direito não serão bloqueados: “De forma objetiva, vamos ter de cortar gastos. Mas vamos cortar gastos naquilo que efetivamente está sobrando. Fraude, erros e irregularidades, ainda têm muito. Por isso, temos de fazer reformas estruturantes para poder ter [recursos] para aquilo que mais precisa. Onde mais precisa? Eu sou professora e sei. É na educação e na saúde”, disse Tebet.
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22/07 - Governo prevê rombo de R$ 28,8 bilhões, no limite da meta fiscal, após estimar alta de R$ 11 bilhões no BPC e Previdência
Ministérios explicaram o congelamento de R$ 15 bilhões anunciado na semana passada. Medida visa cumprir o limite de despesas estipulado pelo arcabouço fiscal. Equipe econômica prevê rombo de R$ 28,8 bilhões As contas do governo deverão registrar um déficit de R$ 28,8 bilhões em 2024, segundo nova projeção divulgada pela equipe econômica nesta segunda-feira (22). O valor é o limite da meta de contas públicas, prevista no arcabouço fiscal, que limita o rombo a exatamente R$ 28,8 bilhões. O governo revisou também estimativas de gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — pago a idosos carentes, deficientes e pessoas com doenças incapacitantes — e benefícios da Previdência. Ambos passam a custar R$ 11 bilhões a mais em 2024, em relação ao que estava previsto no Orçamento (entenda mais abaixo). Essa alta nos gastos forçou um congelamento de despesas no Orçamento em R$ 15 bilhões, anunciado na semana passada. O congelamento busca evitar o descumprimento do arcabouço (e as sanções subsequentes). Nesta segunda-feira (15), o governo formalizou o bloqueio de R$ 11,2 bilhões e o contingenciamento de R$ 3,8 bilhões no Orçamento. O detalhamento faz parte do relatório trimestral de despesas e receitas. Bloqueios são mais difíceis de reverter ao longo do ano do que contingenciamentos (entenda mais abaixo). Clayton Luiz Montes, secretário de Orçamento federal substituto, afirmou que o governo continuará buscando o centro da meta, que é déficit zero. Ou seja, despesas empatadas com receitas (déficit zero). Ele afirmou que a interpretação da legislação foi a de que o governo só precisava, neste momento, contingenciar aquilo que estourasse o limite da lei: ou seja, os R$ 28, 8 bilhões. "A interpretação legal [e] jurídica foi que o contingenciamento deveria ser realizado apenas no valor que supera o limite mínimo da banda [intervalo permitido para o déficit], no valor de R$ 3,8 bilhões. Mas gostaria de ressaltar que outras medidas de receita estão sendo tomadas e o centro da meta está sendo buscado, continua sim sendo nossa bússola aqui", afirmou. Na entrevista a jornalistas desta segunda, ainda não foram detalhados os ministérios que sofrerão os cortes. "Gostaria de reforçar algumas mensagens, era um relatório muito aguardado. Os ministros fizeram pronunciamento, reforçando o compromisso do governo com as regras fiscais existentes. Os limites de despesa são respeitados, como [o presidente] Lula declarou: se bloqueios foram necessários, serão feitos", completou. Leia também: Haddad anuncia congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento deste ano para cumprir o arcabouço fiscal Inflação, dívida pública, receitas: o cenário por trás da revisão de estimativas do governo Pente-fino no INSS começa em agosto; prorrogação de benefícios já passa por perícia presencial Valdo Cruz: congelamento de R$ 15 bi no Orçamento é insuficiente Aumento de gastos com BPC e Previdência A cada dois meses, o governo divulga um relatório de avaliação de receitas e despesas primárias. No documento divulgado nesta segunda-feira (22), os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento revisaram a estimativa de gasto com a Previdência e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, durante anúncio do congelamento no Orçamento Reprodução Segundo a nova estimativa, o governo agora deve gastar a mais R$ 6,4 bilhões com o BPC e R$ 4,9 bilhões com a Previdência. Esses benefícios são atrelados ao salário mínimo. E o salário mínimo subiu acima da inflação. Além disso, a quantidade de pessoas que passam a ser beneficiárias pode aumentar muito ao longo do ano, em razão de novos pedidos concedidos, novos doentes diagnosticados. Queda de receitas O governo também revisou a projeção de receitas para o ano, em menos 6,4 bilhões. Os ministérios do Planejamento e da Fazenda detalharam que a principal queda deverá ser na arrecadação do regime de previdência do setor público, com recuo de R$ 5,2 bilhões. A partir de agosto, o governo vai passar um pente-fino em gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a fim de cortar pagamentos irregulares e economizar verba pública. A equipe econômica afirma que o pente-fino deve surtir efeitos nas contas de 2024, mas sua dimensão ainda é incerta. Expectativa de novas receitas Para se aproximar do centro da meta, de déficit zero, o governo conta ainda com novas medidas de arrecadação, como as medidas de compensação da desoneração da folha de pagamentos. "Tem diversas medidas aqui, em especial finalização das medidas de compensação da desoneração [da folha de pagamento], vão gerar um resultado em termos de compensação de receitas que melhoram o cenário fiscal e aproximam esse resultado do resultado [de déficit] zero", disse o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. O governo também conta com o "empoçamento" de recursos nos ministérios --ou seja, recursos previstos no orçamento, mas que não são executados e acabam "sobrando". Segundo Ceron, esse valor costuma girar em torno de R$ 20 bilhões. Todos esses fatores reduziriam o rombo nas contas públicas, afirma o secretário. Ceron afirmou que, considerando que o cenário de receitas e despesas permaneça o mesmo que o apresentado nesta segunda (22), "o resultado no final do ano seria próximo de zero em função dos empoçamentos de limites financeiros". Diferença entre bloqueio e contingenciamento Bloqueio e contingenciamento são dois mecanismos previstos no novo marco fiscal para ajustar as contas públicas pelo lado das receitas ou das despesas. O governo bloqueia valores do Orçamento quando as despesas aumentam, de forma a manter a meta de gastos do arcabouço fiscal. O limite de crescimento dos gastos é de 2,5% ao ano, descontada a inflação. Já o contingenciamento é feito para cumprir a meta fiscal do governo. Esse é um ajuste feito quando o crescimento das receitas frustra as expectativas, sendo necessário congelar alguns gastos. O contingenciamento é mais fácil de ser desfeito, no caso de as receitas voltarem a estar de acordo com a previsões iniciais do orçamento. Esses cortes são feitos em verbas dos ministérios usadas para investimentos (as chamadas verbas discricionárias, ou seja, que não são obrigatórias, como salários de servidores). O governo ainda vai detalhar quais ministérios e projetos sofrerão os cortes, em decreto a ser publicado no Diário Oficial da União (DOU).
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22/07 - Lula diz que fará bloqueios no Orçamento 'sempre que precisar' e que traz responsabilidade fiscal 'nas entranhas'
Presidente também voltou a criticar a gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central. Segundo Lula, Campos Neto estaria incomodado 'com o fato do povo mais humilde estar ganhando aumento de salário'. 'Se a gente gastar mais do que a gente ganha, a gente vai quebrar', diz Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (22) que fará bloqueios no Orçamento "sempre que precisar". E que traz a responsabilidade fiscal "nas entranhas". O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou congelamento do Orçamento para 2024, em meio às dificuldades que o governo está enfrentando para controlar as contas públicas. Nesta tarde, a equipe econômica detalha os motivos de corte de R$ 15 bilhões. "Sempre que precisar bloquear nós vamos bloquear", afirmou Lula em entrevista a agências internacionais, no Palácio da Alvorada. 'Eu digo para o Haddad todo dia: Não se preocupe, as coisas vão dar certo', afirma Lula O presidente destacou também que essa não é a primeira vez que o governo faz cortes como esse. "A gente só pode gastar aquilo que a gente ganha, se a gente gastar mais do que a gente ganha, a gente vai quebrar", afirmou. "O mesmo dinheiro que você precisa cortar agora, você pode não precisar cortar daqui a dois meses, depende da arrecadação", prosseguiu Lula. O governo vem sendo pressionado, por diversos setores, a rever os gastos para equilibrar as contas públicas e cumprir a meta de déficit zero. O presidente Lula, no entanto, tem dado declarações nas quais disse ser contra qualquer corte que afete os programas sociais. O Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Aloisio Mauricio/Fotoarena/Fotoarena/Estadão Conteúdo Presidente do BC Lula também voltou a criticar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. E disse que sempre foi contra a autonomia do Banco Central. "Como pode um rapaz que se diz autônomo, presidente do Banco Central, estar incomodado com o fato do povo mais humilde estar ganhando aumento de salário?", disse Lula. O presidente disse ainda duvidar que Campos Neto seja mais autônomo que Henrique Meirelles, que era presidente do BC nos seus dois primeiros mandatos. Lula tem feito reiteradas críticas ao BC e a Campos Netto. O argumento do presidente é que o BC está mantendo a Selic (taxa básica de juros) em patamares altos — atualmente 10,5% ao ano — sem necessidade. E que isso prejudica o crescimento do país, uma vez que fica mais caro captar dinheiro no sistema financeiro. Desde 2021, o Banco Central tem autonomia. Isso significa que Lula não pode tirar Campos Neto do cargo. O mandato do atual presidente do BC, indicado no governo Jair Bolsonaro, termina em 31 de dezembro. Lula poderá indicar o próximo. "Eu espero que a gente encontre uma pessoa que seja, do ponto de vista técnico, muito competente. Seja, do ponto de vista político, muito honesto e muito sério, e que seja uma pessoa que efetivamente ganhe autonomia pela sua respeitabilidade, pelo seu comportamento", completou. As declarações foram dadas a agências internacionais como Reuters, Bloomberg, France Presse e Associated Press. A entrevista durou mais de uma hora e meia. O governo ainda não divulgou a gravação oficial.
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22/07 - Equipe econômica detalha nesta 2ª motivos de corte de R$ 15 bi e não descarta novos bloqueios para atingir meta
Haddad e Tebet WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Em busca de um apoio do mercado à sua decisão da semana passada, a equipe econômica vai detalhar nesta segunda-feira (22) os dados embasaram a contenção de R$ 15 bilhões. O valor foi, inicialmente, visto como insuficiente por agentes econômicos, uma dose muito comedida, mas pelo menos na direção certa. As equipes de Fernando Haddad e Simone Tebet, por sinal, não descartam novos bloqueios e contingenciamentos para atingir a meta fiscal deste ano. Os assessores de Haddad e Tebet vão divulgar o motivo de o corte ter sido de R$ 15 bilhões, com as razões do bloqueio de R$ 11,2 bilhões e o contingenciamento de R$ 3,8 bilhões, deixando claro que o governo vai seguir tomando medidas para garantir que a meta fiscal seja atingida neste ano. Com esse detalhamento, a equipe econômica espera ganhar do mercado um voto de crédito, permitindo que o valor do dólar fique mais estável, mais próximo de R$ 5,20 até o final do ano. Haddad anuncia congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento 2024 para cumprir a regra fiscal A definição dos cortes por ministérios sai no dia 30 de julho. Algumas pastas são candidatas naturais a sofrerem os maiores cortes, como os ministérios dos Transportes, Portos e Aeroportos e Cidades. Até o fim do mês, ministros vão negociar para evitar uma tesourada maior em suas áreas na distribuição dos cortes de R$ 15 bilhões. Assessores da equipe econômica alertam que, praticamente, todos os ministérios terão de dar a sua cota de sacrifício em nome da credibilidade do arcabouço fiscal, inclusive as emendas parlamentares, o que deve gerar "chiadeira" no Congresso Nacional.
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22/07 - PIX terá limite menor em aparelhos novos até usuário atualizar cadastro no banco, decide BC
Medida vale a partir de 1º de novembro, só para aparelhos que nunca tiverem feito PIX. Limite de R$ 200 por transação e R$ 1 mil por dia valerá até cliente confirmar cadastro no banco. Celular exibe sistema do PIX Marcelo Camargo/Agência Brasil O Banco Central publicou nesta segunda-feira (22) novas regras para transações via PIX, que limitam os valores transferidos por celulares ou computadores não cadastrados. Ou seja, se o aparelho nunca realizou uma transação via PIX, as transferências serão limitadas a: R$ 200 por transação; R$ 1.000, somando todas as transações no dia. 🔹Os limites valem até que o usuário confirme, junto ao banco, que aquele novo aparelho pode ser liberado para transações maiores. 🔹 As regras valem a partir de 1º de novembro, e só para aparelhos novos. 🔹 Quem já usa o PIX em um celular ou computador atualmente não terá impacto, a menos que troque de aparelho ou queira usar uma outra chave. "Essa medida minimiza a probabilidade de fraudadores usarem dispositivos diferentes daqueles utilizados pelo cliente para gerenciar chaves e iniciar transações Pix", explicou o Banco Central em nota. Com as novas regras, mesmo com login e senha, o fraudador não conseguirá realizar transferências maiores que R$ 1.000 ao dia a partir de um celular ou computador novo. Recebi um PIX por engano: e agora? Mais segurança A norma também determina algumas medidas de segurança para os bancos, que deverão: gerenciar riscos de fraude, identificando transações via PIX atípicas ou diferentes do perfil do cliente; disponibilizar em seus sites informações sobre como evitar fraudes; verificar, pelo menos uma vez a cada seis meses, se os seus clientes têm marcação de fraude junto ao BC. O Banco Central espera que, em caso de cliente que tenha cometido fraudes anteriormente, os bancos: encerrem o relacionamento; ou usem limite diferenciado para autorizar transações iniciadas, além de bloqueio para transações recebidas.
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22/07 - Banco Central adia lançamento do 'PIX Automático' para junho de 2025
PIX Automático vai funcionar como o débito automático para contas de luz e telefone, por exemplo – em qualquer banco e sem tarifa. Motivo do adiamento não foi detalhado. Mão segurando celular Reprodução/Jornal Nacional O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (22) que adiou a data de lançamento do "PIX Automático" para 16 de junho de 2025. A previsão inicial era outubro deste ano. Essa modalidade de PIX poderá ser usada em cobranças recorrentes, com: contas de água e luz escolas e faculdades academias, condomínios parcelamento de empréstimos A ideia é permitir que o cliente agende previamente pagamentos que ele já sabe que precisará fazer a empresas. Hoje, isso pode ser feito no débito automático – mas as empresas precisam fechar parceria com cada banco para que o serviço esteja disponível. O Banco Central avalia que o PIX Automático pode alcançar mais pessoas, porque não vai exigir esse acordo entre o banco e a empresa prestadora do serviço. O cliente vai autorizar o débito recorrente, de forma automática, por meio do seu celular ou computador. Não haverá a necessidade de confirmação com senha a cada débito, e nem cobrança de tarifa das pessoas físicas. PIX Agendado Recorrente em outubro O Banco Central manteve, para 28 de outubro deste ano, o lançamento de outra modalidade: o PIX Agendado Recorrente. Segundo o BC, essa modalidade será similar a uma transferência e válida para pagamento entre pessoas físicas -- diferente do Pix Automático, que só pode ser feito para pessoas jurídicas, com CNPJs ativos. Vai valer, por exemplo, para pagamentos de aluguel (entre pessoas físicas) e serviços como personal trainer, diarista e terapeuta. Entenda abaixo as novas modalidades previstas para o PIX – que, agora, devem ficar para 2025: Entenda a diferença entre PIX automático e PIX agendado recorrente
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22/07 - Dólar cai e Ibovespa sobe, com Biden fora da campanha nos EUA e R$ 15 bilhões congelados no Brasil
A moeda norte-americana fechou em queda de 0,61%, cotada em R$ 5,5695. Já o principal índice de ações da bolsa teve alta de 0,19%, aos 127.860 pontos. Notas de 1 dólar Rafael Holanda/g1 O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (22), à medida que investidores recalibram posições e adaptam cenários para as novas projeções sobre as eleições norte-americanas. Na véspera, o presidente Joe Biden desistiu de concorrer à reeleição, abrindo caminho para a vice-presidente, Kamala Harris, liderar a chapa democrata nos EUA. Além disso, o mercado também aguarda a divulgação do relatório de receitas e despesas do governo federal, em busca de mais clareza sobre as contas públicas do país. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um bloqueio de R$ 11,2 bilhões no Orçamento de 2024, além de um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões. As medidas vieram como uma tentativa do governo de cumprir a regra de gastos prevista no arcabouço fiscal. As ações de tecnologias ao redor do planeta também ficam no radar, após o apagão cibernético que atingiu diversos lugares do mundo ter baqueado alguns papéis do setor na última sexta-feira. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em alta. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar fechou em queda de 0,61%, cotado em R$ 5,5695. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,5355. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,61% na semana; recuo de 0,34% no mês; alta de 14,78% no ano. Na última sexta-feira, o dólar subiu 0,30%, cotado em R$ 5,6039. Ibovespa O Ibovespa teve alta de 0,19%, aos 127.860 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 0,19% na semana; ganhos de 3,19% no mês; perdas de 4,71% no ano. Na sexta-feira, o índice recuou 0,03%, aos 127.616 pontos. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? A notícia de que o presidente norte-americano, Joe Biden, desistiu de concorrer à reeleição nos Estados Unidos, é o principal destaque desta segunda-feira (22). Com a desistência, Biden declarou apoio à vice-presidente Kamala Harris para a candidatura do partido democrata nos Estados Unidos. Em um comunicado no X, Biden disse que cumprirá o seu mandato até janeiro de 2025. "Foi a maior honra da minha vida servir como seu presidente. E embora tenha sido minha intenção buscar a reeleição, acredito que é do melhor interesse do meu partido e do país que eu me afaste e me concentre exclusivamente em cumprir meus deveres como presidente pelo restante do meu mandato", escreveu Biden. Com a notícia, investidores começam a recalibrar suas posições no mercado para abarcar as novas projeções. Na semana passada, após o ex-presidente Donald Trump sofrer um atentado a tiros, uma onda de favoritismo ao republicano tomou conta do país e influenciou as negociações — muitas delas dando como certa a vitória de Trump. Com a desistência de Biden, no entanto, essas probabilidades começam a ser revistas pelo mercado. Já no cenário doméstico, o quadro fiscal do país segue na mira dos investidores, que ficam com as atenções voltadas para a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo federal. As contas do governo deverão registrar um déficit de R$ 28,8 bilhões em 2024, segundo nova projeção divulgada pelo governo nesta segunda-feira (22). O valor é o limite da meta de contas públicas prevista no arcabouço fiscal, que limita o rombo a exatamente R$ 28,8 bilhões. A meta tem um intervalo de confiança e será considerada formalmente cumprida se o déficit for de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) ou se houver superávit de 0,25% do PIB. Se não for cumprida, o governo fica sujeito a sanções previstas no arcabouço. Para evitar o descumprimento dessa regra, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou nesta segunda-feira (15) o bloqueio de R$ 11,2 bilhões e o contingenciamento de R$ 3,8 bilhões no Orçamento, anunciados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última semana. Agentes de mercado queriam R$ 30 bilhões contingenciados para que a meta de déficit zero fosse cumprida. A diferença entre bloqueio e contingenciamento é a seguinte: Bloqueio: se refere a valores no Orçamento que têm que ser bloqueados para o governo manter a meta de gastos do arcabouço fiscal. Contingenciamento: é uma contenção feita em razão de a receita do governo estar vindo abaixo do esperado. O mercado já vinha mal com a perspectiva de que os cortes não fossem suficientes. Na quinta-feira, Tebet, descartou interromper programas sociais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já iniciadas, principalmente nas áreas de saúde e educação. Tebet admitiu que o governo deve cortar gastos, mas afirmou que isso deve ser feito com os gastos "desnecessários". "Não tem nenhuma, nenhuma sinalização, nenhuma, de que o PAC, especialmente na área da educação e da saúde, vai ter corte", disse Tebet ao programa "Bom Dia, Ministra" do CanalGov. "Ainda que a gente tenha que fazer cortes temporários, contingenciamento ou bloqueios em obras de infraestrutura a gente faz naquelas que não iniciaram ou que não iniciariam agora para que a gente possa depois de dois meses --porque a cada dois meses a gente faz essa revisão — repor de outra forma", declarou Tebet. A ministra destacou que o governo pretende reestruturar alguns programas sociais, com cortes de gastos "naquilo que estiver efetivamente sobrando", com fiscalização de fraudes e irregularidades. "Obviamente, na hora que tiver que cortar, nós vamos reestruturar alguns programas. Nós temos que fazer reformas estruturantes para poder ter [recursos] para aquilo que mais precisa. Onde mais precisa? E eu sou professora, então educação, saúde", declarou. Na agenda da semana, novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ficam sob os holofotes. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, previsto para quinta-feira, também fica no radar, bem como a divulgação de balanços corporativos ao longo da semana. *Com informações da agência de notícias Reuters.
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22/07 - Mercado financeiro aumenta expectativa de inflação para 2024, diz BC
Estimada está em 4,05%, dentro do intervalo da meta estabelecida para o ano. Na última semana, os analistas haviam freado a trajetória de alta na estimativa de inflação para o ano. Os economistas do mercado financeiro aumentaram a expectativa de inflação para 2024, estimada agora em 4,05%, segundo informações do Banco Central divulgadas nesta segunda-feira (22). Na última semana, os analistas haviam freado a trajetória de alta na estimativa de inflação para o ano, depois do resultado positivo para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho. A projeção do mercado financeiro, de inflação em 4,05%, está dentro do intervalo da meta estabelecida para o ano. A meta é de 3%, mas será considerada formalmente cumprida se ficar dentro do intervalo de 1,5% a 4,5%. Inflação do setor de Serviços desacelera, em 2024 Dólar Os economistas também elevaram a projeção de cotação do dólar ao fim de 2024, para R$ 5,30. Na última semana, a expectativa era que a moeda terminasse o ano em R$ 5,22. O dólar segue em alta desde meados de abril, mas atingiu o seu pico no ano no início de julho, ao alcançar R$ 5,70, em meio a incertezas sobre a situação das contas públicas e a responsabilidade fiscal do governo Lula. Dolar Reprodução: TV Globo Atividade econômica O relatório "Focus" do Banco Central, divulgado nesta segunda (22), também sinaliza para um aumento nas estimativas do Produto Interno Bruto (PIB ) em 2024, de 2,11% para 2,15%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia. Na última semana, o governo manteve, em suas estimativas oficiais, a expectativa de crescimento do PIB em 2,5%. O indicador foi mantido depois de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pedir "parcimônia" da equipe econômica. Antes, contudo, Haddad havia dito que o ministério poderia revisar para cima a projeção do PIB deste ano. “O que é provável que aconteça", declarou o ministro no Palácio do Planalto, após reunião com empresários, na última terça-feira (16). Apesar de aumentar suas expectativas para 2024, o mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do PIB para 2025, de 1,97% para 1,93%. A queda está em linha com a estimativa do governo, que também revisou a projeção para 2025, saindo de 2,8% para 2,6%. Juros A taxa básica de juros da economia, a Selic, manteve-se estável. Ela deve ficar em 10,5% até o final de 2024, segundo as estimativas do mercado A Selic é definida pelo Banco Central, e atualmente está no patamar de 10,5%, depois de sete reduções seguidas. A taxa de juros é a principal fonte de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O presidente defende uma redução na Selic para estimular o crescimento da atividade econômica. Outros indicadores Investimento estrangeiro: os economistas também reduziram a perspectiva de investimento estrangeiro no Brasil, de US$ 70 bilhões para US$ 69,59 bilhões em 2024. Balança comercial: Já a balança comercial apresentou estabilidade em relação à última semana, com expectativa de saldo de US$ 82 bilhões.
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22/07 - IPVA à vista ou parcelado: veja como se organizar para a sua realidade financeira
O g1 procurou especialistas para entender qual o melhor caminho a tomar: juntar o dinheiro desde já, ou usar um bom recurso de parcelamento para diluir o custo ao longo do tempo. IPVA pode ser quitado à vista ou parcelado Pedro Guerreiro / Ag. Pará O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) costuma bagunçar o bolso do motorista em todo início de ano. Os especialistas em finanças sempre reforçam que pagar à vista pode trazer uma série de benefícios, como descontos. Mas a dificuldade de fazer uma grana sobrar em meio ao pagamento de outros impostos (caso do IPTU) e gastos extraordinários (material escolar, reajustes de mensalidades, entre outros) tem aumentado a procura pelo pagamento parcelado. Um levantamento realizado pela Zapay, fintech especializada em pagamentos, e pelo Sem Parar mostra que 50,2% dos clientes de uma amostra mais de 600 mil pessoas da sua base quitaram o IPVA de forma parcelada no período de janeiro a junho deste ano. Trata-se de um aumento de 147% em relação ao ano anterior. (saiba mais abaixo) A pouco menos de seis meses do fim do ano, o g1 procurou especialistas para entender qual o melhor caminho a tomar: procurar juntar o dinheiro desde já, ou usar um bom recurso de parcelamento para diluir o custo ao longo do tempo. Veja a seguir. LEIA TAMBÉM As novas motos de 2024: veja 13 modelos que serão lançados no 2º semestre Reforma tributária: por que os carros entram no 'imposto do pecado', e o que muda nos preços Uno de 'luxo'? Influenciador mostra ao g1 como é a saga de deixar o clássico da Fiat superequipado Quando terei que pagar o IPVA? O IPVA é uma tributação anual e obrigatória. Normalmente, ele começa a ser cobrado já em janeiro. O imposto é calculado através de uma alíquota que é definida por cada estado. Em São Paulo, por exemplo, o valor é definido por meio do cálculo de 4% do valor venal estabelecido pela tabela Fipe. ▶️ EXEMPLO: Se o carro vale R$ 100 mil, o imposto será de R$ 4 mil. 💵 No Tocantins e em Santa Catarina, onde a alíquota é de 2%, o IPVA para o mesmo carro seria a metade do que é cobrado em São Paulo. Atualmente, o carro mais em conta do Brasil é o Fiat Mobi na versão Like, que custa R$ 72.990. Assim, o imposto para possuir este, que é o carro zero quilômetro mais barato do Brasil, seria de R$ 2.929,60 em São Paulo — ou R$ 1.464,80 em Tocantins ou Santa Catarina. Quando devo pagar o IPVA à vista? O principal benefício do pagamento à vista é o desconto no valor cheio do imposto. Em São Paulo, o desconto para quem paga o IPVA de uma única vez é de 15%. Voltando ao exemplo do carro de R$ 100 mil, o IPVA de R$ 4 mil cairia para R$ 3,4 mil. Mas quando aproveitar o desconto de R$ 600? O que especialistas em finanças costumam reforçar é que a pessoa não pode ficar descapitalizada para aproveitar o desconto. Ou seja, só é vantajoso aproveitar o valor menor se as reservas financeiras não ficarem comprometidas em troca do benefício. Em outras palavras: não é recomendável que a pessoa arrisque ficar sem dinheiro para emergências em troca do desconto. Outro ponto de atenção é o custo de oportunidade. O que compensa mais: ter o dinheiro agora para outro uso (ou para uma remuneração de um investimento) ou usar essa quantia disponível para pagar o IPVA à vista? “Se a pessoa decidiu pagar à vista, significa que ela tem o recurso total. Mas se o contribuinte não for organizado financeiramente, se não tiver disciplina para cuidar das contas ou não tem tempo para fazer esse microgerenciamento, é melhor pagar à vista", alerta a planejadora financeira Paula Bazzo. "Assim também elimina a chance de esquecer o pagamento e acabar pagando juros, o que pode trazer um efeito rebote”, explica. Uma boa opção para quem pretende pagar o IPVA à vista em 2025 é começar já. Em vez de jogar a conta parcelada para a frente, o ideal nesse caso é reservar um pouquinho a cada mês, até o fim do ano, para tentar fazer o pagamento de uma só vez, com valor menor. Como saber se um carro passou por enchente? Quando devo parcelar o IPVA? Tanto para a situação em que o contribuinte não tem todo o montante para quitar o IPVA, quanto para os momentos em que gastar a quantia de uma única vez não vale a pena, há o parcelamento. Paula Bazzo lembra que é importante fazer um bom manejo do dinheiro justamente nessa época de pagamento do imposto, pois há um acúmulo de contas que chegam ao mesmo tempo. “Nessa época do ano tem compra de material escolar, IPTU, matrículas escolares, gastos com compras de fim de ano e outras obrigações financeiras. É um momento em que as famílias têm um desembolso muito elevado sem uma contrapartida. Fracionar o IPVA pode ser mais saudável financeiramente, para manter o fluxo de caixa”, orienta. O segundo aspecto, afirma a especialista, é se só existirem descontos com porcentagem menor do que uma taxa de crescimento de um determinado investimento. "Hoje, a taxa Selic está em 10,5% ao ano. Para tirar o dinheiro de uma aplicação para pagar o IPVA com desconto, é preciso que esse desconto seja de 10,5% ou mais. Se a alíquota do desconto for menor, é aconselhado deixar o dinheiro investido e pagar parcelado”, aconselha a especialista. Paula Bazzo reforça, porém, que qualquer aplicação feita com esse propósito precisa ser do tipo mais conservador possível, que evite qualquer risco de perda. É o caso do Tesouro Direto ou títulos de renda fixa que pagam 100% do CDI. Com todo o cuidado no uso, um item que pode facilitar a vida de quem opta pelas parcelas é a utilização do cartão de crédito. O levantamento da Zapay mostra que 55,6% dos clientes utilizaram essa modalidade na hora de quitar o débito com o Detran. E 33% deles escolheram dividir as parcelas em 12 meses. “O parcelamento no cartão de crédito proporciona maior flexibilidade e uma chance de alívio no bolso dos brasileiros, permitindo que mantenham seus veículos em dia sem comprometer fortemente o orçamento mensal”, diz Adalberto Da Pieve, CMO da Zapay. A consideração a ser feita é ter atenção ao comprometimento da renda mensal com as parcelas do cartão de crédito, que é a modalidade com juros mais altos no mercado e fruto da maior parte do endividamento dos brasileiros. A recomendação é avaliar bem se as parcelas alongadas por tempo demais não comprometem o limite ou a capacidade de conciliar o pagamento do IPVA com as outras contas no cartão. Planejamento Independentemente da modalidade de pagamento do IPVA, o melhor a se fazer é se planejar. Para não ter surpresas, consulte sempre o valor do seu veículo na tabela Fipe e cheque a alíquota do seu estado na tabela abaixo: ▶️ LEMBRE-SE: IPVA e licenciamento são impostos diferentes. O IPVA deve ser pago por todos aqueles que possuem um veículo automotor, seja moto, carro, caminhão ou ônibus. O licenciamento só pode ser pago após a quitação do IPVA, e é cobrado pelo direito de ir e vir com esse bem. É como se fosse uma “autorização” que o estado te dá para rodar com a sua propriedade pelas ruas e rodovias. Em 2023, a arrecadação do IPVA resultou em mais de R$ 81 bilhões para os cofres públicos, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). De acordo com a Secretaria da Fazenda de São Paulo, o total arrecadado é destinado para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb, que fica com 20%); 40% vai para o Governo Estadual e outros 40% ficam com o município onde o veículo está registrado. Essa regra vale para qualquer estado brasileiro.
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22/07 - Evite multas! Farol desregulado pode gerar infração grave; veja como rodar dentro da lei
Não é somente nas estradas que as luzes precisam estar adequadas para trafegar sem tomar multas. Confira como deixar as luzes do seu carro em dia e fuja de infrações. Rodar com luzes queimadas, desreguladas ou simplesmente desligadas pode gerar multas, e até a remoção do veículo. Existem diversas resoluções e artigos do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) indicando a forma correta de utilização das luzes de um veículo para evitar infrações. Luzes de freio, faróis, lâmpadas auxiliares e até a luz de rodagem diurna (DRL, do inglês Daytime Running Light) parecem ser apenas elemento de design, mas a verdade é que elas precisam estar nos conformes para deixarem o veículo visível aos outros atores na via. A Resolução do Contran 993/2023, em seu Anexo I, estabelece e regulamenta todos os equipamentos obrigatórios que um veículo deve ter para trafegar com segurança. Dentre eles, o sistema de iluminação completo que cada veículo precisa ter, independentemente do porte e peculiaridades técnicas. Levando isso em conta, e que muitas vezes não é claro quando se se deve utilizar um ou outro equipamento de iluminação, separamos uma série de dicas para você ajustar as luzes do seu carro ou moto e escapar de infrações. Vamos a elas: Faróis desregulados ofuscam a visão de outros motoristas Vinicius Montoia | g1 LEIA MAIS As novas motos de 2024: veja 13 modelos que serão lançados no 2º semestre Uno de 'luxo'? Influenciador mostra ao g1 como é a saga de deixar o clássico da Fiat superequipado Reforma tributária: por que os carros entram no 'imposto do pecado', e o que muda nos preços Faróis desregulados Muitas pessoas já se depararam com uma situação como na foto acima, onde um facho fortíssimo de luz, refletido no retrovisor interno, ofusca a visão do motorista. Ou pior, quando um carro no sentido contrário dispara uma luz fora do padrão. Situações como essas podem causar acidentes graves. Por isso, a legislação é bastante detalhada sobre a iluminação dos automóveis. Segundo Artigo 223 do Código de Trânsito Brasileiro, "transitar com farol desregulado ou com facho de luz alta de forma a perturbar a visão de outro condutor" gera infração. INFRAÇÃO: grave, cinco pontos; MULTA: R$ 195,23. Farol alto Essa ferramenta é uma das mais polêmicas e que gera muitas dúvidas. O farol alto é voltado para utilização de vias sem iluminação, para que o motorista possa visualizar o trajeto e objetos presentes a uma distância maior. De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), do Ministério dos Transportes, "o farol alto deve ser desligado automaticamente quando um veículo se aproxima ou é detectado a frente, de modo a não causar distração, desconforto ou brilho para outros usuários da via". Em resumo: ▶️ Quando usar: Em vias públicas sem iluminação, mas sem prejudicar a visão dos demais usuários da via. ▶️ Quando não usar: Em vias públicas iluminadas. Caso o motorista insista na utilização desse equipamento, estará sujeito às penalidades previstas no CTB. Penalidade: INFRAÇÃO: leve, três pontos; MULTA: R$ 88,38. No caso de veículos que possuam a tecnologia do farol alto automático, de acordo com o Policial Federal Antoniel Lima, o item pode ficar sempre acionado, desde que o equipamento esteja funcionando corretamente: diminuindo o facho quando se tem um veículo à frente ou vindo em mão oposta. Se o farol alto automático não estiver regulado, o motorista também estará sujeito a multa. Farol baixo e auxiliares Os faróis baixos normalmente são ativados depois de ligar a luz da lanterna, no estágio do meio em um carro convencional. Assim, na chave onde se acionam as luzes do veículo, ele fica na posição intermediária entre a luz da lanterna (de posição) e a do farol alto. Confira na imagem abaixo a definição de cada símbolo e não erre mais: Luz de posição, baixa e alta. Todas elas possuem um momento específico de utilização g1 ▶️ Quando ligar a luz baixa: No Artigo 250, Inciso I do CTB, estipula-se que um veículo será autuado caso rode à noite ou de dia sob chuva, neblina ou cerração ou em túneis sem ligar a luz baixa. Assim, é preciso ligar o farol baixo em todas essas situações. ❗️LEMBRE-SE: motos, motonetas e transporte coletivo de passageiros (ônibus e vans) também devem manter os faróis acesos nos cenários citados. Além disso, também poderá ser multado o motorista que rodar com as luzes baixas do carro apagadas em rodovias simples (uma pista), exceto para aqueles que possuem DRL. O mesmo vale para ônibus e caminhões. "Se o veículo estiver rodando com farol de luz baixa apagado, a infração já foi cometida. Infelizmente, a norma não nos permite apenas fazer uma orientação para esse condutor, é preciso lavrar a multa”, orienta o agente rodoviário federal Antoniel Lima. "O agente pede para o motorista ligar o sistema e só depois que os faróis estiverem acesos é que o condutor poderá prosseguir com a viagem." INFRAÇÃO: média, quatro pontos; MULTA: R$ 130,16. Luz de rodagem diurna (DRL) Segundo o Anexo I da Resolução 993 do Contran, somente o veículo que tiver farol de rodagem diurna (DRL) de luz branca é que estará habilitado para rodar apenas com ela em rodovias, sem a necessidade de ligar o farol baixo. Como o próprio nome diz, a luz de rodagem diurna é para ser utilizada durante o dia. Desta forma, o motorista que trafegar apenas com ela durante a noite, sem ligar o farol baixo, também poderá ser multado. Sistema DRL traz iluminação automática de fábrica Reprodução/TV Gazeta Setas As luzes de seta são fundamentais para indicar a direção de um veículo, seja mudando de faixa ou migrando para outra via. Entretanto, ao rodar com as lâmpadas de indicação de direção queimadas, o infrator estará sujeito a duas multas, mas que não se acumulam: 1️⃣ Por defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com lâmpadas queimadas (artigo 230 do CTB, Inciso XXII) INFRAÇÃO: média, quatro pontos; MULTA: R$ 130,16. 2️⃣ Por deixar de indicar com antecedência a mudança de direção ou de faixa de circulação (Artigo 196). INFRAÇÃO: grave, cinco pontos; MULTA: R$ 195,23. Segundo Lima, o policial de trânsito só consegue constatar que o equipamento de seta está defeituoso quando aborda o veículo. Portanto, por mais que seja apenas uma lâmpada queimada, a maioria das infrações são registradas por não dar seta. Vale a pena checar antes de sair com o carro para escapar de prejuízos. Como saber se a lâmpada de seta está queimada? Nos veículos mais modernos e, consequentemente, mais caros, o próprio computador de bordo já indica se há alguma lâmpada queimada. No caso da luz de seta, em carros mais simples, é possível verificar pela intermitência do pisca. Quando a velocidade da lâmpada fica "frenética", é indicativo que uma das duas daquele respectivo lado está queimada. Na primeira oportunidade — e em local seguro —, pare o carro e verifique. Luzes de lanterna e freios A mesma lógica da seta queimada se aplica às luzes de freios e lanternas traseiras. INFRAÇÃO: média, quatro pontos; MULTA: R$ 130,16. Como saber se um carro passou por enchente? Como é feita a fiscalização das luzes? Segundo o policial Rodoviário Federal Antoniel Lima, a fiscalização é realizada por meio dos comandos, embora também exista a abordagem de policiais, em viaturas, que escoltam o motorista até que ele encoste o carro. “A gente tem um padrão que é parar o veículo. Realizamos a abordagem para que o veículo possa encostar. Após essa etapa, solicitamos a habilitação do condutor, o documento do veículo e aí começamos as checagens dos equipamentos obrigatórios. Entre eles, todo o sistema de iluminação: faróis, lanternas, dispositivos auxiliares, iluminação das placas, setas”, explica o oficial. A partir daí é que o agente utiliza dos seus critérios para determinar se o carro está em conformidade com o que o CTB estabelece. "Nós não temos um gabarito para averiguar a intensidade de luzes, mas conseguimos determinar a direção dos fachos de luz", afirma. Em contrapartida, a Senatran diz que "a desregulagem do farol é feita somente em situações que há alguma avaria no conjunto óptico que evidencie problemas na fixação das lâmpadas, indicando um possível problema de regulagem". "Dito isso, em ações de fiscalização, os agentes de trânsito não dispõem de um regloscópio, dispositivo capaz de alinhar, ajustar e regular os faróis. Por tal razão, esclarecemos que apenas a desregulagem do facho de luz emitido pelo farol é uma condição difícil de ser verificada pelo agente de trânsito durante a fiscalização", prossegue ▶️ Regloscópio é um equipamento que se destina a realizar o processo de alinhamento, ajustes e regulagem de faróis automotivos. Em casos nos quais basta ligar ou desligar o farol para seguir viagem, a retenção do veículo é apenas momentânea. O agente de trânsito pode, no entanto, reter o documento do veículo (CRLV), seja ele físico ou digital, em situações nas quais há alguma lâmpada queimada. Nesses casos, o proprietário do veículo tem até 30 dias para consertar o equipamento e recuperar o CRLV. E isso está garantido no Código de Trânsito Brasileiro no Artigo 270, Incisos 1 e 2: “quando a irregularidade puder ser sanada no local da infração, o veículo será liberado tão logo seja sanada a situação. Quando não for possível sanar a falha no local da infração, o veículo, desde que ofereça condições de segurança para circulação, deverá ser liberado e entregue a condutor regularmente habilitado, mediante recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual, contra apresentação de recibo, assinalando-se ao condutor prazo razoável, não superior a 30 (trinta) dias, para regularizar a situação, e será considerado notificado para essa finalidade na mesma ocasião”. De acordo com Lima, em casos nos quais a instalação de equipamentos extras não são permitidos por lei, como faróis auxiliares de motocicletas que piscam de forma intermitente e não são facilmente removíveis, o oficial de trânsito pode remover o veículo para um pátio até que o equipamento seja desinstalado. Segundo o Ministério dos Transportes, "os dispositivos utilizados para produzir flashes regulares de luz, mencionados como 'luzes piscantes', são vedados exceto para os veículos de emergência e para os veículos prestadores de utilidade pública". Assim, luzes estroboscópicas são proibidas e podem resultar no recolhimento do veículo. “A remoção é o último caso, em situações em que não seja possível regularizar o veículo e quando fica evidente que ele causa risco para os demais usuários”, diz Lima.
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22/07 - Com VW Amarok e T-Cross renovados, revendas passam a dar descontos; preço da picape cai até R$ 60 mil
Com poucas unidades nas concessionárias, picape e SUV são ofertados muito abaixo da tabela para renovar os estoques das lojas. VW Amarok 2024 tem mais de R$ 60 mil de desconto para zerar os estoques das concessionárias. Mas precisa procurar bastante Divulgação | Volkswagen Prestes a ter uma nova geração lançada no Brasil, a Volkswagen Amarok 2025 está com descontos de até R$ 60 mil, conforme apurado pelo g1. A produção da terceira geração da Amarok começou em 4 de julho, em General Pacheco, na Argentina. A modelo chegará ao mercado brasileiro até o fim do ano. Com isso, as unidades da segunda geração que restaram nas revendas estão com ótimas promoções. O mesmo acontece com o SUV T-Cross, que acabou de lançar o modelo 2025 com design renovado. Acontece que o T-Cross é um dos sucessos de venda da marca, e a procura mais alta faz com que os descontos sejam mais modestos. Nesta semana, o g1 consultou concessionários de cinco estados em busca de descontos nos modelos antigos. E também ouviu especialistas para saber quando a compra de um modelo defasado pode ser um bom negócio. Veja abaixo. LEIA TAMBÉM As novas motos de 2024: veja 13 modelos que serão lançados no 2º semestre Reforma tributária: por que os carros entram no 'imposto do pecado', e o que muda nos preços Ela voltou! Honda Tornado é relançada depois de 15 anos para incomodar a Yamaha Lander Amarok com descontos A Amarok já foi uma das picapes médias mais desejadas do segmento. Hoje, amarga uma 10ª posição entre as mais vendidas do segmento, com 2.397 unidades comercializadas no primeiro semestre deste ano. A Toyota Hilux, primeira colocada, vendeu 22.289 unidades. A Amarok é vendida atualmente em três versões: Comfortline, que parte de R$ 301.390; Highline, que custa R$ 319.290; Extreme, que sai por R$ 340.690. São preços de tabela, disponíveis no site da marca. Mas quase não existem mais unidades da versão de partida Comfortline e da intermediária Highline nas concessionárias. O g1 encontrou apenas a Extreme, que é a mais completa. E a maioria delas já com pacote de opcionais de protetor de caçamba e capota marítima (R$ 1.600); rodas e retrovisores escurecidos (R$ 2.540) e pintura metálica (1.750). O valor cheio, portanto, totaliza R$ 346.580. Nova VW Amarok 2025 começou a ser produzida na Argentina em 4/7 e chega ao Brasil até o final do ano Divulgação | Volkswagen Em lojas em São Paulo (SP) e em Curitiba (PR), os descontos chegaram a R$ 60.680, quase o valor de um carro popular. A configuração Extreme com os opcionais foi ofertada por R$ 285.900. A maioria das Amarok disponíveis em estoque eram do ano/modelo 2023, mas todas zero quilômetro. Segundo os concessionários, os descontos maiores só são possíveis com entrada de 50% do valor total e o saldo pode ser quitado em até 36 vezes sem juros. As parcelas ficariam abaixo de R$ 4 mil. Em Belo Horizonte (MG), a diminuição de preço não foi tão generosa. O melhor desconto para a Amarok foi de R$ 15 mil para a versão Highline e R$ 12 mil para a Extreme. O vendedor ressaltou, no entanto, que não há nenhuma unidade em estoque, e que seria preciso fazer um pedido para a fábrica. Também não foi oferecida taxa zero para a picape. Em Florianópolis (SC), não encontramos Amarok à venda. Para frotistas, foi encontrada uma boa oferta no Fortaleza (CE). Segundo o vendedor, a compra de quatro picapes ou mais gera um desconto de 24%. A versão Highline é vendida de R$ 317,9 mil por R$ 241 mil, uma economia de R$ 76,9 mil. O montante daria para comprar um Renault Kwid Intense (R$ 76.530), com sobras. T-Cross 2024 por R$ 23 mil a menos O T-Cross é o SUV mais vendido do Brasil. No primeiro semestre de 2024, foram emplacadas 31.519 unidades, segundo dados da Fenabrave. A nova versão 2025, reestilizada pela primeira vez desde o lançamento do modelo, chegou ao mercado em maio. São duas principais versões: Comfortline, que sai por R$ 160.990; Highline, vendido por R$ 175.990. Initial plugin text O melhor desconto foi encontrado em Florianópolis (SC). O T-Cross Highline 2024, cor prata, passa de R$ 177.740 para R$ 154.605, um desconto de R$ 23.135. Para chegar a este valor, o consumidor tem que dar 60% de entrada e quitar o restante em até 36 meses. Nessas condições, a parcela fica ligeiramente acima de R$ 1,7 mil. Em Fortaleza (CE), o T-Cross Highline 2024 era vendido por R$ 191.305 ao incorporar alguns opcionais como pintura bicolor (R$ 1.750); pacote com itens escurecidos (R$ 2.600); teto solar (R$ 7.360) e as tecnologias de assistência de direção (R$ 3.490). Completão, a concessionária deu R$ 14.605 de desconto pela unidade que saiu de linha, ofertado por R$ 176.700. Já a configuração Comfortline pode ser encontrada por R$ 149.900, diferença de R$ 12.840, considerando que o preço inicial cobrado pela mesmo concessionário é de R$ 162.740. Carro que sai de linha vale a pena? Segundo a planejadora financeira Paula Bazzo, escolher um veículo que está saindo de linha pode ser uma boa opção para quem pretende ficar com o modelo por bastante tempo. E é nesse momento que o cliente pode negociar para ter ainda mais vantagens. “Aproveite o momento para pedir adicionais, já que as montadoras estão propensas a queimar o estoque o quanto antes, e podem estar dispostas a fornecer complementos que normalmente não dariam, como película antivandalismo, IPVA pago e por aí vai”, afirma a especialista. Um carro que sai de linha costuma desvalorizar acima do usual. E se o carro não fizer mais parte do portfólio da marca, seria importante verificar se o modelo terá peças de reposição para futuras manutenções. Entretanto, no caso desses carros da Volkswagen, a desvalorização tende a não ser tão alta. “Se mecanicamente o veículo permanece o mesmo, a disponibilidade de peças de reposição e a confiabilidade do veículo não devem ser problema. Vale a pena avaliar a questão de reposição de peças e garantia, e até escutar opinião de pessoas que têm o veículo”, aconselha a planejadora financeira. Veja também: VÍDEO: como saber se um carro passou por enchente? Como saber se um carro passou por enchente?
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22/07 - Tarifa Social: saiba se você pode ter desconto na conta de luz
Primeiro passo para ter acesso ao benefício é se inscrever no Cadastro Único, principal porta de entrada para programas do governo federal. Conta de luz Reprodução/TV Globo A Tarifa Social de Energia Elétrica foi criada pelo governo federal em 2002. Por meio do programa, famílias de baixa renda conseguem descontos na conta de luz. Os benefícios podem chegar a 100% de desconto, a depender do consumo mensal, e valem apenas para consumidores residenciais — ou seja, para moradia. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o programa. Quem tem direito? Quais as regras de consumo? Como solicitar? Quais os documentos necessários? LEIA MAIS Cadastro Único: veja como se cadastrar para ter acesso a benefícios sociais Bolsa Família: quem tem direito e quais são os critérios? Caixa Tem: esqueceu a senha? Veja como recuperar e acessar o aplicativo Seu CPF tem pendências? Veja como fazer consulta e deixá-lo em situação regular G1 em 1 Minuto: Registro no Cadastro Único é pré-requisito para receber benefícios do governo Quem tem direito? O primeiro passo para ter acesso ao benefício é se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico), principal porta de entrada para programas do governo federal. Em geral, o programa é destinado às famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.412. Para saber a renda mensal por pessoa, basta somar todos os rendimentos da casa e dividir pelo número de integrantes da família. Mas, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), há outras exceções. Também têm acesso ao benefício: famílias com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 4.236) que tenham pessoa com deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual ou múltipla), cujo tratamento necessite de aparelhos que consumam energia elétrica; idosos acima de 65 anos; pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC). e famílias indígenas e quilombolas inscritas no Cadastro Único. Quais as regras de consumo? De acordo com o MME, os descontos contemplam famílias com consumo de até 220 kilowatts/hora (kWh) por mês. Para as famílias de baixa renda, as faixas de desconto são as seguintes: consumo mensal de até 30 kWh/mês - desconto de 65% consumo mensal de 31 kWh a 100 kWh/mês - desconto de 40% consumo mensal de 101 kWh a 220 kWh/mês - desconto de 10% Para famílias indígenas e quilombolas inscritas no CadÚnico, as condições são diferentes: consumo mensal de até 50 kWh/mês - desconto de 100% consumo mensal de 51 kWh a 100 kWh/mês - desconto de 40% consumo mensal de 101 kWh a 220 kWh/mês - desconto de 10% Quase oito milhões de famílias têm direito à tarifa social pra conta de luz mas não recebem benefício Como solicitar? A Tarifa Social é concedida automaticamente para as famílias que estão inscritas no CadÚnico, segundo o MME. Caso a família atenda aos requisitos e ainda não esteja no cadastro, basta ir a um dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) pelo Brasil, realizar o cadastro e fazer o requerimento do benefício. Veja como se inscrever no Cadastro Único para ter acesso a benefícios sociais. Quais os documentos necessários? Para família inscrita no CadÚnico com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional: CPF e RG ou documento de identificação com foto; Número de Identificação Social (NIS); Conta de luz/código da unidade consumidora. Para famílias indígenas e quilombolas: Caso não tenha RG ou CPF, pode ser apresentado o RANI (Registro Administrativo de Nascimento Indígena). Enquanto isso, as famílias com renda mensal de até três salários mínimos que tenham pessoa com deficiência (cujo tratamento necessite de aparelhos que consumam energia elétrica) precisam comprovar também as condições apresentadas. Por fim, para idosos com 65 anos ou mais e para beneficiários do BPC, é preciso apresentar documento com foto e, no caso do BPC, o número do benefício.
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22/07 - O Último Plano #4: A Realidade do Real
No quarto e último episódio do podcast sobre a criação do Plano Real, a moeda finalmente ganha as ruas, mudando a vida da população. E uma viagem pra Argentina vira quase uma viagem no tempo. Você pode os quatro episódios de O Último Plano no g1, no Spotify, no Castbox, no Youtube Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer, na Amazon Music ou na sua plataforma de áudio preferida. No episódio final, o real ganha as ruas com suas notas impressas na África e o exército organizando o troca-troca do dinheiro. Agora, com uma moeda de um real você conseguia comprar leite, quatro pães e manteiga e ainda sobrava troco - era uma nova realidade. E o real ainda por cima valia mais que o dólar - só que isso teve consequências para o país, tanto boas quanto ruins. Mas, se o Brasil conseguiu derrotar a hiperinflação há 30 anos, por que países como a Argentina ainda sofrem com a alta desenfreada de preços? Damos um pulo na nossa vizinha para tentar entender o que acontece lá hoje - uma viagem comum que pareceu uma viagem no tempo. Episódio 1: O reino do caos Episodio 2: A mágica fica pro final Episódio 3: O sacerdote do real O Último Plano foi criado e produzido por Renata Ribeiro, Lucas Paulino e Renato Ghelfi. O roteiro é assinado por Valentina Castello Branco e Mariana Pinheiro; edição: Thiago Kaczuroski; coordenação e supervisão: Cláudia Croitor; pesquisa no acervo: Jeferson Ferreira e Fábio Luci; trilha sonora: Marion Lemonnier O trauma público e as reviravoltas políticas Uma história real, de gente real, com um enredo repleto de reviravoltas e acontecimentos improváveis. Assim é O Último Plano, novo podcast do g1 lançado em 1º de julho, dia em que o Plano Real completa 30 anos. A série mergulha nos bastidores da criação da nossa moeda atual e mostra, em detalhes, as movimentações que antecederam o fim de uma era caótica em que a hiperinflação chegou a 2.000% ao ano, gerando graves consequências à vida dos brasileiros. Idealizado e apresentado pela jornalista Renata Ribeiro, o podcast traça uma linha do tempo com os principais marcos políticos e históricos que influenciaram o declínio econômico brasileiro e o plano que pôs fim a ele. Também ilumina a perspectiva de quem vivenciou esse turbilhão de acontecimentos entre cidadãos comuns, jornalistas e economistas que lideraram a criação do Real. “Esse não é um podcast de economia. A explicação econômica sobre como tudo isso aconteceu é muito interessante. Mas as histórias de quem fez isso acontecer são muito mais”, diz Renata. Batizado de ‘O Reino do Caos’, o episódio de estreia mostra as tentativas frustradas de conter o caos financeiro. “A inflação vem de antes de eu nascer e cresceu bem mais rápido do que eu nos anos1980. Nessa época, eu ficava atrás da porta ouvindo meus pais cogitarem a venda do carro, da casa ou me tirar da escola. A economia descontrolada era parte de uma realidade indiscutível e o Brasil tinha um problema sem solução. Talvez tenha sido para entender tudo isso que eu fui ser repórter de economia”, revela Renata. Com preços subindo três vezes ao dia, uma sucessão de planos econômicos fracassados, gente dormindo na fila do supermercado, racionamento de comida e salários-mínimos que não chegavam à metade do mês, a obra deixa claro ao ouvinte como era impossível viver em paz. Veja também: 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico
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21/07 - Governo federal descarta três casos suspeitos da doença de Newcastle em propriedades no RS
Testes foram realizados na sexta-feira (19) em propriedades da zona de proteção contra a doença, que abarca um perímetro de até 10km. Único caso registrado ocorreu em granja do município de Anta Gorda. Barreiras sanitárias instaladas em Anta Gorda para impedir o avanço da Doença de Newcastle O governo federal descartou três casos suspeitos da doença de Newcastle neste domingo (21). Os testes foram realizados na sexta-feira (19) em propriedades da zona de proteção contra a doença, que abarca um perímetro de até 10km. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O único caso confirmado ocorreu em um aviário de Anta Gorda, no Vale do Taquari, em 17 de julho, após a morte de 7 mil aves. Com a detecção da doença, outros 7 mil animais da granja foram abatidos e enterrados, conforme determina o protocolo sanitário. Testes da doença de Newcastle tiveram resultado negativo Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária "As amostras foram transportadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, que processou em tempo recorde as análises de RT-PCR, descartando a possibilidade de novas ocorrências de foco neste momento", disse o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro. O governo afirma que controla a movimentação de pessoas e de aves na área onde o único caso da doença foi registrado. Para prevenir a proliferação da doença, oito barreiras sanitárias foram instaladas. O governo federal suspendeu temporariamente a exportação de carne de aves para 44 países (veja a lista completa). Apesar disso, o ministro afirma que a população pode continuar consumindo carne de frango e ovos da região. Desinfecção de veículos de risco, de cargas de animais e aviários Varreduras em todas as propriedades rurais em dois raios, de 3 km e 10 km Segundo Francisco Lopes, diretor de Vigilância e Defesa Sanitária, veterinários e técnicos agrícolas avaliam clinicamente as aves e conversam com produtores para verificar sinais da doença. Ele afirma que mais 870 propriedades rurais devem ser visitadas. As barreiras sanitárias devem funcionar por 21 dias e só serão encerradas se, nesse período, não houver nenhum foco da doença de Newcastle. Barreira sanitária para conter doença de Newcastle identificada em granja no RS Reprodução/RBS TV Suspensão das exportações A suspensão de exportações foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e considera o acordo bilateral entre países parceiros, a fim de garantir a transparência do serviço brasileiro com os importadores. As suspensões devem durar pelo menos 21 dias e variam o produto e a área, a partir do acordo comercial. Parte dos países considera carnes produzidas em todo o território nacional; alguns, somente no Rio Grande do Sul; e outros, em um raio de 50 km do foco da doença identificada. Suspensão válida para todo o Brasil: República Popular da China Argentina Peru México Suspensão válida para todo o RS: África do Sul Albânia Arábia Saudita Bolívia Cazaquistão Chile Cuba Egito Filipinas Geórgia Hong Kong Índia Jordânia Kosovo Macedônia Mianmar Montenegro Paraguai Polinésia Francesa Reino Unido República Dominicana Sri Lanka Tailândia Taiwan Ucrânia União Europeia União Econômica Euroasiática Uruguai Vanuatu Vietnã Suspensão válida para o raio de 50 km do caso identificado: Canadá Coreia do Sul Israel Japão Marrocos Maurício Namíbia Paquistão Tadjiquistão Timor Leste Barreiras sanitárias são montadas no Vale do Taquari por causa da Doença de Newcastle Identificação após queda de granizo A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a doença de Newcastle foi identificada na propriedade em meio às ondas de frio no inverno. Uma chuva de granizo teria destelhado o aviário, matando 7 mil aves em razão das condições inadequadas, segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin. "Entrou água, umedeceu a cama e essas aves pereceram exatamente porque, nesse contexto, o aquecimento da granja não conseguiu funcionar e parte delas morreram. Ao morrer nesse nível de 50% [7 mil aves], o proprietário chamou o serviço oficial que fez essas 12 amostras e numa delas se encontrou um vírus, que é do pombo, e foi sequenciado geneticamente", afirma. As outras 7 mil aves que sobreviveram foram mortas na quinta-feira (18), de acordo com a associação, conforme determina o protocolo, para evitar que a doença se alastre pela região. O presidente afirma, ainda, que o impacto na economia será mínimo, tanto para o país quanto para o Rio Grande do Sul. Ele detalha que o Brasil produz uma média de 1,2 milhão de toneladas de carne de frango todos os meses, exportando 430 mil toneladas. No pior cenário, o presidente diz que o país vai deixar de vender entre 50 a 60 mil toneladas por mês, que representa 5% da produção nacional. Granja onde foi identificado caso da doença de Newcastle em Anta Gorda Reprodução/RBS TV Especialista explica doença O g1 conversou com um especialista sobre o assunto, o professor de Medicina de Aves da Faculdade de Medicina Veterinária da UFRGS Hamilton Luiz de Souza Moraes, que esclareceu dúvidas sobre a doença. O que é A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres. Ela é causada pelo vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1). Com isso, as aves apresentam sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça. Qual o impacto em humanos O especialista explica que a doença pode causar, no máximo, conjuntivite transitória em humanos, podendo durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. "Ela é o que a gente chama de uma zoonose classe 2. Ela não causa muitos problemas, no máximo conjuntivite, mas em uma semana, tá bom. Então não é um problema para a saúde pública, vamos dizer assim. O problema maior é para as aves mesmo", explica. Como ela é transmitida A doença é transmitida por aves migratórias infectadas que fazem rotas comuns através dos continentes. Por conta disso, elas podem ter ocorrência em qualquer lugar do mundo. "Em algum momento essas aves se cruzam, então algumas que estejam infectadas podem contaminar outras, e nos locais onde elas estavam podem sair e infectar aves domésticas", explica. Como a doença é extinta A eliminação de todas as aves do mesmo lote é a metodologia de controle da doença. Isso ocorre pois o vírus é transmitido pelo ar, podendo contaminar ração, água e o abrigo aviário. Caso o foco não seja extinto, o surto pode se espalhar para uma região mais ampla. A medida foi confirmada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, em conjunto com a Secretaria da Agricultura do RS (Seapi), que irá seguir o seguinte protocolo: Eliminação e destruição de todas as aves do estabelecimento; Limpeza e desinfecção do local; Interdição imediata do estabelecimento avícola, suspendendo toda movimentação de aves desde o primeiro atendimento pela Seapi. Existe uma vacina contra a doença de Newcastle, que precisa ser aplicada, preventivamente, antes da transmissão da doença. Quão transmissível é a doença A difusão da DNC é rápida, pois ocorre por um vírus transmitido pelo ar. O especialista alerta que, se as aves contaminadas saem dos locais onde estão concentradas ou se são mortas e descartadas em lugares inadequados, podem se disseminar para toda uma região. A enfermidade também é letal, podendo matar quase 100% das aves infectadas. Por conta disso, os órgãos fiscalizadores têm uma preocupação com a dispersão. Para garantir a contenção do surto, o Mapa afirmou que irá realizar uma investigação epidemiológica complementar em um raio de 10 quilômetros ao redor da área de ocorrência do foco. No entanto, o especialista afirma que cada país tem um protocolo. Alguns países regionalizam em raio de 50km, podendo fechar um estado ou até o país, dependendo da disseminação da doença. "O Japão é mais inteligente. Para 50 quilômetros, porque esse vírus se conserva bem na carne congelada, então se a gente exportar a carne com vírus, a gente pode estar contaminando outros locais", explica. Qual a recorrência da doença No Brasil, o último registro da doença foi em 2006, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, segundo o Ministério. O especialista afirma que o foco da doença no estado se concentrou no município de Vale Real, a cerca de 90 km de Porto Alegre. "Algumas aves morreram e outras foram eliminadas", relembra. Qual o impacto financeiro O especialista explica que os animais sacrificados em 2006 foram um problema não apenas para as aves como também para os países que importavam o frango à época. Ele afirma que houve uma interdição do produto por cerca de três meses. "O Brasil é o primeiro exportador mundial de carne de frango, e os países que compram a nossa carne, quando tem surtos dessa doença, não querem exportar daquele local. Então naquela época, em 2006, houve a interdição da importação por mais ou menos 3 meses", revela. Doença de Newcastle identificada em aviário do RS g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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21/07 - Pente-fino no INSS começa em agosto; prorrogação de benefícios já passa por perícia presencial
Estimativa do INSS é revisar 680 mil benefícios ainda este ano. Foco é checar Benefícios por Incapacidade Temporária e Benefícios de Prestação Continuada. INSS começa a telefonar para segurados à espera do auxílio doença há mais de 45 dias Jornal Nacional/Reprodução O programa de revisão de benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o chamado pente-fino dos benefícios, deve revisar cerca de 680 mil pagamentos, segundo o governo. A previsão é que esse processo comece nas próximas semanas. Segundo o governo, o objetivo do pente-fino é combater fraudes e irregularidades no pagamento de benefícios, mas também cortar gastos e abrir espaço no Orçamento da União. A meta fiscal deste e do próximo ano é zerar o déficit das contas públicas. Ou seja, gastar apenas o que arrecadar. Os pedidos de prorrogação do Benefício por Incapacidade Temporária, antigo Auxílio-doença, já estão sendo direcionados para a perícia médica presencial. Pressionado por pente-fino, governo discute medidas que podem ampliar BPC Em entrevista à TV Globo, o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, explicou por que a autarquia está antecipando a revisão desses casos. “Antes, o segurado pedia prorrogação e era automática. Agora, aqueles que têm um afastamento com um CID (classificação internacional de doenças), que não comporte longos períodos, como, por exemplo, seis meses para uma fratura simples no dedo, esses segurados, ao ligarem para o 135 (central de atendimento do INSS), estão sendo encaminhados para a perícia presencial", disse Stefanutto. O foco, a partir de agosto, é checar dois tipos de benefícios que tenham sido concedidos há mais de dois anos: Benefício por incapacidade temporária: é pago ao segurado do INSS, que está incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos por causa de doença ou acidente; e Benefício de Prestação Continuada: é pago a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência, em qualquer idade. O benefício é dado a quem tem renda per capita familiar (por membro da família) igual ou inferior a ¼ do salário mínimo (equivalente hoje a R$ 353). A estimativa do INSS é que pelo menos 680 mil benefícios sejam revistos até o fim do ano. O governo calcula chegar a 800 mil até o fim do programa de revisão, que não tem prazo para acabar. Leia também: Tebet diz que governo tem que cortar gastos, mas aqueles 'desnecessários', e não em programas sociais Ana Flor: combate de fraudes em benefícios vai ajudar a fechar as contas Como vai funcionar? Segundo o INSS, a revisão dos benefícios se dará, num primeiro momento, por meio da checagem de dados: o instituto fará cruzamento de informações disponíveis para conferir se o cidadão tem ou não direito ao benefício. Se houver algum indício de irregularidade, a pessoa será notificada e terá que comparecer a uma agência do INSS. O presidente da autarquia aconselha aos beneficiários que tenham sempre os documentos em dia. "Não é preciso ter pânico, nem temer a suspensão do benefício de repente. Os casos serão analisados com base em cruzamento de dados e as pessoas que serão chamadas terão que comprovar a necessidade do benefício. Provou? O pagamento continua. É importante que os beneficiários tenham em mãos laudos e exames médicos atualizados para que haja comprovação mediante perícia médica sobre a necessidade de manter o benefício", diz Stefanutto. ‎ O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Divulgação/INSS Aumento dos pedidos de BPC Dados do órgão apontam que o número de requerimentos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) saltou nos últimos dois anos. No primeiro semestre de 2022, foram 621 mil pedidos de BPC. No mesmo período em 2023, 866 mil. Já de janeiro a junho deste ano, o número superou um milhão (1,04 mihão). Questionado sobre o que explicaria esse aumento, o presidente do INSS disse que é necessária uma avaliação técnica, mas elencou uma soma de fatores. "A meu ver, as pessoas que estão em vulnerabilidade social, ou que perderam seus empregos, buscam benefícios no INSS – mesmo que não tenham direito – na esperança de garantir alguma renda. Isso é uma avaliação pessoal. Para termos certeza desse movimento é necessário fazer um estudo técnico", avaliou.
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21/07 - Demanda por hortaliças pode aumentar com inverno menos rigoroso
Agricultores do interior de São Paulo estão aproveitando o inverno mais quente para cultivar hortaliças. Há alguns anos, plantar hortaliças no inverno era praticamente impossível Reprodução/TV TEM Há alguns anos, plantar hortaliças no inverno era praticamente impossível. No entanto, com as temperaturas mais quentes em épocas tradicionalmente frias, o cultivo e consumo de vegetais tem trazido otimismo para os produtores. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Os agricultores têm aproveitado essa mudança climática para diversificar suas plantações. Além de cultivarem alface, que é a verdura mais vendida, também têm investido em couve, brócolis e rabanete, ampliando a variedade e atendendo a diferentes demandas do mercado. Para garantir o desenvolvimento de hortaliças de qualidade, é crucial que o solo esteja bem nutrido. Durante o período de menor demanda, os agricultores aproveitam para deixar a terra descansar e se enriquecer, preparando-se para uma futura produção. A explicação para os invernos mais quentes está relacionada à falta de chuva e à secura do clima, segundo meteorologistas. Essas condições têm impactado positivamente a agricultura, permitindo uma produção mais consistente de hortaliças durante o ano todo. Veja a reportagem exibida no programa em 21/07/2024: Demanda por hortaliças pode aumentar com inverno menos rigoroso VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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21/07 - Crianças passam férias em contato com cavalos
Universidade do Cavalo busca proporcionar às crianças uma nova maneira de aproveitar as férias, com brincadeiras que divertem e ensinam. O haras que abriga mais de 300 cavalos de diferentes raças Reprodução/TV TEM Um lugar cercado por árvores, onde o canto dos pássaros se mistura com o som do trote dos cavalos, oferece muito mais do que um cenário rural. Durante o período de férias, a Universidade do Cavalo abre suas portas para crianças que buscam uma experiência transformadora, aprendendo desde o manejo até curiosidades sobre os equinos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Com a ajuda de monitores, as crianças exploram o haras que abriga mais de 300 cavalos de diferentes raças. Elas escovam a pelagem dos animais e acompanham o passo a passo de como selar um cavalo, vivenciando essa rotina ao longo de uma curta temporada. As crianças aprendem os modos de comunicação do cavalo com o humano, por exemplo, como identificar movimentos das orelhas, da cauda e das patas dos cavalos, entendendo suas emoções e necessidades. Além disso, elas são introduzidas a modalidades esportivas, como saltos, e compreendem a importância da relação de confiança e respeito entre cavalo e cavaleiro. Ao final do programa, as crianças voltam para casa cheias de histórias para contar. Para muitas, a experiência é uma alternativa enriquecedora, saindo um pouco da rotina habitual de jogos e celulares, proporcionando aprendizado em um ambiente diferente. Veja a reportagem exibida no programa em 21/07/2024: Crianças passam férias em contato com cavalos VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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21/07 - Pecuarista tem que fazer contas quando deixa a boiada no confinamento
Na propriedade rural localizada em Irapuã (SP), uma boa gestão é imprescindível para uma boa qualidade do gado. Nela, todos os gastos com dietas nutricionais são precisamente calculadas, garantindo um resultado financeiramente positivo. Um bom desenvolvimento da fazenda e do gado, tanto na qualidade como no financeiro e na gestão Reprodução/TV TEM Para um bom desenvolvimento da fazenda e do gado, tanto na qualidade como no financeiro, é necessária uma boa gestão, com planos de ação e contas para todos os lados. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Em uma propriedade rural de Irapuã (SP), tudo é decidido na conversa entre pai e filho no escritório. Nela, é importante ficar de olho no tempo em que o gado permanece no local antes de ir ao frigorífico, levando a genética como principal fator. "Se eu tenho animais de boa genética e que tem uma resposta para um maior tempo de confinamento, eu posso deixá-los por mais dias. Caso contrário, eu tenho que encurtar um pouco o período da sua permanência", explica Fernando Costa, líder da fazenda. Isso se deve ao ganho de peso dos animais com uma boa genética. Depois de um tempo médio de 120 dias, os animais não considerados puros param de engordar, aumentando somente o custo de manutenção. "Nós tentamos fazer a dieta mais barata para o melhor ganho, sempre. Isso impacta muito no final do confinamento. O custo nutricional no resultado final é muito grande", explica Maurício Lerro, zootecnista da propriedade. Veja a reportagem exibida no programa em 21/07/2024: Pecuarista tem que fazer contas quando deixa a boiada no confinamento VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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21/07 - Receita Nosso Campo: aprenda a fazer arroz com carne desfiada
Programa deste domingo (21) ensina a preparar um arroz especial. Nosso Campo ensina a preparar um delicioso arroz especial, com carne e queijo Reprodução/TV TEM O Nosso Campo deste domingo (21) ensina a preparar um delicioso arroz especial, com carne e queijo. Saiba como fazer: 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Ingredientes 3 xícaras de chá de arroz; 1 quilo de carne; 150 gramas de queijo coalho; 50 gramas de queijo parmesão; 2 tomates; 1 maço de salsinha picada; 1 colher de sopa de molho de soja; 1 cabeça de alho amassado; 1 colher de sopa de colorau; 1 colher de sopa de tempero caseiro; Sal; 1 porção de alho poró picado. Modo de preparo Em uma panela de pressão, sele a carne no óleo; Frite por alguns minutos; Em seguida, acrescente o colorau e o tempero caseiro; Inclua o molho de soja, o tomate e o sal; Em uma outra panela, frite a segunda parte do alho; Adicione a carne desfiada; Acrescente o arroz; Cubra com água e espere secar; Agora, coloque a salsinha; Toste o queijo coalho; Coloque-o por cima do arroz e sirva. Veja a reportagem exibida no programa em 21/07/2024: Receita Nosso Campo: aprenda a fazer arroz com carne desfiada VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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21/07 - Nova bolsa de valores do Rio é anunciada em tempos de ‘seca’ de IPOs no Brasil; entenda os desafios
País está há quase três anos sem ver novas empresas abrindo capital. Especialistas explicam os motivos da paralisia e por que a nova bolsa pode melhorar o acesso de empresas em fase de expansão ao mercado de capitais. Touro de Ouro instalado em frente à Bolsa de Valores de SP (B3), na rua XV de Novembro, no Centro de São Paulo. Divulgação/B3/TouroInc O anúncio de uma nova bolsa de valores no Rio de Janeiro (RJ) foi comemorado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) e por Claudio Pracownik, presidente da empresa responsável pela operação da bolsa carioca, a Americas Trading Group (ATG). A cidade volta a ter uma bolsa de valores depois de 20 anos. Mas a notícia vem em meio a um momento difícil para o mercado de IPOs (sigla em inglês para Ofertas Públicas de Ações) no Brasil: já são quase três anos de seca, em que nenhuma empresa brasileira se lançou na bolsa. O último IPO brasileiro foi do Nubank, que abriu capital na Bolsa de Valores de Nova York, a NYSE, em dezembro de 2021. Naquele ano, inclusive, houve recorde no número de registros de ofertas públicas primárias de ações: foram 46 empresas no ano. De lá para cá, o nível mais elevado de juros, mesmo em economias desenvolvidas como os Estados Unidos, diminuiu o apetite de investidores por ativos de renda variável. Esperando um momento mais propício para captar dinheiro no mercado, as empresas se retraíram. Um relatório da consultoria EY apontou que o número total de IPOs feitos pelo mundo encolheu 12% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2023, de 624 para 551 ofertas registradas. O volume financeiro movimentado neste mesmo intervalo registrou uma queda de 16%, indo de US$ 62,5 bilhões (R$ 340,8 bilhões) para US$ 52,2 bilhões (R$ 284,6 bilhões) na mesma base de comparação. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a inflação persistente que impede os Bancos Centrais de baixarem os juros ainda deve adiar a volta dos IPOs para o final deste ano — ou até para o começo de 2025. Mas o que está acontecendo com o mercado de capitais? Especialistas consultados pelo g1 destacam três principais fatores para a falta de IPOs no Brasil: A demora na queda de juros dos EUA; A retirada de recursos estrangeiros da bolsa brasileira; e A interrupção dos cortes na taxa básica de juros brasileira, a Selic. ▶️ Juros nos Estados Unidos Um dos principais motivos para a redução do interesse das empresas em abrir capital é a frustração com o adiamento do ciclo de cortes de juros nos EUA por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Em cenário de juros mais altos por lá, investidores preferem direcionar o dinheiro para os Treasuries (ativos do Tesouro norte-americano, considerados os mais seguros do mundo), do que colocar em aplicações de risco. Em outras palavras: se há boa rentabilidade na segurança, o interesse em bolsa de valores diminui. No final do ano passado, com a melhora dos indicadores de inflação e dos sinais de uma economia mais contida nos EUA, o mercado não apenas previa que o Fed faria o primeiro corte de juros entre março e maio, como também esperava de seis a sete reduções das taxas por parte da instituição ao longo do ano. Houve uma empolgação em todo o mercado financeiro. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, bateu seguidos recordes. Mas esse cenário não se concretizou, uma vez que os índices de preços norte-americanos não cederam e a atividade da maior economia do mundo continuou acelerando. “O mundo inteiro foi decepcionado com a expectativa de redução de juros nos Estados Unidos que ainda não veio. E como isso não aconteceu, temos dificuldade em ver fluxos [de recursos] gringos entrando no país”, explica o corresponsável pela área do banco de investimentos do Bank of America (BofA) no Brasil, Bruno Saraiva. ▶️ Fluxo estrangeiro no Brasil Conforme ficou claro que os juros demorariam a cair nos EUA, a maior atratividade dos títulos públicos norte-americanos se reforçou e reduziu ainda mais o interesse em investimentos de risco nos países emergentes, como o Brasil. Os investidores estrangeiros respondem por mais da metade do volume movimentado mensalmente na B3, a bolsa de valores brasileira. Em 2024 até 12 de julho, foram retirados mais de 30 bilhões em recursos estrangeiros do mercado nacional. “Assim como o mundo, a gente também vinha passando por questões de juros, inflação e atividade, com previsões mais otimistas no começo do ano que não vieram”, diz o sócio e especialista em IPOs da EY Brasil, Rafael Santos. A preocupação com o cumprimento das metas de controle dos cofres do país já vinha desde abril, quando o governo propôs reduzir as metas para as contas públicas dos próximos anos e passou a prever superávit (receitas maiores que despesas) apenas em 2026. Os últimos dados, inclusive, não são muito animadores. Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, as contas do governo federal registraram déficit primário de R$ 61 bilhões em maio deste ano. E esses temores cresceram em junho, quando novas falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) refletiram nos mercados. Entre outras coisas, o presidente afirmou que seria necessário avaliar se a saída para as contas públicas seria via corte de gastos ou aumento na arrecadação, além de ter feito críticas à atuação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e ter dito que o real estaria sendo alvo de um ataque "especulativo". Mas mesmo diante da maior preocupação dos investidores — que contribuiu para que o câmbio atingisse os R$ 5,66 em junho, maior patamar em dois anos e meio — especialistas apontam que a má impressão foi maior do que a real mudança de cenário, e os números brasileiros seguem consistentes. “A verdade é que não houve uma piora significativa. O Brasil continua fazendo reformas, vai ter reforma tributária e várias outras melhorias. O desemprego também está baixo e a renda está crescendo. Mas o fato é que os ruídos não ajudam”, afirma o diretor do Bradesco BBI Felipe Thut. ▶️ Interrupção de cortes na Selic Por fim, outro ponto que também tem afastado o interesse dos investidores por ativos de renda variável é a interrupção do ciclo de cortes de juros pelo Banco Central, desde a última reunião de política monetária feita pela instituição, em junho. Como o g1 já mostrou, o principal motivo para a pausa nos cortes da Selic foi um reajuste das expectativas de inflação pelos agentes econômicos, que passaram a projetar um aumento mais veloz dos preços, deixando-os mais longe da meta do BC. É o que o mercado chama de "desancoragem" das expectativas. Esse ambiente de mais incerteza sobre os preços deixa o BC mais receoso sobre o patamar em que precisa manter os juros para que se mantenha o controle da inflação. “Para que os investidores voltem a investir em bolsa de valores novamente, temos que ver queda da Selic e dos juros de longo prazo, para que o mercado de renda fixa ofereça uma rentabilidade menor e isso incentive os investidores a voltar para a renda variável”, disse Thut, do Bradesco BBI. E quando o cenário para IPOs deve melhorar? De acordo com os especialistas consultados pelo g1, é preciso ainda ver uma melhora concreta no cenário para que as empresas voltem a abrir capital na bolsa de valores. Assim, a previsão é que o mercado volte a se aquecer apenas no final deste ano — ou no começo de 2025. Segundo dados da ferramenta FedWatch do CME Group, o mercado acredita atualmente em uma chance de 85,6% de que o Fed dê início ao ciclo de cortes dos juros norte-americanos em setembro. Com a redução de juros nos Estados Unidos, abre-se um espaço não apenas para uma menor retirada de recursos da bolsa pelos estrangeiros, como também para que o BC brasileiro volte a cortar os juros por aqui eventualmente. O último relatório Focus, do Banco Central, no entanto, projetava uma Selic de 10,50% ao ano para o final de 2024 e de 9,5% ao ano para 2025. Isso significa que, pelas projeções do mercado, um novo corte da taxa básica brasileira só deve acontecer no próximo ano. Thut, do Bradesco BBI, diz ainda que o mercado também aguarda os resultados das eleições presidenciais norte-americanas para calibrar as apostas. As projeções sobre o pleito seguem envoltas em incertezas. “A eleição norte-americana tem impacto em qual vai ser a política dos candidatos e qual vai ser o impacto na inflação de lá, porque também há uma preocupação do investidor com a dívida dos Estados Unidos”, explica o diretor do Bradesco BBI. Ainda segundo especialistas, após tanto tempo sem novas ofertas públicas de ações, a expectativa é que a retomada desse mercado venha por meio de empresas mais robustas. “Toda retomada de mercado volta primeiro com operações grandes, porque são elas que geram liquidez no mercado secundário no dia seguinte. Assim, devemos ver uma retomada com companhias mais sólidas e com histórias provadas, governança de primeira e previsibilidade financeira”, explica Bruno Saraiva, do BofA. O executivo destaca setores como infraestrutura, energia, saneamento e logística como prováveis destaques na volta do mercado. Para Santos da EY, no entanto, a estimativa é que a volta dos IPOs de empresas brasileiras aconteça primeiro no mercado norte-americano, com mais companhias se preparando para abrir capital nas bolsas de Wall Street. Até agora neste ano, o índice S&P 500 acumula um avanço de mais de 15%. "As companhias competem por um capital que, hoje, é mais limitado no Brasil. O que as empresas buscam é liquidez e elas estão enxergando que há mais capital e disposição para ativos de risco no exterior", explica o especialista. Ele destaca, no entanto, que não são todas as empresas que devem conseguir ir para as bolsas dos Estados Unidos. "O mercado norte-americano é mais rigoroso, e não é todo mundo que está pronto", conclui. E a nova bolsa do Rio? Pode ajudar o mercado de IPOs? Para os analistas consultados pelo g1, a bolsa carioca deve ter pouco efeito no número de empresas que devem decidir abrir capital no Brasil, apesar de ser vista como alternativa positiva para trazer mais maturidade para o nosso mercado. Para Santos, da EY, a tendência é que a nova bolsa do Rio traga um acesso maior ao mercado de capitais, como forma de atender às companhias em fase menos madura, ou em fase de expansão. “Essas iniciativas de mercado de capitais são muito importantes, porque você coloca um nicho de listagem para companhias que ainda não têm espaço no mercado. Se a bolsa do Rio trouxer esse tipo de iniciativa, sem dúvida isso trará benefícios superimportantes”, acrescenta Santos. Segundo o secretário municipal de desenvolvimento urbano e econômico do Rio, Chicão Bulhões, a criação de uma bolsa no Rio de Janeiro deve trazer competitividade com a B3 e ser positiva para o mercado. "Concorrência significa normalmente melhor atendimento, produto e preço para quem contratar o serviço. O custo do mercado financeiro no Brasil ainda é muito alto, por isso esperamos, sim, que a abertura da nova bolsa melhore essa competitividade e torne o mercado de capitais mais acessível não só para as micro e pequenas empresas como para o cidadão comum", diz. Ele destaca, ainda, que há a estimativa de que a nova bolsa carioca também tenha reflexos na arrecadação da cidade. Como a nova bolsa deve funcionar? Segundo o presidente da ATG, Claudio Pracownik, o modelo proposto pela companhia nesse primeiro momento é a dupla negociação — ou seja, que os ativos que já são negociados na B3 também sejam negociados na nova bolsa do Rio de Janeiro, a ATS (American Trading Service). "Na primeira fase de operação, a ATS não fará listagem de novas empresas. No entanto, esse tipo de serviço está em nosso 'pipeline' [previsto em novas etapas] para o futuro, quando pretendemos lançar um produto que, obedecidos os dispositivos regulatórios, seja prático, ágil e com um preço justo", afirma Pracownik. Para que as empresas possam optar pela dupla negociação, elas precisarão aderir à ATS. Com isso, as ações das empresas negociadas na B3 já farão parte da nova plataforma. A primeira fase de atuação da ATS será composta por mercado de ações à vista, aluguel de ações e negociação de cotas de fundos. "Acredito que não teremos nenhum tipo de obstáculo ou dificuldade para conseguir essa aderência das empresas. Primeiro, temos a certeza de que temos um produto muito bom. Segundo, é de interesse das empresas de capital aberto ter maior liquidez para suas ações. Quanto maior liquidez, melhor para o acionista e também para o preço", diz o executivo. Por fim, sobre o maior acesso do mercado de capitais para empresas de médio porte, Pracownik afirma que será necessária a criação de um ecossistema próprio para este setor. "É necessário, a meu ver, [...] estímulos para os fundadores e os investidores, abrangendo a redução de custos de listagem, regras próprias de governança, educação financeira e um estímulo fiscal, reduzindo, por exemplo, o imposto sobre ganho de capital para as transações com os valores mobiliários dessas empresas", afirma. O processo de mudança de nome da nova bolsa ainda está em curso.
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21/07 - 'BBB das galinhas': câmeras ajudam o ES a manter a liderança na produção de ovos no país
Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, concentra mais de 90% de toda a produção de ovos no estado. E para ajudar na quantidade e qualidade do produto, donos de granjas apostam em máquinas modernas, elevadores e até monitoramento das aves. Modernização ajuda no aumento da produtividade e qualidade em granjas no estado Elevadores, esteiras, maquinários modernos e até câmeras para monitorar as aves e todas as etapas da produção de ovos: do recolhimento até a embalagem. A tecnologia é uma aliada em granjas na cidade de Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, que se mantém líder no segmento não só no estado, mas também no país, com uma produção de 12 milhões e 700 mil ovos por dia em 2023, de acordo com a Associação dos Avicultores do Espírito Santo. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram O estado ocupa a primeira posição como a maior produtora de ovos do país desde 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Toda a tecnologia empregada na produção, dentro e fora das granjas, facilita o trabalho dos funcionários, contribui para a qualidade dos produtos, dá rapidez ao recolhimento e embalagem dos ovos. Na prática, por exemplo, a mecanização das granjas faz com que, de hora em hora, chegue alimento fresco para as galinhas.Tudo automatizado. E tem até produtor que investiu em instalação de câmeras para vigiar os próprios equipamentos utilizados e também as aves, para evitar perdas. É o caso do dono de uma granja em Santa Maria, Carlos Berger, que segue com os investimentos tecnológicos e colocou até câmeras de monitoramento espalhados pela granja. "Instalamos para fazer o monitoramento na falha da máquina. Precisamos ter alguém para observar se entupiu um tratador. Então, a gente bota esse monitoramento para não ter perda na produção. Já vimos em outros países que já tem robô para fazer o encaixe do ovo e retirar as aves quando elas morrem. Então, acho que o futuro é cada vez mais modernidade" finalizou o dono da granja. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Carlos disse que começou o investimento em equipamentos mais modernos há 15 anos, e não se arrepende. A tecnologia tem avançado e ele tenta acompanhar o ritmo. "Na época, a gente começou devagar, começamos com um barracão. O investimento não é baixo, é realmente alto, e a gente foi fazendo com o passar dos anos. Fomos aumentando a granja de acordo com o que a gente foi crescendo no mercado também", relatou Carlos. Tecnologia é aliada das granjas e ajuda na produção no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Todas as máquinas são pré-programadas sem a ação humana. O que gera menos mão de obra. Sem o maquinário, a granja de Carlos precisaria de três vezes mais da quantidade de funcionários. "A gente até comenta que quem não está automatizado não fica no mercado, exatamente por causa dessa dificuldade de mão de obra. Então, a gente olha lá pra trás, em 2010, e conseguimos ver que realmente foi uma decisão acertada ter automatizado a granja", comentou Carlos. Dentro dos galpões da granja do Carlos são reproduzidos 300 mil ovos por dia. Segundo o médico veterinário que trabalha no local, são 320 mil galinhas que vivem engaioladas. Cada gaiola abriga de 12 a 13 aves. Donos de granja no Espírito Santo utilizam maquinário para ajudar no andamento do trabalho Reprodução/TV Gazeta O veterinário da granja, Leonardo Morelo, explicou que a nutrição interfere diretamente na quantidade e qualidade dos ovos. E para ajudar nisso, uma máquina é responsável por nunca deixar os cochos esvaziarem. "A gente programa nos relógios a passagem do tratados, colocamos o horário que a gente quer que ele passe durante o dia. Colocamos o intervalo de meia em meia hora e fazemos o tratamento das aves. Com isso, o cocho vai permanecendo sempre cheio. As aves consomem ração o dia inteiro e tem a necessidade da alimentação sempre renovada. Porque os tratadores passam, deixam o cocho sempre cheio e estimula a alimentação delas também", pontuou o veterinário. LEIA TAMBÉM: Produção de tangerina cai, mas tamanho e qualidade dos frutos aumentam no ES Colheita de café arábica começa no ES e produção deve superar em mais de 1,5 milhão de sacas a safra de 2023 Acidentes com mortes e amputações aumentam nas lavouras de café e período de colheita exige cuidado com máquinas Máquinas ajudam desde a retirada dos ovos até a embalagem final em granjas no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Com a automatização, a granja busca profissionais especializados que saibam mexer no maquinário. "Cada dia mais a gente está mais automatizado e estamos precisando de pessoas mais capacitadas. E por isso a gente conta com programas de treinamento, orientação. Capacitamos os funcionários na empresa com relação a todos os processos, todos os cuidados", explicou o veterinário. Apenas Santa Maria de Jetibá concentra mais de 90% de toda a produção do estado, com dezenas de granjas espalhadas pela cidade. E para muitos avicultores da região, a tecnologia é vista como uma grande aliada para se destacar no mercado. Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, é líder na produção de ovos Reprodução/TV Gazeta VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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21/07 - Doença de Newcastle: saiba como funcionam barreiras para impedir avanço de vírus que afeta frangos no RS
Barreira faz desinfecção de veículos de risco, de cargas de animais e aviários, enquanto equipes realizam varreduras em propriedades rurais a 3 km e 10 km de onde foi identificado foco da doença, em Anta Gorda. Barreiras sanitárias instaladas em Anta Gorda para impedir o avanço da Doença de Newcastle Oito barreiras sanitárias foram instaladas na região de Anta Gorda, no Vale do Taquari, para impedir o avanço da doença de Newcastle. O diagnóstico foi confirmado em um aviário no município, e outros 7 mil animais do aviário onde foi detectado o foco do vírus foram abatidos e enterrados. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O governo federal suspendeu temporariamente a exportação de carne de aves para 44 países (veja a lista completa). Apesar disso, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirma que a população pode continuar consumindo carne de frango e ovos da região. A Vigilância Sanitária afirma que não há focos da doença em um raio de 3 km da granja. Contudo, as barreiras sanitárias fiscalizam uma área maior. Desinfecção de veículos de risco, de cargas de animais e aviários Varreduras em todas as propriedades ruais em dois raios, de 3 km e 10 km Segundo Francisco Lopes, diretor de Vigilância e Defesa Sanitária, veterinários e técnicos agrícolas avaliam clinicamente as aves e conversam com produtores para verificar se há sinais da doença. "Vamos terminar o trabalho com mais de 870 propriedades rurais a serem visitadas", diz. As barreiras sanitárias devem funcionar por 21 dias e só serão encerradas se, nesse período, não houver nenhum foco da doença de Newcastle. A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres. Causada pelo vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), a doença apresenta sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça dos frangos. Barreira sanitária para conter doença de Newcastle identificada em granja no RS Reprodução/RBS TV Suspensão das exportações A suspensão de exportações foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e considera o acordo bilateral entre países parceiros, a fim de garantir a transparência do serviço brasileiro com os importadores. As suspensões devem durar pelo menos 21 dias e variam o produto e a área, a partir do acordo comercial. Parte dos países considera carnes produzidas em todo o território nacional; alguns, somente no Rio Grande do Sul; e outros, em um raio de 50 km do foco da doença identificada. Suspensão válida para todo o Brasil: República Popular da China Argentina Peru México Suspensão válida para todo o RS: África do Sul Albânia Arábia Saudita Bolívia Cazaquistão Chile Cuba Egito Filipinas Geórgia Hong Kong Índia Jordânia Kosovo Macedônia Mianmar Montenegro Paraguai Polinésia Francesa Reino Unido República Dominicana Sri Lanka Tailândia Taiwan Ucrânia União Europeia União Econômica Euroasiática Uruguai Vanuatu Vietnã Suspensão válida para o raio de 50 km do caso identificado: Canadá Coreia do Sul Israel Japão Marrocos Maurício Namíbia Paquistão Tadjiquistão Timor Leste Barreiras sanitárias são montadas no Vale do Taquari por causa da Doença de Newcastle Identificação após queda de granizo A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a doença de Newcastle foi identificada na propriedade em meio às ondas de frio no inverno. Uma chuva de granizo teria destelhado o aviário, matando 7 mil aves em razão das condições inadequadas, segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin. "Entrou água, umedeceu a cama e essas aves pereceram exatamente porque, nesse contexto, o aquecimento da granja não conseguiu funcionar e parte delas morreram. Ao morrer nesse nível de 50% [7 mil aves], o proprietário chamou o serviço oficial que fez essas 12 amostras e numa delas se encontrou um vírus, que é do pombo, e foi sequenciado geneticamente", afirma. As outras 7 mil aves que sobreviveram foram mortas na quinta-feira (18), de acordo com a associação, conforme determina o protocolo, para evitar que a doença se alastre pela região. O presidente afirma, ainda, que o impacto na economia será mínimo, tanto para o país quanto para o Rio Grande do Sul. Ele detalha que o Brasil produz uma média de 1,2 milhão de toneladas de carne de frango todos os meses, exportando 430 mil toneladas. No pior cenário, o presidente diz que o país vai deixar de vender entre 50 a 60 mil toneladas por mês, que representa 5% da produção nacional. Granja onde foi identificado caso da doença de Newcastle em Anta Gorda Reprodução/RBS TV Especialista explica doença O g1 conversou com um especialista sobre o assunto, o professor de Medicina de Aves da Faculdade de Medicina Veterinária da UFRGS Hamilton Luiz de Souza Moraes, que esclareceu dúvidas sobre a doença. O que é A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres. Ela é causada pelo vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1). Com isso, as aves apresentam sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça. Qual o impacto em humanos O especialista explica que a doença pode causar, no máximo, conjuntivite transitória em humanos, podendo durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. "Ela é o que a gente chama de uma zoonose classe 2. Ela não causa muitos problemas, no máximo conjuntivite, mas em uma semana, tá bom. Então não é um problema para a saúde pública, vamos dizer assim. O problema maior é para as aves mesmo", explica. Como ela é transmitida A doença é transmitida por aves migratórias infectadas que fazem rotas comuns através dos continentes. Por conta disso, elas podem ter ocorrência em qualquer lugar do mundo. "Em algum momento essas aves se cruzam, então algumas que estejam infectadas podem contaminar outras, e nos locais onde elas estavam podem sair e infectar aves domésticas", explica. Como a doença é extinta A eliminação de todas as aves do mesmo lote é a metodologia de controle da doença. Isso ocorre pois o vírus é transmitido pelo ar, podendo contaminar ração, água e o abrigo aviário. Caso o foco não seja extinto, o surto pode se espalhar para uma região mais ampla. A medida foi confirmada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, em conjunto com a Secretaria da Agricultura do RS (Seapi), que irá seguir o seguinte protocolo: Eliminação e destruição de todas as aves do estabelecimento; Limpeza e desinfecção do local; Interdição imediata do estabelecimento avícola, suspendendo toda movimentação de aves desde o primeiro atendimento pela Seapi. Existe uma vacina contra a doença de Newcastle, que precisa ser aplicada, preventivamente, antes da transmissão da doença. Quão transmissível é a doença A difusão da DNC é rápida, pois ocorre por um vírus transmitido pelo ar. O especialista alerta que, se as aves contaminadas saem dos locais onde estão concentradas ou se são mortas e descartadas em lugares inadequados, podem se disseminar para toda uma região. A enfermidade também é letal, podendo matar quase 100% das aves infectadas. Por conta disso, os órgãos fiscalizadores têm uma preocupação com a dispersão. Para garantir a contenção do surto, o Mapa afirmou que irá realizar uma investigação epidemiológica complementar em um raio de 10 quilômetros ao redor da área de ocorrência do foco. No entanto, o especialista afirma que cada país tem um protocolo. Alguns países regionalizam em raio de 50km, podendo fechar um estado ou até o país, dependendo da disseminação da doença. "O Japão é mais inteligente. Para 50 quilômetros, porque esse vírus se conserva bem na carne congelada, então se a gente exportar a carne com vírus, a gente pode estar contaminando outros locais", explica. Qual a recorrência da doença No Brasil, o último registro da doença foi em 2006, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, segundo o Ministério. O especialista afirma que o foco da doença no estado se concentrou no município de Vale Real, a cerca de 90 km de Porto Alegre. "Algumas aves morreram e outras foram eliminadas", relembra. Qual o impacto financeiro O especialista explica que os animais sacrificados em 2006 foram um problema não apenas para as aves como também para os países que importavam o frango à época. Ele afirma que houve uma interdição do produto por cerca de três meses. "O Brasil é o primeiro exportador mundial de carne de frango, e os países que compram a nossa carne, quando tem surtos dessa doença, não querem exportar daquele local. Então naquela época, em 2006, houve a interdição da importação por mais ou menos 3 meses", revela. Doença de Newcastle identificada em aviário do RS g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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20/07 - Mega-Sena, concurso 2.751: prêmio acumula e vai a R$ 61 milhões
Veja os números sorteados: 42 - 18 - 53 - 13 - 52 - 04. Bilhete volante loteria mega-sena mega sena versão 2018 Marcelo Brandt/G1 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio Marcelo Brandt/G1 O sorteio do concurso 2.751 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (20), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 61 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 42 - 18 - 53 - 13 - 52 - 04. 5 acertos - 60 apostas ganhadoras: R$ 60.964,39 4 acertos - 4.978 apostas ganhadoras: R$ 1.049,72 Concurso 2751 da Mega-sena g1 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (23). Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal — acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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20/07 - +Milionária, concurso 165: prêmio acumula e vai a R$ 250 milhões
Veja os números sorteados: 37 - 48 - 07 - 38 - 41 - 03 ; e trevos: 5 - 1. Próximo sorteio será no quarta-feira (24). Mais Milionária bilhete volante Rafael Leal /g1 O sorteio do concurso 165 da +Milionária foi realizado na noite deste sábado (20), em São Paulo, e nenhuma aposta acertou a combinação de seis dezenas e dois trevos. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 250 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp De acordo com a Caixa Econômica Federal, nove apostas acertaram cinco dezenas e dois trevos e vão levar R$ 75.775,70 cada. Veja os números sorteados: Dezenas: 37 - 48 - 07 - 38 - 41 - 03 Trevos: 5 -1 Os outros ganhadores são: 5 acertos + 1 ou nenhum trevo - 37 apostas ganhadoras: R$ 8.191,96 4 acertos + 2 trevos - 154 apostas ganhadoras: R$ 2.108,78 4 acertos + 1 ou nenhum trevo - 2.219 apostas ganhadoras: R$ 146,35 3 acertos + 2 trevos - 2.911 apostas ganhadoras: R$ 50,00 3 acertos + 1 trevo - 25.578 apostas ganhadoras: R$ 24,00 2 acertos + 2 trevos - 24.613 apostas ganhadoras: R$ 12,00 2 acertos + 1 trevo - 206.495 apostas ganhadoras: R$ 6,00 +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Sobre a +Milionária As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que chegam a R$ 83,1 mil. A +Milionária teve seu primeiro sorteio em maio de 2022. Na época, a Caixa informou que ela foi a primeira modalidade "a oferecer prêmio mínimo de dois dígitos de milhões". Cada concurso distribui o valor mínimo de R$ 10 milhões. Saiba mais aqui. Além disso, a +Milionária se destaca por ter dez faixas de premiação. São elas: 6 acertos + 2 trevos 6 acertos + 1 ou nenhum trevo 5 acertos + 2 trevos 5 acertos + 1 ou nenhum trevo 4 acertos + 2 trevos 4 acertos + 1 ou nenhum trevo 3 acertos + 2 trevos 3 acertos + 1 trevo 2 acertos + 2 trevos 2 acertos + 1 trevo
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20/07 - Inflação, dívida pública, receitas: o cenário por trás do congelamento de R$ 15 bilhões de gastos do governo
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, justificou que o corte é necessário para o governo se adequar às regras exigidas pelo arcabouço fiscal. País vive momento de atenção sobre o rumo das contas públicas. Haddad e Tebet WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Na quinta-feira (18), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo decidiu congelar R$ 15 bilhões dos gastos previstos para o ano. De acordo com Haddad, o congelamento é necessário para que o governo mantenha o controle das despesas, como prevê o arcabouço fiscal — a regra que impõe as diretrizes para o gasto público, aprovada pelo Congresso em 2023. O arcabouço estabelece que as despesas só podem crescer em determinada proporção do aumento das receitas. E essa relação estava ficando desequilibrada. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão de consultoria ligado ao Senado, as receitas do governo cresceram 8,5% acima da inflação de janeiro a junho. Mas as despesas cresceram mais: 10,5%, sinal de os rumos precisavam ser corrigidos. E por que as contas públicas às vezes precisam de uma readaptação? É que, quando o governo planeja o Orçamento do ano (e o Congresso aprova), são feitas previsões de receitas e de despesas. E essas previsões podem não se concretizar, por uma série de fatores. Entenda, abaixo, o cenário que obrigou o governo a congelar gastos: Haddad anuncia congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento de 2024 Déficit orçamentário A previsão de déficit para o Orçamento deste ano, tirando o pagamento de juros da dívida, é de zero. Ou seja, receitas e despesas devem empatar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem dando declarações que têm sido interpretadas como dúbias em relação a essa meta. Ora ele diz que está compromissado com o déficit zero, ora diz que essa é uma necessidade do mercado. As declarações causam tensão no mercado, porque são vistas como um pouco compromisso de Lula com a responsabilidade fiscal. 💸 Se os gastos do governo se descontrolam em relação às receitas, os agentes econômicos começam a duvidar da capacidade do Brasil em honrar as suas dívidas. Os juros crescem, como uma forma de compensar os riscos dos papéis brasileiros. Os investimentos ficam mais escassos e menos dinheiro entra no país. A inflação sobe, o crescimento da economia desacelera. Diante dessa pressão, o governo anunciou o congelamento. Lula disse que teria que ser convencido pelos seus ministros sobre o valor do corte. E deu anuência ao montante de R$ 15 bilhões. Mas economistas entendem que esse congelamento ainda é tímido para zerar o déficit. "Na minha avaliação, se vier um limite de gastos, um bloqueio de gastos menor do que R$ 23 bilhões — esse é o limite mínimo necessário — ficará sinalizado que o governo continua com a mesma intenção de empurrar com a barriga. Foi o que ele fez no ano passado", afirmou o economista Marcos Mendes, "Ano passado, ele [o governo] prometeu no início do ano um déficit primário de 0,5% do PIB e entregou quase 2,5% do PIB", continuou. "Este ano, continua a mesma toada de empurrando a má notícia para o final do ano, mas o estresse está muito alto, e seria importante que o governo desse uma sinalização agora de que está efetivamente interessado em cumprir as metas fiscais", completou Mendes. Dívida pública Outro indicador que é afetado pela desorganização das contasé a dívida pública. Em maio, a dívida do setor público consolidado (que abrange governos federal, estaduais e municipais e empresas públicas), chegou a R$ 8,5 trilhões. Isso significa 76,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O patamar é considerado elevado para países emergentes do porte do Brasil. Quanto mais o governo se endivida (acumulando déficits em vez de superávits), maior é a pressão em cima da moeda (o real tende a se desvalorizar) e em cima da inflação (produtos vão ficando mais caro). Isso porque surge no mercado uma dúvida se o país conseguirá honrar seus compromissos. Leia também: Governo mantém em 2,5% estimativa de crescimento do PIB em 2024 Haddad anuncia congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento deste ano para cumprir o arcabouço fiscal Ex-diretor da IFI vê bloqueio de R$ 15 bilhões no Orçamento insuficiente e novos cortes 'em etapas' Qual o caminho para equilibrar as contas públicas? Inflação Um dos maiores traumas da sociedade brasileira quando se fala em economia é a hiperinflação. O fenômeno foi debelado na década de 1990, com o Plano Real. Mas ainda é uma preocupação das famílias e de especialistas. Um dos motivos para a taxa de juros básica no país estar em 10,5% é o controle da inflação. O Banco Central aponta que a falta de clareza do governo com o compromisso fiscal. No Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quinta (18), o Ministério da Fazenda elevou a previsão para a inflação deste ano de 3,7% para 3,9%. A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano. Ou seja, começa a ficar mais perto do teto do que do centro da meta. Qual é a alternativa? Durante o primeiro ano do mandato, o governo buscou melhorar as contas públicas pela via das receitas. Ou seja, melhorar a arrecadação de impostos, através de um aquecimento na economia. Mas, por mais que as receitas estejam melhorando, ainda não são suficientes. Especialistas alertam que é preciso cortar também gastos. E que o corte seja em gastos desnecessários. O governo anunciou um "pente-fino" em benefícios sociais, em busca de pagamentos irregulares que podem ser cortados. A estimativa é economizar bilhões. Como disse a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao longo da semana, programas fundamentais para a sociedade e benefícios pagos a quem realmente tem direito não serão bloqueados: “De forma objetiva, vamos ter de cortar gastos. Mas vamos cortar gastos naquilo que efetivamente está sobrando. Fraude, erros e irregularidades, ainda têm muito. Por isso, temos de fazer reformas estruturantes para poder ter [recursos] para aquilo que mais precisa. Onde mais precisa? Eu sou professora e sei. É na educação e na saúde”, disse Tebet.
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20/07 - Mega-Sena pode pagar R$ 53 milhões neste sábado; +Milionária pode chegar a R$ 247 milhões
Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Mega-Sena Marcelo Brandt/G1 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 A Caixa Econômica Federal promove neste sábado (20), a partir das 20h, os sorteios dos concursos 2.751 da Mega-Sena e 165 da +Milionária. A +Milionária tem prêmio estimado em R$ 247 milhões. Criada há mais de dois anos, a loteria nunca teve ganhador no prêmio principal. As chances de vencer são ainda menores do que na Mega-Sena: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois trevos. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que podem chegar a R$ 83.160,00. A +Milionária se destaca por oferecer o prêmio principal mínimo de R$ 10 milhões por sorteio e possuir dez faixas de premiação. Veja os detalhes: +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Mega-Sena Já a Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 53 milhões para os acertadores das seis dezenas. No concurso da última quinta-feira (18), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer a sua aposta online. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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19/07 - Valor de mercado da CrowdStrike cai R$ 50 bilhões depois de apagão cibernético
Ações da empresa também caíram 11% nesta sexta-feira (19) na comparação com o dia anterior. Microsoft também foi impactada. 'Tela azul': entenda o que provocou o apagão global em computadores O valor de mercado da CrowdStrike caiu US$ 9 bilhões, equivalente a R$ 50 bilhões, no fechamento de mercado desta sexta-feira (19) na comparação com o dia anterior. Uma falha em um dos sistemas de segurança da empresa desencadeou um apagão tecnológico global. A companhia, que era avaliada em US$ 83 bilhões na quinta-feira, teve seu valor rebaixado para US$ 74 bilhões. A redução aconteceu porque as ações da empresa caíram 11% no fechamento da Bolsa de Valores de Nova York, passando a valer US$ 304,96. A Microsoft também sofreu prejuízos, uma vez que a atualização com a falha foi enviada para os sistemas operacionais Windows, gerando impacto no consumidor final. A empresa foi desvalorizada em 0,74%, com uma queda de US$ 24,2 bilhões (R$ 133,28 bilhões). Ainda assim, o valor de mercado da Microsoft é de mais de US$ 3,2 trilhões. (Correção: o g1 errou ao informar, na primeira publicação da reportagem, que a Microsoft perdeu US$ 24 milhões em seu valor de mercado. A informação foi corrigida às 20h30.) Os dados são de um levantamento feito por Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta Consultoria. Por que o Brasil não foi tão afetado no apagão cibernético? Apagão cibernético global Uma falha em um dos sistemas de segurança da CrowdStrike causou um apagão global dos computadores nesta sexta-feira (19). A falha provocou atrasos em voos e prejudicou serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo. Muitos usuários se depararam com uma "tela azul" nos computadores – saiba mais aqui. A companhia informou que sua ferramenta, chamada Falcon, que serve para detectar possíveis invasões hacker, teve um problema na atualização (update) de software. Na rede social X, George Kurtz, cofundador e CEO da empresa, afirmou que os "clientes permanecem totalmente protegidos" e que a falha não se tratou de um incidente de segurança. "O problema foi identificado e uma correção foi implantada. Estamos trabalhando com todos os clientes afetados para garantir que os sistemas estejam funcionando e que possam fornecer os serviços com os quais seus clientes contam", declarou. Kurtz também orientou clientes a tomarem cuidado com possíveis tentativas de explorar o incidente. "Encorajo todos a permanecerem vigilantes e a garantirem o envolvimento com representantes oficiais da CrowdStrike". Veja vídeo: plataforma de controle de voos mostra impacto de apagão cibernético no setor aéreo dos EUA: Plataforma de controle de voos mostra impacto de apagão cibernético no setor aéreo dos EUA Saiba mais: Por que o Brasil não foi tão afetado por pane global cibernética quanto os EUA e Europa? Especialistas criticam atualização no sistema da CrowdStrike, que travou computadores pelo mundo: 'Recuperação é manual e lenta' Problemas causados pelo apagão global de tecnologia podem levar dias até serem corrigidos George Kurtz: quem é o cofundador e CEO da CrowdStrike que pediu desculpa por apagão cibernético global
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19/07 - Secretaria do Consumidor pede esclarecimento aos bancos sobre impacto do apagão cibernético
Senacon pediu também que sejam apresentadas medidas que podem ser tomadas para dirimir eventuais problemas. Falhas mundiais estão relacionadas a sistemas que utilizam o Windows na empresa CrowdStrike, uma fornecedora de serviços de segurança digital. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, pediu para os bancos prestarem esclarecimentos sobre o impacto do apagão cibernético para o serviço prestado aos clientes no Brasil. A Senacon pediu também que sejam apresentadas medidas que podem ser tomadas para dirimir eventuais problemas. "Pede-se que seja encaminhado à Senacon, informações sobre, em que medida, o referido apagão cibernético atingiu os consumidores do serviço bancário no país e, sendo pertinente, quais ações adotadas para minimizar prejuízos", solicita o ofício da secretaria enviado para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O problema está relacionado a sistemas que utilizam o Windows na empresa CrowdStrike, uma fornecedora de serviços de segurança digital. Isso causou atrasos em voos, além de ter prejudicado serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo. O apagão afetou alguns bancos e fintechs brasileiros, que, ao longo desta sexta-feira (19), apresentaram problemas em seus aplicativos. Apagão cibernético estraga viagem planejada por 1 ano de 20 pessoas de uma mesma família Impacto no Brasil é menor Até o início da tarde, a falha impactava no Brasil sistemas de alguns bancos e aeroportos, além de um hospital no Brasil. Em outros países, porém, o impacto foi ainda maior: as três maiores companhias aéreas americanas cancelaram centenas de voos partindo dos Estados Unidos, enquanto as emissoras Sky News, do Reino Unido, e a ABC, da Austrália, ficaram fora do ar. O problema foi causado por uma atualização numa versão da ferramenta de cibersegurança Falcon voltada para Windows. O programa é desenvolvido pela empresa CrowdStrike e funciona como uma espécie de antivírus para empresas. Dois fatores podem explicar por que a falha não impactou tanto as operações no Brasil, segundo o diretor de tecnologia da Sage Networks, Thiago Ayub: 🌎 A CrowdStrike tem uma base de clientes pequena no Brasil em comparação com os EUA, por exemplo; ⌚ A atualização que causou o incidente foi liberada de madrugada no Brasil – a Microsoft estima que os sistemas tenham sido impactados à 1h09, no horário de Brasília. Para uma empresa ter sido afetada pela pane, ela precisa usar o sistema Windows, ser cliente do sistema de segurança da CrowdStrikee ter permitido a atualização da ferramenta, segundo Ayub. "No Brasil, o impacto tem sido notavelmente menor do que em outros países devido a combinação desses fatores por aqui ser menor, até por um menor alcance comercial por aqui do produto que deu defeito", afirmou. O problema não afeta computadores pessoais. "Usuários domésticos que usam Windows estão ilesos pois a versão do produto da CrowdStrike que foi afetado é vendido apenas para empresas".
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19/07 - Brasil suspende exportação de carne de aves para 44 países após doença de Newcastle ser identificada no RS; veja lista
Suspensões devem durar pelo menos 21 dias e variam de área, a partir de cada acordo comercial. Enfermidade viral contamina aves silvestres e domésticas, de acordo com especialista. Granja onde foi identificado caso da doença de Newcastle em Anta Gorda Reprodução/RBS TV Granja onde foi detectado caso da doença de Newcastle em Anta Gorda (RS) Reprodução/RBS TV O governo federal suspendeu temporariamente, nesta sexta-feira (19), a exportação de carne de aves para 44 países após identificar o vírus da doença de Newcastle em um aviário de Anta Gorda, no Vale do Taquari (veja, abaixo, a lista completa de países). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A medida foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e considera o acordo bilateral entre países parceiros, a fim de garantir a transparência do serviço brasileiro com os importadores. Entenda o que é a doença de Newcastle População pode consumir frango tranquilamente, diz ministro As suspensões devem durar pelo menos 21 dias e variam o produto e a área, a partir do acordo comercial. Parte dos países considera carnes produzidas em todo o território nacional; alguns, somente no Rio Grande do Sul; e outros, em um raio de 50 km do foco da doença identificada. O Mapa diz que as regras de suspensão são revisadas todos os dias com os países parceiros, mostrando todas as ações executadas para eliminar o foco da doença. Barreiras sanitárias começam a ser montadas neste sábado (20) em cidades produtoras de frango no Vale do Taquari. Ao todo, 70 servidores da Secretaria Estadual da Agricultura vão vistoriar 800 granjas. Lista de países: Suspensão válida para todo o Brasil: República Popular da China Argentina Peru México Considera carnes de aves, carnes frescas de aves e derivados, ovos; carne para alimentação animal; matéria-prima de aves para fins opoterápicos; preparados de carne e produtos não tratados derivados de sangue. Suspensão válida para todo o RS: África do Sul Albânia Arábia Saudita Bolívia Cazaquistão Chile Cuba Egito Filipinas Geórgia Hong Kong Índia Jordânia Kosovo Macedônia Mianmar Montenegro Paraguai Polinésia Francesa Reino Unido República Dominicana Sri Lanka Tailândia Taiwan Ucrânia União Europeia União Econômica Euroasiática Uruguai Vanuatu Vietnã Considera carne fresca, resfriada ou congelada de aves; ovos e ovoprodutos; carnes, produtos cárneos e miúdos de aves; farinha de aves, suínos e de ruminantes; cabeças e pés; gorduras de aves; embutidos cozidos, curados e salgados; produtos cárneos processados e termoprocessados; e matéria-prima e produtos para alimentação animal. Suspensão válida para o raio de 50 km do caso identificado: Canadá Coreia do Sul Israel Japão Marrocos Maurício Namíbia Paquistão Tadjiquistão Timor Leste Considera carnes de aves; farinha de aves, penas e peixes para uso na alimentação animal; e produtos cárneos cozidos, termicamente processados, não comestíveis derivados de aves. Neste último caso, os Certificados Sanitários Internacionais (CSI) emitidos até 8 de julho não entram nas restrições. Doença de Newcastle identificada em aviário do RS g1 Exportações em números O Rio Grande do Sul é o terceiro estado que mais exporta carne de frango no Brasil, ficando atrás, respectivamente, de Paraná e Santa Catarina. 354 mil toneladas foram exportadas pelo estado no primeiro semestre do ano, com uma receita de US$ 630 milhões. As exportações representaram 13,82% dos US$ 4,55 bilhões gerados pelo mercado em todo o país. Além disso, são 14,1% das 2,52 milhões de toneladas exportadas pelo país no mesmo período. Os principais destinos do frango produzido no Rio Grande do Sul nos primeiros seis meses de 2024 foram Emirados Árabes Unidos (48 mil toneladas – US$ 94 milhões), Arábia Saudita (39 mil toneladas – US$ 77 milhões), China (32 mil toneladas – US$ 52 milhões) e Japão (20 mil toneladas – US$ 43 milhões). Doença identificada após queda de granizo Em coletiva nesta sexta-feira (19), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a doença de Newcastle foi identificada na propriedade em meio às ondas de frio no inverno. Uma chuva de granizo teria destelhado o aviário, matando 7 mil aves em razão das condições inadequadas, segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin. "Entrou água, umedeceu a cama e essas aves pereceram exatamente porque, nesse contexto, o aquecimento da granja não conseguiu funcionar e parte delas morreram. Ao morrer nesse nível de 50% [7 mil aves], o proprietário chamou o serviço oficial que fez essas 12 amostras e numa delas se encontrou um vírus, que é do pombo, e foi sequenciado geneticamente", afirma. As outras 7 mil aves que sobreviveram foram mortas na quinta-feira (18), de acordo com a associação, conforme determina o protocolo, para evitar que a doença se alastre pela região. O presidente afirma, ainda, que o impacto na economia será mínimo, tanto para o país quanto para o Rio Grande do Sul. Ele detalha que o Brasil produz uma média de 1,2 milhão de toneladas de carne de frango todos os meses, exportando 430 mil toneladas. No pior cenário, o presidente diz que o país vai deixar de vender entre 50 a 60 mil toneladas por mês, que representa 5% da produção nacional. "Nós estamos projetando alguns cenários, mas o cenário que a gente tem – e se for o pior, de 50 mil toneladas – é inferior a 5% e não mexe com o mercado", pontua o presidente. O presidente afirma que o preço do produto não deve despencar no país, porque parte das mercadorias voltadas à exportação devem ser destinadas a outros países que não estão previstos nos acordos bilaterais de suspensão. Barreiras sanitárias são montadas no Vale do Taquari por causa da Doença de Newcastle Especialista explica doença A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres. Causada pelo vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), a doença apresenta sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça dos frangos. O g1 conversou com um especialista sobre o assunto, o professor de Medicina de Aves da Faculdade de Medicina Veterinária da UFRGS Hamilton Luiz de Souza Moraes, que esclareceu dúvidas sobre a doença. O que é A DNC é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres. Ela é causada pelo vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1). Com isso, as aves apresentam sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça. Qual o impacto em humanos O especialista explica que a doença pode causar, no máximo, conjuntivite transitória em humanos, podendo durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. "Ela é o que a gente chama de uma zoonose classe 2. Ela não causa muitos problemas, no máximo conjuntivite, mas em uma semana, tá bom. Então não é um problema para a saúde pública, vamos dizer assim. O problema maior é para as aves mesmo", explica. Como ela é transmitida A doença é transmitida por aves migratórias infectadas que fazem rotas comuns através dos continentes. Por conta disso, elas podem ter ocorrência em qualquer lugar do mundo. "Em algum momento essas aves se cruzam, então algumas que estejam infectadas podem contaminar outras, e nos locais onde elas estavam podem sair e infectar aves domésticas", explica. Como a doença é extinta A eliminação de todas as aves do mesmo lote é a metodologia de controle da doença. Isso ocorre pois o vírus é transmitido pelo ar, podendo contaminar ração, água e o abrigo aviário. Caso o foco não seja extinto, o surto pode se espalhar para uma região mais ampla. A medida foi confirmada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, em conjunto com a Seapi, que irá seguir o seguinte protocolo: Eliminação e destruição de todas as aves do estabelecimento; Limpeza e desinfecção do local; Interdição imediata do estabelecimento avícola, suspendendo toda movimentação de aves desde o primeiro atendimento pela Seapi. Existe uma vacina contra a doença de Newcastle, que precisa ser aplicada, preventivamente, antes da transmissão da doença. Quão transmissível é a doença A difusão da DNC é rápida, pois ocorre por um vírus transmitido pelo ar. O especialista alerta que, se as aves contaminadas saem dos locais onde estão concentradas ou se são mortas e descartadas em lugares inadequados, podem se disseminar para toda uma região. A enfermidade também é letal, podendo matar quase 100% das aves infectadas. Por conta disso, os órgãos fiscalizadores têm uma preocupação com a dispersão. Para garantir a contenção do surto, o Mapa afirmou que irá realizar uma investigação epidemiológica complementar em um raio de 10 quilômetros ao redor da área de ocorrência do foco. No entanto, o especialista afirma que cada país tem um protocolo. Alguns países regionalizam em raio de 50km, podendo fechar um estado ou até o país, dependendo da disseminação da doença. "O Japão é mais inteligente. Para 50 quilômetros, porque esse vírus se conserva bem na carne congelada, então se a gente exportar a carne com vírus, a gente pode estar contaminando outros locais", explica. Qual a recorrência da doença No Brasil, o último registro da doença foi em 2006, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, segundo o Ministério. O especialista afirma que o foco da doença no estado se concentrou no município de Vale Real, a cerca de 90 km de Porto Alegre. "Algumas aves morreram e outras foram eliminadas", relembra. Qual o impacto financeiro O especialista explica que os animais sacrificados em 2006 foram um problema não apenas para as aves como também para os países que importavam o frango à época. Ele afirma que houve uma interdição do produto por cerca de três meses. "O Brasil é o primeiro exportador mundial de carne de frango, e os países que compram a nossa carne, quando tem surtos dessa doença, não querem exportar daquele local. Então naquela época, em 2006, houve a interdição da importação por mais ou menos 3 meses", revela. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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19/07 - Mercadante afirma que está com negociações avançadas para que companhias aéreas comprem aviões da Embraer em troca de acordo sobre dívidas; entenda
Fala ocorreu em São José dos Campos, no interior de São Paulo, durante um evento em que o presidente Lula (PT) anunciou financiamentos do BNDES para obras na Dutra e exportações de aviões da Embraer. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, durante evento em São José dos Campos. Reprodução/TV Vanguarda Durante um evento em São José dos Campos, no interior de São Paulo, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, informou que três companhias aéreas estão em negociações avançadas para assumir o compromisso de comprar aviões da Embraer, como contrapartida por um acordo envolvendo dívidas que as empresas possuem com o governo federal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp A fala de Mercadante ocorreu nesta sexta-feira (19), durante um evento com o presidente Lula (PT) e ministros, para anunciar o financiamento do BNDES para obras nas rodovias Presidente Dutra e Rio-Santos e para exportações da fabricante brasileira de aviões Embraer - leia mais abaixo. Em coletiva de imprensa com os jornalistas, Mercadante avaliou o cenário da aviação no país e falou sobre as tratativas estarem avançadas com ao menos três companhias aéreas, para que as empresas assumam o compromisso de comprar aviões nacionais, fabricados pela Embraer. “As três empresas mais importantes, Latam, Azul e Gol, já estão bem avançadas nesse diálogo. Evidente, temos sigilo comercial, não vou entrar em detalhes, mas as três empresas estão bem avançadas na perspectiva de voar embraer”, afirmou Mercadante. Na sequência, Mercadante contou que esse compromisso que está sendo negociado para comprar aviões brasileiros seria uma contrapartida por um acordo de renegociação de dívidas com a União. “Elas (as empresas) têm um passivo fiscal que está sendo renegociado com a Fazenda, mas tem que ter uma contrapartida, qual é a contrapartida: comprar aviões brasileiros da Embraer. Só 12% das frotas de aviões dessas empresas são da Embraer. Quando você compra Embraer, você está recolhendo impostos, realimentando o sistema econômico do Brasil, está mantendo o investimento, gerando emprego, gerando renda”, disse. "Precisamos apoiar essas empresas, mas elas precisam comprar aviões da Embraer. Essa é uma condição fundamental para todo o esforço que o governo está fazendo de passivo fiscal, de financiar, mas nós precisamos trazer aviões da Embraer. A contrapartida é gerar empregos, impostos e continuar fortalecendo as finanças públicas, que é um grande desafio", completou Mercadante. Ao g1, a Latam informou que não vai comentar o assunto. Por meio de nota, a Azul não comentou as falas de Mercadante, mas informou que “iniciou sua história apostando na indústria brasileira com a decisão de operar equipamentos Embraer, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, inclusive com o mapa do país estampado em suas aeronaves”. Ainda segundo a Azul, “hoje a companhia é a maior operadora dos jatos de última geração da Embraer, o modelo E195-E2, e detém também o maior pedido de compra dessa aeronave brasileira”, com a parceria “estratégica para o desenvolvimento do transporte aéreo nacional”. Por fim, a empresa disse que “para este ano, está prevista a entrega de 13 novas aeronaves Embraer 195-E2, que passarão a compor a frota da Azul, em investimento de mais de R$ 3 bilhões. Os equipamentos serão entregues ao longo dos próximos meses, até o final do ano”. A companhia aérea Gol enviou uma nota informando que "hoje opera uma frota de aeronaves Boeing 737 NG e MAX e sempre avalia as opções de outros modelos para crescimento das suas operações". Miguel Nuno Simões Nunes Ferreira Setas, diretor da CCR RioSP, com o presidente Lula e Aloisio Mercadante Ricardo Stuckert/PR Financiamento do BNDES O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (19) dois financiamentos bilionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras nas rodovias Presidente Dutra e Rio-Santos e para exportações da fabricante brasileira de aviões Embraer. A agenda oficial contou com dois eventos em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Para obras e intervenções na Dutra e Rio-Santos, o valor de crédito chega a R$ 10,75 bilhões. Já para a Embraer, o valor de financiamento será de R$ 4,5 bilhões, a serem usados para a exportação de 32 jatos comerciais encomendados pela companhia aérea American Airlines. Presidente do BNDES, fala sobre a importância de investimento de R$ 10,75 bi para rodovias Exportação de aviões No início da tarde, Lula se deslocou ao hangar da Embraer para um evento com o CEO da fabricante de aeronaves brasileira, Francisco Gomes Neto. Para a Embraer, o BNDES vai financiar a exportação de 32 jatos comerciais E175 encomendados pela aérea American Airlines. O valor de financiamento é de R$ 4,5 bilhões. Em março, a American Airlines anunciou encomenda de 90 jatos E175, com direitos de compra de outros 43 modelos do jato. Caso todos os direitos de compra sejam exercidos, o acordo vai superar o valor de US$ 7 bilhões, conforme preço de lista. "Vamos continuar financiando as exportações brasileiras, porque quando a gente financia, a gente está financiando emprego, salário, acúmulo de conhecimento tecnológico e estamos exportando conhecimento, coisa de muito valor agregado, com gente muito especializada", disse o presidente Lula. Nas cerimônias, Lula esteve acompanhado de uma comitiva de ministros, além do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Entre eles estavam presentes Laércio Portela (ministro da Comunicação), Luciana Santos (ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação), Renan Filho (ministro de Transportes), Fernando Haddad (ministro da Fazenda), Silvio Costa (ministro dos Portos e Aeroportos), Aloísio Mercadante (presidente do BNDES), Márcio Macedo (ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República) e Anderson Farias (prefeito de São José dos Campos). Lula (PT) discursa em evento em São José dos Campos Jefferson Santos/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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19/07 - Família Safra chega a acordo e encerra disputa judicial por herança bilionária de Joseph
Alberto Safra, um dos filhos do banqueiro morto em 2020, acusava a mãe e irmãos de tentarem expulsá-lo do império familiar. Em nota, herdeiros afirmaram que chegaram a um acordo de forma 'amigável'. Fachada do Banco Safra Divulgação A família Safra anunciou nesta sexta-feira (19) que chegou a um acordo "amigável" para encerrar de vez as disputas judiciais entre os herdeiros do banqueiro Joseph Safra, morto em 2020. Em 2023, Alberto Safra, um dos filhos de Joseph, entrou com um processo contra sua mãe, Vicky Safra, e seus dois irmãos, Jacob e David, acusando-os de diluírem propositalmente a participação dele na holding Safra National Bank. O intuito seria expulsá-lo do império familiar, que tem fortuna estimada de US$ 19,1 bilhões (o equivalente a R$ 107 bilhões), segundo a revista Forbes. De acordo com o comunicado emitido pela família, as partes concordaram em "encerrar todos os processos judiciais e arbitrais pendentes em todas as jurisdições". Os termos financeiros e outras condições do acordo não foram divulgados. "Nos termos do acordo, Alberto se desinvestirá de seus interesses no Grupo J. Safra e perseguirá seus interesses empresariais através do ASA", diz a família em nota divulgada nesta sexta. Alberto Safra disse na nota que está feliz por "deixar esse assunto para trás". "Após esclarecimentos, entendi que não houve irregularidades, e que o patrimônio do Sr. José foi devidamente distribuído de acordo com seus desejos". Em declaração conjunta, a viúva Vicky Safra e todos os seus filhos afirmaram que estão "satisfeitos em deixar esse assunto para trás e reafirmar os laços familiares". "A resolução que alcançamos nos permitirá perseguir nossos respectivos interesses empresariais de maneiras que ajudem a garantir que o sucesso de cada membro da nossa família seja motivo de satisfação compartilhada.” Briga judicial No processo, Alberto afirmava que a mãe e os irmãos se envolveram em atos de improbidade corporativa para prejudicar os interesses dele na empresa. Mas o conflito era mais antigo. Alberto renunciou ao conselho de administração do Safra em novembro de 2019 para fundar a ASA Investments (hoje apenas ASA), após uma disputa com seu irmão mais novo, David. A saída teria desagradado inclusive o pai, Joseph, à época ainda vivo. Em 2021, Alberto e a família chegaram a se aproximar de um acordo sobre o testamento de seu pai, para evitar litígios sobre uma fortuna de quase US$ 15 bilhões, segundo a agência de notícias Reuters. À época, no entanto, a família Safra divulgou uma nota afirmando que, poucos meses após ter recebido a doação dos pais como antecipação de sua herança, Alberto deixou o banco Safra sem atender aos apelos feitos pelo seu pai e iniciou um negócio próprio. Quem foi Joseph Safra O empresário Joseph Safra, do Banco Safra, é visto durante jantar anual de Confraternização dos Dirigentes de Bancos, no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, em novembro de 2010 Renata Jubran/Estadão Conteúdo O banqueiro Joseph Safra morreu em dezembro de 2020, aos 82 anos. Ele era o homem mais rico do Brasil, com uma fortuna estimada, à época, em R$ 119,08 bilhões. Libanês naturalizado brasileiro, ele fez fortuna no banco Safra. Nascido em 1938, Joseph veio para o Brasil na década de 1960, para dar continuidade aos negócios do pai, Jacob. Ele e o irmão, Moise, foram os grandes responsáveis pela ascensão do grupo desde então. A dupla vem de uma tradicional família de banqueiros. Desde meados do século 19, familiares de Jacob Safra fundaram em Aleppo, na Síria, o Safra Frères & Cie, instituição financeira para empréstimos e operações de câmbio e ouro. Foi em 1920 que Jacob abriu o Jacob Safra Maison de Banque, em Beirute, no Líbano. A mudança da família para o Brasil começou após a Segunda Guerra Mundial, na década de 1950, quando iniciou com os filhos a criação do conglomerado financeiro. Jacob foi o primeiro a chegar a São Paulo, trazendo a expertise para o mercado latino. Morreu aos 82 anos em São Paulo Joseph Safra O filho mais velho de Jacob, Edmond, chegou a operar no Brasil, mas seguiu caminho com Nova York como base. Fundou o Republic National Bank, que foi vendido em 1999 para o HSBC por US$ 10,3 bilhões. Pouco tempo depois, Edmond foi morto em um incêndio provocado em sua casa, em Mônaco. Sua esposa, Lily Safra — que por muitos anos foi a brasileira mais rica — estava no apartamento, mas sobreviveu. O enfermeiro de Edmond Safra acabou condenado pelo incêndio. Em 2006, Joseph assumiu os negócios por completo ao comprar a parcela de 50% dos negócios de seu irmão. Moise morreu em 2014. Estimativa da Bloomberg dá conta de que, só em dividendos do banco, Joseph tenha embolsado R$ 6,4 bilhões no período solo. O momento mais difícil de sua gestão do Safra foi após a crise do subprime, em 2008. Sob a batuta de Joseph, o banco Safra se consagrou como um dos principais bancos na modalidade Private Banking, que administra grandes fortunas. Entre os íntimos, o homem mais rico do Brasil era conhecido apenas por "Seu José". Fazia questão de dizer que era orgulhoso de sua cidadania brasileira e de ser torcedor do Corinthians.
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19/07 - Bruce Springsteen entra para a lista de bilionários da Forbes
Cantor e compositor acumulou mais de US$ 1,1 bilhão ao longo de seis décadas de carreira. Artista é vencedor de vários prêmios e vendeu mais de 140 milhões de discos. Bruce Springsteen em cena de seu show na Broadway Divulgação/Rob DeMartin O cantor e compositor Bruce Springsteen, 74, entrou para a lista de bilionários da Forbes. Segundo a revista, o artista acumulou mais de US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões) em seis décadas de carreira. Autor de grandes sucessos como “Streets of Philadelphia” e “Dancing in the Dark”, Springsteen já vendeu mais de 140 milhões de discos. Ao longo de sua carreira, ele conseguiu ficar no topo das paradas com 21 álbuns de estúdio, sete álbuns ao vivo e cinco EPs. Springsteen já ganhou 20 Grammys, um Oscar, dois Globos de Ouro e um Tony Award especial, entre outras premiações. O cantor também está no Rock and Roll Hall of Fame e no Songwriters Hall of Fame. O artista contou suas histórias em um livro de memórias que ficou entre os mais vendidos do jornal "The New York Times" e em 236 apresentações esgotadas na Broadway. Em 2021, após o término da segunda temporada de Springsteen na Broadway, o artista vendeu seu catálogo de músicas para a Sony, por uma quantia fixa de US$ 500 milhões (R$ 2,8 bilhões). Além disso, sua turnê mundial no ano passado atingiu a marca de 1,6 milhão de ingressos vendidos, gerando US$ 380 milhões (R$ 2,1 bilhões) em receitas, segundo a Pollstar, citada pela Forbes. A Forbes projetou a fortuna de Springsteen a partir dos dados da carreira do cantor, mas não conseguiu confirmar sua estimativa com os seus representantes. Atualmente, Springsteen está em turnê pela Europa – o próximo show do artista acontece em Bergen, na Noruega, no próximo domingo (21). Os shows continuam a turnê de Springsteen com sua banda, a E Street Band, iniciada no ano passado. À época, o cantor norte-americano precisou fazer uma pausa nas apresentações para tratar uma úlcera péptica. As úlceras pépticas são feridas abertas que se desenvolvem na parede interna do estômago e na parte superior do intestino delgado. LEIA MAIS Veja quem são os brasileiros na lista de bilionários da Forbes em 2024 Livia Voigt, brasileira e herdeira da WEG, é a bilionária mais jovem do mundo Taylor Swift e Magic Johnson entram para a lista de bilionários da Forbes em 2024 Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do mundo
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19/07 - 'Eu digo para o Haddad todo dia: Não se preocupe, as coisas vão dar certo', afirma Lula
Nos últimos dias, Haddad teve que anunciar congelamento no Orçamento para ajustar as contas públicas e foi alvo de meme que o relaciona com um suposto aumento de impostos. Deputada presidente do PT também saiu em defesa dele. 'Eu digo para o Haddad todo dia: Não se preocupe, as coisas vão dar certo', afirma Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (19), durante discurso em São José dos Campos (SP), que diz "todo dia" para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que "as coisas vão dar certo". Os últimos dias têm sido de intensa atividade para o ministro da Fazenda. Nesta quinta (18), Haddad anunciou congelamento do Orçamento para 2024, em meio às dificuldades que o governo está enfrentando para controlar as contas públicas. Na última semana, Haddad também viu sua figura envolvida em memes nas redes sociais que o chamam de "Taxad". Os memes satirizam o que seria uma prática comum do ministro: criar novos impostos, taxar empresas e consumidores. O governo rebate e diz que impostos não estão sendo criados (veja mais abaixo). O presidente Lula durante discurso em São José dos Campos (SP) nesta sexta-feira (19) Reprodução/Canal Gov Em meio a esse contexto, Lula fez um aceno a seu ministro. A equipe do governo inaugurou uma obra na Via Dutra e na Rio-Santos, e Lula discursou no evento. "Eu vivo um momento político muito especial. Mas, muito especial. Eu digo pra todo mundo, e digo para o Haddad todo dia. Não se preocupe, que as coisas vão dar certo", afirmou Lula, dirigindo-se ao ministro da Fazenda. Em reunião na terça, no Palácio do Planalto, Lula já havia usado um raciocínio parecido para confortar Haddad. "Eu falo para o Haddad: 'Haddad, você, de vez em quando, Haddad... Você fica trnaquilo. E se tudo der errado, vai dar certo. Isso não é economia, não. É que acredito em outras coisas", disse Lula. O presidente demonstrou otimismo com a economia também ao comentar o investimento privado feito na obra da Dutra. "Quando a gente vê uma empresa aceitar fazer o investimento, como a CCR está fazendo na Dutra, a gente é obrigado a dizer que, Haddad, cada vez menos, quem sabe, a gente vá precisar de dinheiro do orçamento público para fazer as obras de infraestrutura deste país", afirmou o presidente. Leia também: 'Taxad’: memes com Haddad tomam conta das redes, mas não preocupam governo 'Taxad': entenda críticas que fizeram memes sobre Haddad chegarem à Times Square, em NY Ministério da Fazenda entra na 'disputa dos memes' com Divertidamente e reforma tributária De onde vem 'Taxad' O apelido "Taxad" ganhou força após os desdobramentos da votação da reforma tributária, que pode aumentar as alíquotas cobradas sobre produtos e serviços (embora reduza e até zere para outros, como os alimentos da cesta básica). Na quarta (17), o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento e da Indústria, disse que a carga tributária do país não aumentou, como sugerem os memes, e que a taxação de compras internacionais ajuda a preservar empregos no Brasil. "Se pegarmos a carga tributária de 2022 para 2023, ela não aumentou, pode até dar uma conferida, acho até que caiu, afirmou. Presidente do PT sai em defesa de Haddad Haddad também foi tema de uma fala da presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), nas redes sociais. Gleisi saiu em defesa do ministro e atacou os memes contra ele. Para ela, se trata de um movimento de desinformação. "O que está compartilhando sobre o ministro Fernando Haddad não é meme, é material de desinformação. A verdade é que a carga tributária do governo Lula não aumentou", disse Gleisi. Ela repetiu o argumento de Alckmin. "Como explicou bem o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Em 2023, a carga tributária bruta foi de 32,4% do PIB. Até 2022, quando Bolsonaro governava, ela era de 33.7%. Ou seja, a carga tributária não só não aumentou, como também diminuiu", continuou a presidente do PT.
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19/07 - Globo Rural: informações adicionais das reportagens do dia 21/07/2024
Aprenda como plantar o capim capiaçu. Capim capiaçu Para quem cria gado de leite, um dos capins recomendados é o capiaçu, ou capim-elefante. Um folheto da Embrapa explica como plantar e colher depois. >>>Acesse aqui
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19/07 - Ministério da Agricultura declara emergência zoossanitária no RS após caso da doença de Newcastle em aviário
Enfermidade viral contamina aves silvestres e domésticas, de acordo com especialista. Sete mil animais precisarão ser sacrificados em granja de Anta Gorda. Granja onde foi identificado caso da doença de Newcastle em Anta Gorda Reprodução/RBS TV O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta sexta-feira (19), uma portaria que declara estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul. A medida vale por um prazo de 90 dias, em função da detecção de um caso doença de Newcastle em um aviário de Anta Gorda, no Vale do Taquari. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O estado de emergência zoossanitária é declarado sempre que há um risco de uma doença se propagar rapidamente entre os animais, como uma forma de o governo se antecipar a um surto. Segundo o Mapa, a declaração de emergência "prevê uma vigilância epidemiológica de forma mais ágil com a aplicação dos procedimentos de erradicação do foco". Entre as medidas, estão ações de sacrifício ou abate de todas as aves onde o foco foi confirmado, limpeza e desinfecção do local, adoção de medidas de biosseguridade, demarcação de zonas de proteção e vigilância em todas propriedades existentes no raio de 10km, definição de barreiras sanitárias, entre outras. O Ministério da Agricultura afirma que "a população não deve se preocupar e pode continuar consumindo carne de frango e ovos, inclusive da própria região afetada". Entenda o que é a doença de Newcastle População pode consumir frango tranquilamente, diz ministro RS registra caso de doença de Newcastle Caso aconteceu num estabelecimento de avicultura O Brasil negocia com países importadores medidas para evitar a suspensão das exportação de carne de frango. De acordo com o Mapa, o país tem um acordo com a China que prevê uma "autossuspensão" das exportações de forma imediata, medida que pode ser negociada para limitar a área afetada pela suspensão. "O acordo com a China se define neste aspecto: fecha imediato, provê a informação, e eles imediatamente dizem o que eles aprovam no segundo momento. Nós já suspendemos, eles não nos fecham. O Brasil autossuspende sua certificação, comunica o foco. A gente está fazendo comunicações país a país e, para cada país, eu peço: 'China, não fecha o Brasil todo, fecha 50 km ao redor'", explica Marcelo Mota, diretor-adjunto do Departamento de Saúde Animal do Mapa. O mercado brasileiro vende frango para 150 países. Os maiores compradores da carne do RS são Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, China, Japão e Iraque. "Para alguns países, vai haver um cenário mais extremo e que vai ser feito o fechamento de mercado. E é para isso que o Ministério da Agricultura tem trabalhado para prestar as comunicações de forma mais transparente possível e dizer: 'olha, o foco é circunscrito a uma situação muito localizada no município de Anta Gorda e a gente tentar limitar as restrições nessa exportação'", afirma Mota. Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) afirmaram que "as autoridades federais e do estado agiram rapidamente na identificação do caso com interdição da granja, garantindo que não houvesse saída de aves". As entidades ainda disseram que "os protocolos oficiais estabelecidos para a mitigação da situação pontual foram acionados e o entorno segue monitorado". Doença de Newcastle identificada em aviário do RS g1 Especialista explica doença A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres. Causada pelo vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), a doença apresenta sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça dos frangos. O g1 conversou com um especialista sobre o assunto, o professor de Medicina de Aves da Faculdade de Medicina Veterinária da UFRGS Hamilton Luiz de Souza Moraes, que esclareceu dúvidas sobre a doença. O que é A DNC é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres. Ela é causada pelo vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1). Com isso, as aves apresentam sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça. Qual o impacto em humanos O especialista explica que a doença pode causar, no máximo, conjuntivite transitória em humanos, podendo durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. "Ela é o que a gente chama de uma zoonose classe 2. Ela não causa muitos problemas, no máximo conjuntivite, mas em uma semana, tá bom. Então não é um problema para a saúde pública, vamos dizer assim. O problema maior é para as aves mesmo", explica. Como ela é transmitida A doença é transmitida por aves migratórias infectadas que fazem rotas comuns através dos continentes. Por conta disso, elas podem ter ocorrência em qualquer lugar do mundo. "Em algum momento essas aves se cruzam, então algumas que estejam infectadas podem contaminar outras, e nos locais onde elas estavam podem sair e infectar aves domésticas", explica. Como a doença é extinta A eliminação de todas as aves do mesmo lote é a metodologia de controle da doença. Isso ocorre pois o vírus é transmitido pelo ar, podendo contaminar ração, água e o abrigo aviário. Caso o foco não seja extinto, o surto pode se espalhar para uma região mais ampla. A medida foi confirmada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, em conjunto com a Seapi, que irá seguir o seguinte protocolo: Eliminação e destruição de todas as aves do estabelecimento; Limpeza e desinfecção do local; Interdição imediata do estabelecimento avícola, suspendendo toda movimentação de aves desde o primeiro atendimento pela Seapi. Existe uma vacina contra a doença de Newcastle, que precisa ser aplicada, preventivamente, antes da transmissão da doença. Quão transmissível é a doença A difusão da DNC é rápida, pois ocorre por um vírus transmitido pelo ar. O especialista alerta que, se as aves contaminadas saem dos locais onde estão concentradas ou se são mortas e descartadas em lugares inadequados, podem se disseminar para toda uma região. A enfermidade também é letal, podendo matar quase 100% das aves infectadas. Por conta disso, os órgãos fiscalizadores têm uma preocupação com a dispersão. Para garantir a contenção do surto, o Mapa afirmou que irá realizar uma investigação epidemiológica complementar em um raio de 10 quilômetros ao redor da área de ocorrência do foco. No entanto, o especialista afirma que cada país tem um protocolo. Alguns países regionalizam em raio de 50km, podendo fechar um estado ou até o país, dependendo da disseminação da doença. "O Japão é mais inteligente. Para 50 quilômetros, porque esse vírus se conserva bem na carne congelada, então se a gente exportar a carne com vírus, a gente pode estar contaminando outros locais", explica. Qual a recorrência da doença No Brasil, o último registro da doença foi em 2006, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, segundo o Ministério. O especialista afirma que o foco da doença no estado se concentrou no município de Vale Real, a cerca de 90 km de Porto Alegre. "Algumas aves morreram e outras foram eliminadas", relembra. Qual o impacto financeiro O especialista explica que os animais sacrificados em 2006 foram um problema não apenas para as aves como também para os países que importavam o frango à época. Ele afirma que houve uma interdição do produto por cerca de três meses. "O Brasil é o primeiro exportador mundial de carne de frango, e os países que compram a nossa carne, quando tem surtos dessa doença, não querem exportar daquele local. Então naquela época, em 2006, houve a interdição da importação por mais ou menos 3 meses", revela. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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19/07 - Vendas de champanhe têm queda de 15% no semestre, e produtores vão limitar a colheita de 2024
Para associação de produtores, a situação geopolítica e econômica sombria, e uma inflação generalizada estão impactando o consumo familiar da bebida mais tradicional da França. Uvas são retratadas no vinhedo Brun de Neuville durante a tradicional colheita de Champagne em Bethon, França, em 2020. REUTERS/Charles Platiau/File Photo Os produtores de champanhe da França solicitaram nesta sexta-feira (19) uma redução na colheita de uvas deste ano, devido a uma queda de mais de 15% nas vendas do vinho durante o primeiro semestre. A redução de demanda acontece em meio a um cenário econômico mais incerto, que levou os consumidores a apertarem os gastos. De acordo com dados divulgados nesta sexta, as remessas de champanhe no primeiro semestre de 2024 totalizaram 106,7 milhões de garrafas, o que representa uma queda de 15,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando os números estavam mais próximos dos níveis vistos em 2019. David Chatillon, presidente da Union des Maisons de Champagne, declarou que "a situação geopolítica e econômica global sombria, além da inflação generalizada, estão impactando o consumo familiar". "O champanhe também está lidando com os efeitos do excesso de estoque que os varejistas acumularam em 2021 e 2022", conforme comunicado emitido pela associação que representa os produtores da região. Garrafas de champagne são vistas na adega da Bollinger durante a tradicional colheita de champagne em Ay, França, em 2016. REUTERS/Benoit Tessier/File Photo O comitê mencionou que a colheita deste ano em Champagne foi afetada por condições climáticas adversas desde o início do ano, incluindo geadas e chuvas que aumentaram os problemas com míldio nos vinhedos — uma das pragas mais importantes que afetam as plantas. Como resposta, foi estabelecido um limite máximo de 10 mil kg de uvas por hectare para a colheita deste ano, abaixo dos 11.400 kg/ha registrados em 2023. Ao contrário de outras vinícolas, a produção de champanhe geralmente envolve uma mistura de várias safras, utilizando estoques de anos anteriores. Essas reservas são acumuladas em anos de boas colheitas e podem compensar períodos de baixa produção. Apanhador de uvas colhe frutas de um vinhedo durante a tradicional colheita de Champagne em Bethon, França, em 2020. REUTERS/Charles Platiau/File Photo Esta não é a primeira vez que a região enfrenta perdas significativas devido a condições climáticas desfavoráveis. Em 2021, a produção caiu 25% em comparação com a média dos últimos cinco anos, atingindo o nível mais baixo em 35 anos. A colheita deste ano está programada para começar entre 10 e 12 de setembro. Diferentemente do ano passado, o comitê não divulgou previsões para as vendas e exportações para o ano completo. Por que o espumante se tornou a bebida da festa de ano novo
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19/07 - Dólar sobe e fecha em R$ 5,60, com fiscal no radar; Ibovespa cai
A moeda norte-americana avançou 0,30%, cotada em R$ 5,6039. Já o principal índice de ações da bolsa recuou 0,03%, aos 127.616 pontos. Notas de 1 dólar Rafael Holanda/g1 O dólar operou em queda boa parte do dia, mas fechou em alta nesta sexta-feira (19), com investidores de olho cenário fiscal brasileiro e nos eventuais impactos nos mercados financeiros após o apagão cibernético que atingiu diversos lugares do mundo. Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um bloqueio de R$ 11,2 bilhões no Orçamento de 2024, além de um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões. As medidas vieram como uma tentativa do governo de cumprir a regra de gastos prevista no arcabouço fiscal. O anúncio justificou o otimismo dos investidores até o início da tarde. Mas o ânimo não se sustentou. Agentes do mercado acreditam que o corte de gastos está abaixo do ideal — o que mantém certa desconfiança sobre a política fiscal brasileira. A inversão de sinal durante a tarde também foi influenciada pela alta da moeda norte-americana no exterior. Os rendimentos dos Treasuries (títulos públicos dos EUA) passaram a subir ao longo da sessão, fortalecendo o dólar. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, recuou. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar subiu 0,30%, cotado em R$ 5,6039. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,6074. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou altas de: 3,18% na semana; 0,28% no mês; 15,48% no ano. Na véspera, a moeda fechou com um avanço de 1,89%, cotada em R$ 5,5872. Ibovespa O Ibovespa recuou 0,03%, aos 127.616 pontos. Com o resultado, acumulou: queda de 0,99% na semana; ganhos de 2,99% no mês; perdas de 4,90% no ano. Na véspera, o índice caiu 1,39%, aos 127.652 pontos. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? O apagão cibernético que atrasou voos e prejudicou diversos serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo ficava no centro das atenções nesta sexta-feira (19). O problema estaria relacionado a sistemas que utilizam Windows na empresa CrowdStrike, uma fornecedora de serviços de segurança digital. Em nota, a Microsoft informou que a falha já teria sido resolvida, mas que problemas residuais ainda podem ocorrer. Não há indícios de que o apagão esteja relacionado a um ataque hacker. Ainda assim, os futuros dos índices acionários de Nova York já sentiam os efeitos do apagão nos negócios desta sexta-feira, com investidores se desfazendo de algumas ações de tecnologia no pré-mercado. Os papéis da Microsoft e da CrowdStrike sinalizavam queda. Apagão cibernético prejudica bolsas de valores e mercados de commodities e câmbio pelo mundo Nos Estados Unidos, a corrida eleitoral também continua no radar. Investidores seguem incerto sobre o futuro chefe de Estado da maior economia do mundo, em meio a um crescente favoritismo pelo ex-presidente Donald Trump e após o atual presidente dos EUA, Joe Biden, afirmar que "analisa alma" sobre desistir de sua candidatura. Na véspera, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) não deveria cortar os juros "antes do final de 2024", destacando que o governo norte-americano precisa aumentar os impostos para desacelerar o crescimento da dívida federal. Na Ásia, o Banco Central do Japão (BoJ) informou que recebeu um número considerável de solicitações para reduzir a compra mensal de títulos nos próximos anos. Já na China, a falta de estímulos econômicos pesou nos preços do minério de ferro, que recuaram nesta sexta-feira. No mercado local, o cenário fiscal continua a fazer preço nos negócios, com as atenções dos investidores voltadas para as discussões em torno do Orçamento. Na véspera, depois do fechamento do mercado, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciaram R$ 15 bilhões entre bloqueio e contingenciamento de verbas. Agentes de mercado queriam ao menos R$ 30 bilhões contingenciados para que a meta de déficit zero seja cumprida. A diferença entre bloqueio e contingenciamento é a seguinte: Bloqueio: se refere a valores no Orçamento que têm que ser bloqueados para o governo manter a meta de gastos do arcabouço fiscal. Contingenciamento: é uma contenção feita em razão de a receita do governo estar vindo abaixo do esperado. Segundo Haddad, as medidas são necessárias para cumprir a regra de gastos do governo prevista no arcabouço fiscal. O mercado já vinha mal com a perspectiva de que os cortes não fossem suficientes. Na quinta-feira, Tebet, descartou interromper programas sociais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já iniciadas, principalmente nas áreas de saúde e educação. Tebet admitiu que o governo deve cortar gastos, mas afirmou que isso deve ser feito com os gastos "desnecessários". "Não tem nenhuma, nenhuma sinalização, nenhuma, de que o PAC, especialmente na área da educação e da saúde, vai ter corte", disse Tebet ao programa "Bom Dia, Ministra" do CanalGov. "Ainda que a gente tenha que fazer cortes temporários, contingenciamento ou bloqueios em obras de infraestrutura a gente faz naquelas que não iniciaram ou que não iniciariam agora para que a gente possa depois de dois meses --porque a cada dois meses a gente faz essa revisão — repor de outra forma", declarou Tebet. A ministra destacou que o governo pretende reestruturar alguns programas sociais, com cortes de gastos "naquilo que estiver efetivamente sobrando", com fiscalização de fraudes e irregularidades. "Obviamente, na hora que tiver que cortar, nós vamos reestruturar alguns programas. Nós temos que fazer reformas estruturantes para poder ter [recursos] para aquilo que mais precisa. Onde mais precisa? E eu sou professora, então educação, saúde", declarou. Ainda na quinta-feira, o governo manteve em 2,5% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024. Assim, o governo espera uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira, que cresceu 2,9% em 2023. A informação consta no Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, que também trouxe: A previsão para a inflação deste ano subiu de 3,7% para 3,90%. A perspectiva para o PIB em 2025 caiu de 2,8% para 2,6%. *Com informações da agência de notícias Reuters.
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19/07 - O que faz a empresa CrowdStrike, apontada como responsável por apagão global
Aeroportos em diferentes partes do mundo foram afetados e voos deixaram de decolar. Hospitais, serviços de emergência e postos de saúde também reportaram problemas na Europa e nos EUA. Apagão global está afetando bancos, aeroportos e diversos outros serviços que. usam softwares da Crowdstrike em sistemas Microsoft Getty Images/BBC Um apagão de tecnologia está provocando problemas em diversas partes do mundo, afetando bancos, empresas de mídia, aeroportos e até mesmo serviços de emergência. Muitos voos não puderam decolar, com grandes filas e atrasos em aeroportos. Lojas e telecomunicações também foram afetados. AO VIVO: Siga as últimas notícias do apagão cibernético ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ainda não se sabe exatamente o que está provocando o apagão global. Mas diversas empresas e entidades afetadas apontaram um problema técnico com softwares da empresa de segurança CrowdStrike em sistemas Windows, da Microsoft. Ações da CrowdStrike desabaram 14% nas primeiras horas de negociações. As ações da Microsoft também caíram, assim como a de empresas no setor de turismo e viagens, que são as mais afetadas pelo apagão até agora. A Crowdstrike é uma empresa de segurança online fundada em 2011 cujo objetivo é proteger algumas das maiores empresas do mundo de ataques cibernéticos. Ela é especializada em proteção de segurança e busca evitar que softwares ou arquivos maliciosos atinjam redes corporativas. A CrowdStrike também é focada em proteção de dados para empresas que migraram suas bases de seus próprios computadores para servidores em nuvem. A empresa foi fundada no Texas pelos empreendedores George Kurtz — que segue como CEO — e Dmitri Alperovitch. Ela está listada na bolsa Nasdaq desde 2019. Apagão cibernético afeta operação de empresas aéreas, bancos e serviços de saúde pelo mundo Desde que foi lançada a empresa teve um papel importante em ajudar empresas a investigarem ataques cibernéticos. Em 2016, o partido Democrata dos Estados Unidos contratou a empresa para investigar uma falha na sua rede de computadores. O que diz a CrowdStrike A empresa divulgou um comunicado nesta sexta-feira (19/7) em que afirma que o apagão global não se trata de um ataque cibernético — mas sim de um defeito em uma atualização de sistema. "A CrowdStrike está ativamente trabalhando com clientes impactados por um defeito encontrado em uma atualização de conteúdo para servidores Windows. Servidores Mac e Linux não foram impactados. Este não é um incidente de segurança ou ataque cibernético", afirma a nota. "O problema foi identificado, isolado e um conserto está sendo feito. Encaminhamos os clientes ao portal de suporte para as mais recentes atualizações e vamos continuar oferecendo atualizações completas e contínuas em nosso site." "Nós também recomendamos que as organizações se certifiquem de que estão se comunicando com representantes da CrowdStrike através de canais oficiais. Nossa equipe está totalmente mobilizada para assegurar a segurança e estabilidade de clientes da CrowdStrike." A Microsoft também emitiu uma declaração, através de seu porta-voz: "Estamos cientes de um problema afetando aparelhos Windows devido a uma atualização de uma plataforma de software terceirizada. Nós avisamos que uma solução está por vir".
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19/07 - Apagão cibernético prejudica bolsas de valores e mercados de commodities e câmbio pelo mundo
Negociações ainda estavam em processo de normalização em vários lugares do mundo. Homem na Bolsa de Valores de Xangai, distrito financeiro de Pudong, na China, em 28 de fevereiro de 2020 Aly Song/Reuters Os comerciantes de petróleo, gás, energia, ações, moedas e títulos de alguns lugares do mundo sentiram dificuldades para operar nesta sexta-feira (19), após um apagão cibernético afetar uma série de operações. A LSEG Group, que administra a bolsa de valores de Londres, por exemplo, informou que suas plataformas de notícias e de dados sofreram uma interrupção que afetou usuários em todo o mundo, devido a um "problema técnico global de terceiros". Já a Bolsa Europeia de Energia, por sua vez, afirmou que os clientes que usam a plataforma de comércio de energia e gás Trayport estavam tendo problemas para negociar "devido a problemas de infraestrutura com prestadores de serviços terceirizados". Pelo menos seis fontes comerciais de grandes petrolíferas disseram que as operações foram afetadas. Shell, BP e Vitol não responderam ao pedido de comentários feito pela Reuters. "Estamos tendo a mãe de todas as interrupções no mercado global", afirmou um operador do mercado financeiro à agência de notícias Reuters. Bancos ao redor do planeta também sofreram interrupções. Na Austrália, por exemplo, o Commonwealth Bank, maior banco do país, afirmou que alguns clientes não conseguiram transferir dinheiro devido à interrupção de serviços. O mesmo aconteceu com a Capitec, da África do Sul, que informou que pagamentos com cartão, caixas eletrônicos e serviços de aplicativos sofreram interrupções significativas e precisaram ser restaurados. Na Alemanha, as operações chegaram a ser interrompidas, mas já foram normalizadas. Bancos têm instabilidade após apagão cibernético e clientes reclamam nas redes Efeitos nos mercados O apagão cibernético também já começa a afetar os negócios. Os futuros dos índices de ações dos Estados Unidos, por exemplo, operavam em queda nesta sexta-feira, à medida que investidores abandonavam ações de tecnologia enquanto avaliavam o impacto da interrupção tecnológica mundial que atingiu empresas de todos os setores. As ações da Microsoft, por exemplo, chegaram a cair mais de 2,7% nas negociações pré-mercado, após a interrupção na nuvem. Nvidia e Apple, por sua vez, recuavam 0,9% e 0,3%, respectivamente. Em nota, a Microsoft afirmou que a causa subjacente da falha cibernética global foi resolvida, mas alertou que o impacto residual dos problemas de segurança cibernética continua afetando alguns aplicativos e serviços do Office 365. Já os papéis da CrowdStrike Holdings recuaram 19% depois que o governo australiano disse que algumas interrupções no país pareciam estar ligadas a um problema na empresa. A interrupção tecnológica acontece depois de duas sessões cansativas para Wall Street, com investidores avaliando os lucros do segundo trimestre. As bolsas da Europa, por sua vez, operavam em queda nesta sexta-feira e devem registrar perdas semanas, pressionadas pelos preços mais baixos das commodities e pela queda das ações globais de tenologia. Na Ásia, as bolsas chinesas encerraram a semana em alta, marcando a sétima sessão de ganhos nesta sexta-feira. Hong Kong, por sua vez, teve a maior perda semanal em quase dois meses. Apagão cibernético afeta operação de empresas aéreas, bancos e serviços de saúde pelo mundo
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19/07 - Bancos têm instabilidade após apagão cibernético e clientes reclamam nas redes
Segundo o site Downdetector, Bradesco, Neon, Next e Banco Pan já haviam registrado reclamações. Em nota, Bradesco afirmou que apagão causou indisponibilidade de seus sistemas e que as equipes trabalham para regularização o mais breve possível. Aplicativo do Bradesco fora do ar em 19 de julho de 2024, dia de apagão global Diogo Mustaro/g1 Alguns bancos e fintechs brasileiros apresentavam problemas em seus aplicativos nesta sexta-feira (19), após um apagão cibernético que afetou vários lugares ao redor do mundo. O site Downdetector, que acusa problemas em canais digitais, apontava reclamações em pelo menos quatro instituições financeiras: Banco Pan, Bradesco, Neon e Next. Vários clientes também reclamavam nas redes, alertando que os aplicativos estavam fora do ar e relatando problemas para fazer login e pagamentos. Procurado, o Bradesco afirmou que os sistemas dos seus canais digitais ficaram indisponíveis nesta manhã por conta do apagão cibernético global. "Equipes estão atuando para regularização o mais breve possível. Os terminais de autoatendimento do banco funcionam normalmente", informou o banco em nota. Em comunicado enviado a clientes, o Neon informou que o aplicativo apresentava instabilidades em todos os seus serviço e transações, incluindo a utilização do cartão de débito e de crédito. "O funcionamento dos serviços foi restabelecido e todo o time técnico da Neon continua trabalhando arduamente para minimizar quaisquer impactos para seus clientes", disse. Já o Pan informou que foi "impactado por uma indisponibilidade originada na atualização do software de um de seus fornecedores, que impactou diversos segmentos". "O PAN já restabeleceu alguns de seus serviços e continua atuando para a normalização integral das funcionalidades", disse em nota. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), alguns sistemas de instituições financeiras chegaram a ser "temporariamente afetados em diferentes escalas" pela falha, mas não houve "nada que comprometesse a prestação de serviços de forma relevante". "A maioria das instituições financeiras brasileiras já normalizou seus serviços e as demais estão em avançado estado de normalização e trabalhando para garantir o funcionamento de seus serviços rapidamente", informou a federação em nota. O Banco Central do Brasil (BC) reportou que os seus sistemas estavam funcionando normalmente. Bancos de vários países relataram problemas em suas operações ou interrupções significativas na madrugada desta sexta-feira (19). Na Austrália, por exemplo, o Commonwealth Bank, maior banco do país, afirmou que alguns clientes não conseguiram transferir dinheiro devido à interrupção de serviços. O mesmo aconteceu com a Capitec, da África do Sul, que informou que pagamentos com cartão, caixas eletrônicos e serviços de aplicativos sofreram interrupções significativas e precisaram ser restaurados. Além disso, várias grandes mesas de negociação de petróleo e gás em Londres e Cingapura estavam lutando para executar negociações após o apagão cibernético. Apagão cibernético afeta operação de empresas aéreas, bancos e serviços de saúde pelo mundo Veja algumas reclamações de clientes nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
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19/07 - Alface ou árvore? Saiba como evitar que o pé cresça demais e as folhas fiquem amargas
Isso pode acontecer quando a semente plantada tem baixa tolerância ao calor, o que faz com que o cultivo fique alto e emita o pendão floral (que deixa parecido com uma árvore). Telespectadora plantou alface e cresceu uma árvore: o que aconteceu? Já tentou plantar alface, mas ela não ficou como aquela que você compra no supermercado e ainda adquiriu um gosto amargo? Foi o que aconteceu com a Márcia, de Minas Gerais. O pé que ela cultiva cresceu como uma pequena árvore. Veja na foto mais abaixo. Isso pode acontecer quando a semente plantada tem baixa tolerância ao calor, o que faz com que o cultivo fique alto e emita o pendão floral (que deixa a alface parecida com uma árvore), explica Fábio Suinaga, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na unidade Hortaliças. Foto de alface enviada por Márcia, de Minas Gerais ao Globo Rural Reprodução / Globo Rural Como evitar? A alface é originária da região do Mar Mediterrâneo, que tem o clima mais ameno que o do Brasil, país tropical. As altas temperaturas brasileiras fazem com que o ciclo vegetativo da planta se encurte e entre mais cedo reprodutiva. É uma estratégia de defesa dela: a alface floresce e produz sementes, para deixar descendentes para a próxima geração. O clima ideal para este cultivo é de até 25°C. Em regiões em que esta temperatura é ultrapassada, a planta fica estressada. Nesses casos, é importante escolher variedades resistentes ao calor, como a BRS Mediterrâneo e a BRS Leila, desenvolvidas pela Embrapa. Outra dica para o cultivo em regiões mais quentes é colher com um ciclo menor. No Norte e no Nordeste do Brasil, o ideal é 10 dias, já no Sul e no Sudeste, 25 dias. Caso demore muito para colher, a alface pode acabar crescendo demais, o caule engrossa, solta látex, saem flores e o sabor fica mais amargo, impossibilitando o uso em salada. Reveja abaixo a reportagem completa no vídeo no topo da reportagem. Leia também: Descubra o que é o leite de alface, substância que combate o estresse Salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar' Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural:
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19/07 - Embraer entrega 47 aviões e encerra 2º trimestre de 2024 com quase R$ 117 bilhões em pedidos firmes
O setor de aviação comercial da empresa foi quem puxou essa alta de abril a junho deste ano, representando US$ 11,3 bilhões em pedidos no trimestre. O principal destaque do período foi o pedido de 20 jatos E2 pela Mexicana de Aviación – companhia aérea estatal do México. Phenom 300 foi o modelo de avião mais entregue no 2º trimestre pela Embraer. Divulgação/Embraer A Embraer, fabricante de aeronaves com sede em São José dos Campos (SP), informou nesta quinta-feira (18) que entregou 47 jatos no segundo trimestre de 2024. Comparado ao primeiro trimestre deste ano, quando 25 jatos foram entregues, a alta é de 88%. O balanço da empresa aponta que foram entregues 19 aviões comerciais e 27 executivos, além de um avião militar do ramo de Defesa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp De acordo com a empresa, a carteira de pedidos chegou a US$ 21,1 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que equivale a quase R$ 117 bilhões. O montante representa um aumento de US$ 3,8 bilhões na carteira de pedidos da multinacional na comparação com o segundo trimestre de 2023, quando foram registrados US$ US$ 17,3 bilhões -- uma alta de 21%. O setor de aviação comercial da empresa foi quem puxou essa alta de abril a junho deste ano, representando US$ 11,3 bilhões em pedidos no trimestre. O principal destaque do período foi o pedido de 20 jatos E2 pela Mexicana de Aviación – companhia aérea estatal do México. O balanço da Embraer apontou que, dos 47 jatos entregues entre abril e junho, 18 são do modelo "Phenom 300", oito são “E-175”, sete são “E195-E2”, quatro são "E190-E2", quatro "Praetor 600", três "Praetor 500", dois "Phenom 100" e um "C-390 Millennium". E-190 da Embraer. Divulgação/Embraer Empresa mexicana encomenda 20 jatos E2 da Embraer Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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18/07 - Privatização da Sabesp: governo de SP levanta mais R$ 7,9 bilhões com venda de ações
Preço definido por papel é de R$ 67. Liquidação está prevista para a próxima segunda-feira (22). Caixas de tratamento de água da Sabesp no estado de São Paulo. Divulgação/Sabesp O preço e o volume final das ações da Sabesp reservadas durante o processo de privatização da companhia de saneamento foram revelados nesta quinta-feira (18). Ao todo, a venda de 17% dos papéis da empresa rendeu R$ 7,9 bilhões ao governo de São Paulo. O preço definido por ação foi de R$ 67 — mesmo valor negociado com a Equatorial Participações e Investimentos, investidor estratégico da Sabesp, que já tinha adquirido 15% dos papéis por um total de R$ 6,9 bilhões. (leia mais abaixo) Somadas, as vendas totais, que correspondem a 32% das ações da companhia, resultaram em R$ 14,8 bilhões para os cofres do governo paulista. Os valores divulgados nesta quinta se referem ao chamado "follow-on", que é a oferta secundária de ações de uma empresa e modelo escolhido para privatizar a Sabesp. A previsão é que a liquidação da oferta pública ocorra na próxima segunda-feira (22). Os investidores interessados tiveram do dia 1º a 15 de julho para reservar 17% das ações da companhia. Pessoas físicas também puderam participar. Ao longo da pré-venda, as buscas totais pelos papéis mobilizaram R$ 187 bilhões de investidores interessados em concorrer a um pedaço da empresa. A soma das vendas também coloca a desestatização da Sabesp como a maior oferta pública de ações do ano no país. Conforme mostrou o g1, a principal forma de adquirir ações da Sabesp durante a privatização foi por meio da reserva de papéis — processo simples que pôde ser realizado por meio da conta do investidor em qualquer corretora de valores. No portal das corretoras, os interessados puderam procurar pela opção de "ofertas públicas" e escolher a Sabesp sob o código SBSP3. No momento da reserva, no entanto, ainda não havia a definição do preço da ação da empresa. Os valores foram divulgados justamente nesta quinta-feira, alguns dias após o encerramento do período de reservas. LEIA TAMBÉM Equatorial: conheça a empresa que comprou 15% das ações da Sabesp Governo de SP confirma Equatorial como investidora estratégica Sabesp: como comprar ações e o que dizem analistas sobre a companhia Privatização da Sabesp: gestão Tarcísio confirma Equatorial como investidora estratégica Como funciona a definição? Ao reservar as ações, o investidor precisou indicar duas informações: o valor financeiro disposto a investir e o preço máximo que aceitaria pagar por ação. O primeiro item se refere à quantia que o investidor queria desembolsar nas ações (como R$ 500, por exemplo). Já o segundo se trata do quanto ele queria pagar por cada papel (como R$ 50 para cada, no máximo). Assim sendo: se o preço de cada ação tivesse ficado em R$ 50, o investidor passaria a deter 10 papéis da companhia com os R$ 500 indicados na reserva, por exemplo. No caso da Sabesp, a Equatorial pagou cerca de R$ 67 por cada ação que adquiriu. Marcos Duarte, analista da Nova Futura Investimentos, destaca que as ações da companhia de saneamento estão cotadas atualmente na casa de R$ 82. Segundo ele, esse é o valor considerado justo no mercado, já que há um consenso entre compradores e vendedores. "O 'desconto ofertado' em R$ 67 pela Equatorial é baseado em modelos de avaliação da empresa — o que, na prática, tende a ser uma oportunidade para investidores que buscam aplicações mais seguras", diz, ressaltando a "solidez na eficiência das operações" da Sabesp. Fatias das ações Na última terça-feira (16), a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou que o fundo de investimentos Equatorial cumpriu com as exigências previstas na oferta pública inicial e, assim, adquiriu o bloco prioritário de 15% das ações da Sabesp. O grupo, que foi a único a apresentar proposta de compra, topou desembolsar R$ 6,9 bilhões pela fatia da companhia. A mudança na composição da Sabesp faz parte da decisão do governo paulista de diminuir sua participação acionária na empresa — ou seja, privatizar a companhia de saneamento. O Executivo paulista tinha 50,3% dos papéis e decidiu ficar com apenas 18%. A venda, portanto, foi de 32% das ações, sendo 15% para o grupo Equatorial e 17% para investidores, incluindo pessoas físicas. Os outros 49,7% dos papéis já eram listados em bolsa de valores. Veja no vídeo abaixo: Governo de SP vai manter 18% das ações da Sabesp após privatização Projeções iniciais do governo davam conta de que até 220,5 milhões de ações seriam vendidas ao longo das negociações. O processo de privatização da companhia passou por tramitações na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara Municipal da capital paulista, que incluíram contestações na Justiça. Apesar de a Equatorial ter sido o único grupo interessado ao se tornar investidor de referência, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, comemorou a escolha da empresa. “A Equatorial é uma empresa multi-utilities, com reputação no mercado e capacidade de investimento que certamente auxiliarão para que consigamos atingir os objetivos da desestatização", disse a secretária. Privatização O projeto que autorizou a privatização da Sabesp foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo em dezembro de 2023. Na capital, a privatização foi aprovada na Câmara Municipal em 2 de maio deste ano. Atualmente, metade das ações da empresa está sob controle privado, sendo que parte é negociada na B3 e parte na Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos. Em 2022, a empresa registrou um lucro de R$ 3,1 bilhões. Desse montante, 25% foram revertidos como dividendos aos acionistas e R$ 2,4 bilhões destinados a investimentos. Atendendo 375 municípios com 28 milhões de clientes, o valor de mercado da empresa chegou, em 2022, a R$ 39,1 bilhões.
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18/07 - Mega-Sena, concurso 2.750: prêmio acumula e vai a R$ 53 milhões
Veja os números sorteados: 07 - 11 - 12 - 19 - 36 - 52. Quina teve 201 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 14.652,96. Bilhete volante loteria mega-sena mega sena versão 2018 Marcelo Brandt/G1 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio Marcelo Brandt/G1 O sorteio do concurso 2.750 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (18), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 53 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 07 - 11 - 12 - 19 - 36 - 52 5 acertos - 201 apostas ganhadoras: R$ 14.652,96 4 acertos - 5.899 apostas ganhadoras: R$ 713,25 O próximo sorteio da Mega será no sábado (20). Mega-Sena, concurso 2.750 Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal — acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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18/07 - Boulos (PSOL) apresenta projeto de lei para que o governo federal compre a indústria bélica Avibras; entenda
A crise na Avibras já se arrasta há pelo menos uma década. Os funcionários estão há mais de dois anos sem trabalhar e sem receber salários. A Justiça homologou este ano a recuperação judicial solicitada pela empresa, que está em tratativas para ser vendida a um grupo australiano. Avibras, em Jacareí Claudio Vieira/Sindicato dos Metalúrgicos O Deputado Federal Guilherme Boulos (PSOL) apresentou, nesta quinta-feira (18), um projeto de lei na Câmara dos Deputados, para que o governo federal compre a indústria bélica Avibras. De acordo com o projeto de lei, a desapropriação da Avibras tem como objetivo: reforçar a posição estratégica da defesa do Brasil e a segurança nacional; permitir a retomada de investimento dos projetos em andamento e de novos projetos; garantir às forças armadas o abastecimento perene de insumos estratégicos à operação; e possibilitar que a administração pública direcione investimentos para projetos essenciais à defesa do Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Com base no relatório da empresa, o deputado diz que “o governo federal poderia estabelecer um valor justo para desapropriação da Avibras por um valor próximo a R$ 2 bilhões”. A proposta diz ainda que “a possibilidade de venda da Avibras a empresas estrangeiras pode prejudicar a segurança nacional e a defesa do Estado, bem como a autonomia e a indústria nacional”. A crise na Avibras já se arrasta há pelo menos uma década. Os funcionários estão há mais de dois anos sem trabalhar e sem receber salários. A Justiça homologou este ano a recuperação judicial solicitada pela empresa, essa é uma das etapas necessárias para uma possível negociação. No final de junho, a Avibras divulgou uma nota dizendo que segue em negociação para a venda da fábrica para a empresa australiana DefendTex,. O comunicado dizia que as companhias estão empenhadas em concluir o processo de aquisição e realizar o aporte de capital a partir do dia 30 de julho - leia mais abaixo. Projeto de lei quer que o governo federal compre a Avibras LEIA TAMBÉM: Empresa australiana negocia aquisição da Avibras, companhia bélica brasileira Especialistas avaliam que falta de incentivo do governo piorou crise da Avibras Perto de ser vendida, Avibras vive crise financeira há pelo menos dois anos Segundo a assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados, a mesa diretora vai definir os próximos passos para a tramitação do projeto de lei, além de definir por quais comissões ele deverá ser avaliado e se vai passar por votação no plenário. A Rede Vanguarda entrou em contato com a Avibras, mas a empresa disse que não vai se manifestar sobre o projeto de lei e nem sobre a negociação com a companhia australiana. Venda da Avibras: negociações com empresa australiana continuam Venda da Avibras A Avibras emitiu um comunicado oficial no dia 28 de junho, no qual afirmou que continua em negociação para venda da empresa à DefendTex, companhia australiana. No dia 13 de junho, o ministro a Defesa, José Múcio Monteiro, disse em uma evento que a empresa australiana havia desistido do negócio e que a indústria bélica brasileira havia recebido uma outra proposta. No dia 28, porém, a Avibras informou que o contrato de investimento assinado com a DefendTex permanece em vigor. "Ambas as empresas estão empenhadas em concluir o processo de aquisição (“closing” do contrato) e realizar o aporte de capital a partir do dia 30 de julho, visando a retomada das operações", disse a empresa brasileira. Tudo começou em abril, quando a própria Avibras anunciou que tinha negociações em andamento para ser vendida à DefendTex. Segundo a empresa brasileira, as tratativas estavam avançadas. Trabalhadores da avibras reivindicam salários atrasados Recuperação judicial Em 22 de março de 2022, a Avibras pediu recuperação judicial, alegando uma dívida de R$ 600 milhões. Em julho de 2023, credores aprovaram o plano de recuperação judicial da empresa. A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. É um processo pelo qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça. Fábrica da Avibras em Jacareí Reprodução/TV Vanguarda Demissões e greve A crise na Avibras se arrasta há alguns anos. Em 18 de março de 2022, a empresa demitiu cerca de 400 trabalhadores na fábrica em Jacareí. Na época, o Sindicato dos Metalúrgicos informou que não houve nenhum comunicado prévio ou tentativa de negociação sobre medidas para evitar as demissões, como adoção de um layoff (suspensão de contratos), por exemplo. A fábrica alegou que teve de adotar "ações de reestruturação organizacional da empresa, mantendo as atividades essenciais para o cumprimento dos compromissos contratuais assumidos junto aos seus clientes". Ao mesmo tempo em que fez o corte, pediu à justiça a recuperação judicial alegando dívida de R$ 600 milhões. A entidade recorreu à Justiça do Trabalho e conseguiu reverter o corte porque o juiz entendeu que não seria possível ter recuperação, se não havia força de trabalho na empresa. Com a readmissão, a empresa colocou os funcionários em layoff. Os trabalhadores da Avibras de Jacareí entraram em greve, reivindicando a garantia de estabilidade para todos os funcionários, pagamento dos salários atrasados e também para que a empresa adote um sistema de trabalho rotativo, no qual os grupos se revezem entre o layoff e o trabalho na fábrica. Trabalhadores da Avibras protestam contra atrasos de salário e estatização em trecho da Rodovia dos Tamoios Divulgação A Avibras A Avibras Aeroespacial é a maior indústria bélica do país e foi fundada em 1961 por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP). Ela é uma das primeiras empresas nacionais a atender o setor aeroespacial. A empresa desenvolve tecnologia para as áreas de Defesa e Civil. A organização foi uma das primeiras no Brasil a construir aeronaves, desenvolver e fabricar veículos espaciais para fins civis e militares. Presente no mercado nacional e internacional, a empresa tem sede em Jacareí, no interior de São Paulo, e desenvolve diferentes motores foguetes para a Marinha do Brasil e para a Força Aérea Brasileira, além de produzir sistemas fixos ou móveis de C4ISTAR (Comando, Controle, Comunicação, Computação, Inteligência, Vigilância, Aquisição de Alvo e Reconhecimento) e Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) - o Falcão. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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18/07 - Ao anunciar congelamento de R$ 15 bilhões, Haddad diz que pode haver déficit 'perto do teto da banda' em 2024
Teto da banda é de 0,25% do PIB, o que significaria um déficit fiscal de cerca de R$ 28 bilhões em 2024. Orçamento enviado pelo governo e aprovado pelo Congresso previa déficit zero neste ano. Haddad: 'vamos ter que fazer uma contenção de R$ 15 bilhões' Ao anunciar nesta quinta-feira (18) um congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento, o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, disse também que pode haver déficit fiscal neste ano. E que o valor poderá ser próximo do teto da banda (intervalo) previsto no arcabouço fiscal. O teto da banda é de 0,25% do PIB. Isso seria um déficit fiscal de cerca de R$ 28 bilhões em 2024. O Orçamento aprovado para este ano previa déficit zero. Ou seja, receitas e despesas empatadas. "[O déficit fica] Próximo do teto da banda. Próximo do teto da banda nesse relatório", afirmou o ministro a jornalistas no Palácio do Planalto. Haddad disse também que essa conta não considera medidas compensatórias — ainda a serem analisadas pelo Congresso — que devem suprir perdas de arrecadação decorrentes da desoneração da folha de pagamento de empresas. "[O déficit] Fica dentro da banda. Entre 0 e 0,25%. Lembrando que nesse exercício que a Receita fez, ela não está considerando, neste momento, pelo menos, os efeitos da compensação prevista pela decisão do Supremo [determinação de que o Congresso analise as medidas compensatórias]. Os ministros Esther Dweck, Fernando Haddad e Simone Tebet em anúncio no Palácio do Planalto Reprodução Bloqueio e contingenciamento Segundo Haddad, as medidas são necessárias para cumprir a regra de gastos do governo prevista no arcabouço fiscal. De maneira geral, o arcabouço determina que despesas só podem crescer em uma certa proporção das receitas. A diferença entre bloqueio e contingenciamento é a seguinte: Bloqueio: se refere a valores no Orçamento que têm que ser bloqueados para o governo manter a meta de gastos do arcabouço fiscal. Contingenciamento: é uma contenção feita em razão de a receita do governo estar vindo abaixo do esperado. Ao contrário do bloqueio, o contingenciamento é mais fácil de ser revertido ao longo do ano, caso as receitas voltem para as previsões. Esses cortes são feitos em verbas dos ministérios usadas para investimentos (as chamadas verbas discricionárias, ou seja, que não são obrigatórias, como salários de servidores). Haddad fez o anúncio à imprensa após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. "A Receita fez um grande apanhado do que aconteceu nesses 6 meses. O mesmo aconteceu com o [Ministério do] Planejamento, no que diz respeito às despesas. E nós vamos ter que fazer uma contenção de R$ 15 bilhões para manter o ritmo do cumprimento do arcabouço fiscal até o final do ano. Também participaram da reunião as ministras Simone Tebet, do Planejamento e Esther Dweck, da Gestão. Os ministros definiram com Lula o tamanho do corte a ser feito. Na próxima segunda-feira (22), o governo apresenta o relatório de despesas e receitas. Pelas regras, junto com esse relatório, o governo tem que anunciar bloqueios, caso a meta fiscal não esteja sendo cumprida. Haddad afirmou que, para "evitar especulação, o governo decidiu informar o tamanho do corte já nesta quinta.
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18/07 - Tebet diz que foi 'fácil' convencer Lula sobre congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento
Governo vai promover um bloqueio de R$ 11,2 bilhões, e prevê contingenciamento de outros R$ 3,8. Medida ocorre após pressão para equilíbrio nas contas públicas, após diminuição de receitas. Haddad e Tebet Reprodução A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou nesta quinta-feira (18) que foi "fácil" convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a decisão de estabelecer um bloqueio de cerca de R$ 15 bilhões no Orçamento de 2024. A determinação foi anunciada nesta tarde pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após reunião com Lula no Palácio do Planalto. De acordo com o chefe da pasta, haverá um bloqueio de R$ 11, 2 bilhões e um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões nos gastos públicos. O governo vem sendo pressionado, por diversos setores, a rever os gastos para equilibrar as contas públicas e cumprir a meta de déficit zero. O presidente Lula, no entanto, tem dado declarações nas quais disse ser contra qualquer corte que afete os programas sociais. Tebet descarta interromper programas sociais e obras do PAC já iniciadas para corte gastos Mais cedo, Tebet também disse que o governo tem que cortar gastos, mas aqueles 'desnecessários'. Após o anúncio, Haddad foi questionado sobre o posicionamento do presidente diante da proposta de cortes. Ao lado dele, Tebet respondeu que essa possibilidade já havia sido pacificada com o chefe do Planalto, portanto foi "tranquilo". "Ele já foi convencido lá atrás. Hoje foi fácil", declarou a ministra. Haddad reafirmou: "Se eu estou dando o anúncio, é porque ele [Lula] foi convencido". Segundo o titular da Fazenda, as medidas são necessárias para cumprir a regra de gastos do governo prevista no arcabouço fiscal. A dimensão dos cortes foi discutida em reunião nesta tarde, com a presença de Lula, Haddad, Tebet e a ministra Esther Dweck, da Gestão. Na próxima segunda-feira (22), o governo apresenta o relatório de despesas e receitas. Pelas regras, junto a esse relatório, o governo tem que anunciar bloqueios, caso a meta fiscal não esteja sendo cumprida. Haddad afirmou que, para evitar ruídos, o governo decidiu informar o tamanho do corte já nesta quinta.
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18/07 - Contenção de gastos anunciada pelo governo 'acalma' o mercado, diz ex-secretário do Tesouro
O ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida em foto de fevereiro de 2020 Daniel Resende/Futura Press/Estadão Conteúdo O ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida afirmou ao blog nesta quinta-feira (18) que a contenção de R$ 15 bilhões de gastos anunciada pela equipe econômica do governo "acalma bastante" o mercado. Nesta quinta, os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Esther Dweck (Gestão) anunciaram o bloqueio de R$ 11,2 bilhões no Orçamento de 2024. Além disso, também comunicaram um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões. Segundo Haddad, as medidas são necessárias para cumprir a regra de gastos do governo prevista no arcabouço fiscal. "Algo por volta de R$ 15 bilhões já acalma bastante o mercado. A maior preocupação não é nem mesmo com o resultado primário, mas sim com a capacidade do governo respeitar o limite de crescimento de 2,5%", avaliou Mansueto Almeida, que, atualmente, é economista do BTG Pactual. Entenda a diferença entre bloqueio e contingenciamento: Bloqueio: se refere a valores no Orçamento que têm que ser bloqueados para o governo manter a meta de gastos do arcabouço fiscal Contingenciamento: é uma contenção feita em razão de a receita do governo estar vindo abaixo do esperado. Ao contrário do bloqueio, o contingenciamento é mais fácil de ser revertido ao longo do ano, caso as receitas voltem para as previsões Embora Mansueto diga que o anúncio já acalma, analistas do mercado queriam um anúncio de contenção maior, próximo dos R$ 30 bilhões. O tamanho do corte a ser feito foi definido durante reunião da equipe econômica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. O anúncio foi feito em um momento de desconfiança do mercado em relação ao compromisso de Lula com o cumprimento do arcabouço fiscal, conjunto de regras para despesas do governo federal. À espera da comunicação da equipe econômica, o dólar fechou em alta nesta quinta-feira, atingindo os R$ 5,58. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou o dia em queda. Haddad anuncia congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento 2024 para cumprir a regra fiscal
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18/07 - Haddad anuncia congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento deste ano para cumprir o arcabouço fiscal
Essa conta abrange R$ 11,2 bilhões em bloqueios e R$ 3,8 bilhões em contingenciamentos. Haddad antecipou o anúncio que deveria ser feito na segunda-feira para 'evitar especulação'. Haddad: 'Vamos ter que fazer uma contenção de R$ 15 bilhões' O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (18) um bloqueio de R$ 11,2 bilhões no Orçamento de 2024. Além disso, anunciou também um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões. Segundo Haddad, as medidas são necessárias para cumprir a regra de gastos do governo prevista no arcabouço fiscal. De maneira geral, o arcabouço determina que despesas só podem crescer em uma certa proporção das receitas. A diferença entre bloqueio e contingenciamento é a seguinte: Os ministros Esther Dweck, Fernando Haddad e Simone Tebet em anúncio no Palácio do Planalto Reprodução Bloqueio: se refere a valores no Orçamento que têm que ser bloqueados para o governo manter a meta de gastos do arcabouço fiscal. Contingenciamento: é uma contenção feita em razão de a receita do governo estar vindo abaixo do esperado. Ao contrário do bloqueio, o contingenciamento é mais fácil de ser revertido ao longo do ano, caso as receitas voltem para as previsões. Esses cortes são feitos em verbas dos ministérios usadas para investimentos (as chamadas verbas discricionárias, ou seja, que não são obrigatórias, como salários de servidores). O governo ainda vai detalhar quais ministérios e projetos sofrerão os cortes. Haddad fez o anúncio à imprensa após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. "A Receita fez um grande apanhado do que aconteceu nesses 6 meses. O mesmo aconteceu com o [Ministério do] Planejamento, no que diz respeito às despesas. E nós vamos ter que fazer uma contenção de R$ 15 bilhões para manter o ritmo do cumprimento do arcabouço fiscal até o final do ano. Também participaram da reunião as ministras Simone Tebet, do Planejamento e Esther Dweck, da Gestão. Os ministros definiram com Lula o tamanho do corte a ser feito. Na próxima segunda-feira (22), o governo apresenta o relatório de despesas e receitas. Pelas regras, junto com esse relatório, o governo tem que anunciar bloqueios, caso a meta fiscal não esteja sendo cumprida. Haddad afirmou que, para "evitar especulação, o governo decidiu informar o tamanho do corte já nesta quinta. Leia também: Ao anunciar congelamento de R$ 15 bilhões, Haddad diz que pode haver déficit 'perto do teto da banda' em 2024 Tebet diz que foi 'fácil' convencer Lula sobre congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento Contenção de gastos anunciada pelo governo 'acalma' o mercado, diz ex-secretário do Tesouro Responsabilidade fiscal A responsabilidade fiscal do governo é um tema que vem sendo debatido na política e no mercado. O presidente Lula por vezes dá declarações que colocam em dúvida se ele está mesmo empenhado em seguir o arcabouço fiscal e a buscar um déficit zero neste ano, como prevê o Orçamento. O déficit zero significa despesas e receitas empatadas. Tebet afirmou que foi fácil convencer Lula do tamanho do corte no Orçamento. De acordo com o blog da Ana Flor, o mercado recebeu bem o anúncio desta quinta, e os juros futuros começaram a cair. Déficit Haddad não afirmou quanto esse corte significa em termos de o governo alcançar ou não o déficit zero neste ano. De acordo com o blog do Valdo Cruz, a Instituição Fiscal Independente (IFI) – órgão do Senado que acompanha a execução das contas públicas – calcula que o governo precisaria fazer um esforço fiscal de R$ 57,7 bilhões para cumprir a meta de zerar o déficit público em 2024. Ou seja, os atuais R$ 15 bilhões ainda não chegam a isso. Haddad se limitou a dizer que o déficit estará dentro da banda (intervalo) previsto no arcabouço que é de até 0,25% do PIB, o que daria cerca de R$ 28 bilhões.
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18/07 - Governo mantém em 2,5% estimativa de crescimento do PIB em 2024
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, citou bons resultados na economia neste ano, mas pediu ‘parcimônia’ para a equipe nas projeções. Expectativa de inflação, segundo o governo, subiu para 3,9%. Governo mantém projeção de alta de 2,5% no PIB O governo manteve em 2,5% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é usado para medir o crescimento da economia. A informação consta no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quinta-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Já a previsão para a inflação deste ano subiu de 3,7% para 3,90%. A perspectiva para o PIB em 2025 caiu de 2,8% para 2,6%. Haddad pediu ‘parcimônia’ O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, no início da tarde, que "os dados da economia estão vindo muito bem [em 2024], consistentes e com baixa pressão nos preços, o que é ótimo, crescer com inflação controlada". No entanto, ele informou que pediu "parcimônia" de sua equipe na revisão da expectativa de PIB em 2024. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em foto de 4 de junho de 2024 Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Nesta terça-feira (16), Haddad havia dito que o ministério deve revisar para cima a projeção do PIB deste ano. “O que é provável que aconteça", declarou o ministro no Palácio do Planalto, após reunião com empresários, lembrando que a economia continuou crescendo mesmo com a calamidade no Rio Grande do Sul. Porém, o documento do Ministério da Fazenda apresentado nesta quinta-feira não alterou a perspectiva para o crescimento econômico em 2024. Segundo a pasta, o impacto das enchentes do Rio Grande do Sul deve ser compensado por medidas de suporte a famílias e empresas. Projeção do PIB O resultado oficial do PIB é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2023, o PIB registrou um crescimento de 2,9% na comparação com o ano anterior. Ao projetar uma alta de 2,5% neste ano, o governo espera uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira. A estimativa do governo federal segue acima da projeção do mercado financeiro, que prevê um crescimento de 2,11% para este ano, segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta semana. Já o Banco Central espera uma alta de 2,3% do PIB neste ano. O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, disse que o governo vai continuar monitorando as informações para decidir sobre eventual revisão da projeção do PIB daqui dois meses. "Há possibilidade de revisão para cima? Claro que há. Mas temos que aguardar. Daqui dois meses saberemos", disse. Ele lembrou que nos últimos meses as projeções do mercado estão se aproximando do esperado pelo governo. Inflação O Ministério da Fazenda também piorou sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024. Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento. Em maio, o Ministério da Fazenda tinha estimado que a inflação atingiria 3,70% neste ano. Agora, no boletim de julho, essa perspectiva subiu para 3,9%. “Essa estimativa já leva em consideração os impactos do câmbio mais depreciado e da calamidade no RS nos preços, além dos reajustes recentes anunciados para os preços da gasolina e GLP”, segundo o documento. Próximos anos O Ministério da Fazenda revisou a projeção do PIB para 2025. Antes, a estimativa era de 2,8% de crescimento. Agora, caiu para 2,6%. De acordo com o documento, essa mudança tem a ver com “a pausa no corte de juros pelo Banco Central em 2024, conforme apontado pelas expectativas de mercado”. Para 2026, a perspectiva do PIB, segundo o governo, passou de uma alta de 2,5% para um avanço de 2,6%.
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18/07 - População pode consumir frango tranquilamente, diz ministro da Agricultura após caso da doença de Newcastle em aviário no RS
Sete mil aves devem ser sacrificadas, em Anta Gorda, após a identificação de um caso da doença, que provoca sinais respiratórios, manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça dos frangos. Granja onde foi identificado caso da doença de Newcastle em Anta Gorda Reprodução/RBS TV O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirmou nesta quinta-feira (18) que a população pode continuar consumindo frango mesmo após o diagnóstico da doença de Newcastle em um aviário de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Sete mil aves devem ser sacrificadas no local após um dos animais ter contraído a doença. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Uma ficha técnica publicada em 2022 pelo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) aponta que a doença pode causar conjuntivite transitória em humanos após contato direto com as aves, por meio de aerossóis e secreções respiratórias, além de secreções oculares e fezes de aves infectadas. Não há infecção através do consumo, afirmam especialistas. Ao atender a imprensa em Porto Alegre, Carlos Fávaro disse que há segurança no consumo de carne de frango e de ovos. "Podem continuar tranquilos, consumindo carne de frango, inclusive da própria região, dessa própria criação na região", falou. A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres. Causada pelo vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), a doença apresenta sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça dos frangos. Para garantir a contenção do surto, será realizada uma investigação epidemiológica complementar em um raio de 10 km ao redor da área de ocorrência do foco. Essa área inclui granjas em outros municípios, como Relvado, Doutor Ricardo Putinga e Ilópolis, onde ficam 800 propriedades que serão visitadas por autoridades sanitárias ao longo deste mês. A região é a maior produtora de aves do RS. Doença de Newcastle identificada em aviário do RS g1 De acordo com Fávaro, apesar da confirmação da doença, as autoridades não trabalham com um cenário de epidemia. A granja onde foi detectado o caso foi destelhada pelos temporais de maio e, com isso, metade dos 14 mil animais do local já haviam morrido. "Todo o processo de isolamento está sendo feito, mas não há, até o momento, nenhum vestígio de animais doentes na própria granja, e muito menos na região, que também já está isolada", disse o ministro. RS registra caso de doença de Newcastle Caso aconteceu num estabelecimento de avicultura Preocupação com o mercado internacional A doença de Newcastle exige medidas rigorosas de controle e erradicação para evitar a disseminação do vírus. Entre essas medidas, estão a eliminação e destruição das aves, limpeza e desinfecção do local e interdição do aviário. Carlos Fávaro afirma que o Ministério da Agricultura está comunicando os mercados compradores sobre as medidas adotadas pelo Brasil para evitar a disseminação da doença. "Hoje o Brasil representa quase 40% da carne de frango consumida no mundo, e cada país tem um protocolo. Tem países que regionalizam no raio de 50km, 10km; ou fecha o estado, ou fecha o país. Nós estamos, e foi uma determinação que fiz ao secretário Perosa [Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa], que comunique os principais compradores brasileiros com cada um, com seus protocolos, de todas as ações, de tudo que está sendo tomado, para minimizar esses impactos", explicou o ministro. O Brasil negocia com países importadores medidas para evitar a suspensão das exportação de carne de frango. De acordo com o Mapa, o país tem um acordo com a China que prevê uma "autossuspensão" das exportações de forma imediata, medida que pode ser negociada para limitar a área afetada pela suspensão. "O acordo com a China se define neste aspecto: fecha imediato, provê a informação, e eles imediatamente dizem o que eles aprovam no segundo momento. Nós já suspendemos, eles não nos fecham. O Brasil autossuspende sua certificação, comunica o foco. A gente está fazendo comunicações país a país e, para cada país, eu peço: 'China, não fecha o Brasil todo, fecha 50 km ao redor'", explica Marcelo Mota, diretor-adjunto do Departamento de Saúde Animal do Mapa. O mercado brasileiro vende frango para 150 países. Os maiores compradores da carne do RS são Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, China, Japão e Iraque. "Para alguns países, vai haver um cenário mais extremo e que vai ser feito o fechamento de mercado. E é para isso que o Ministério da Agricultura tem trabalhado para prestar as comunicações de forma mais transparente possível e dizer: 'olha, o foco é circunscrito a uma situação muito localizada no município de Anta Gorda e a gente tentar limitar as restrições nessa exportação'", afirma Mota. Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) afirmaram que "as autoridades federais e do estado agiram rapidamente na identificação do caso com interdição da granja, garantindo que não houvesse saída de aves". As entidades ainda disseram que "os protocolos oficiais estabelecidos para a mitigação da situação pontual foram acionados e o entorno segue monitorado". VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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18/07 - Haddad pede 'parcimônia' à equipe da Fazenda ao revisar projeção de crescimento econômico
Ministro citou impacto financeiro das enchentes do Rio Grande do Sul como motivo para o pedido. Gasto não impacta meta fiscal, mas pode afetar crescimento geral da economia. Fernando Haddad ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (18) que pediu "parcimônia" de sua equipe na revisão da expectativa de Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, diante do impacto das enchentes no Rio Grande do Sul. "Eu estou pedindo parcimônia da Secretaria de Política Econômica na revisão de PIB, fazer com bastante cuidado. Nós estamos recebendo informações e dados que sustentariam uma reprojeção, mas pedi cautela, para avaliar bem se essa reprojeção deve ser feita", declarou. Haddad ressaltou que "os dados da economia estão vindo muito bem, consistentes e com baixa pressão nos preços, o que é ótimo, crescer com inflação controlada". A Secretaria de Política Econômica apresenta, na tarde desta quinta-feira (18), o Boletim Macrofiscal. O relatório bimestral traz projeções do PIB e inflação para o ano. Na última divulgação do boletim, em maio, a equipe da Fazenda aumentou a projeção de PIB para 2,5% neste ano, em relação a 2023. Contudo, o cálculo não considerou o impacto financeiro do desastre no Rio Grande do Sul, que enfrentou fortes chuvas e enchentes no entre abril e maio deste ano. FMI revê projeção do PIB do Brasil: para baixo em 2024 e para cima em 2025 Na ocasião, o governo disse que "a magnitude do impacto depende da ocorrência de novos eventos climáticos, de transbordamentos desses impactos para estados próximos e do efeito de programas de auxílio fiscal e de crédito nas cidades atingidas pelas chuvas". O PIB do Rio Grande do Sul tem peso de aproximadamente 6,5% no PIB nacional. Em maio, a estimativa era que as chuvas levariam a perdas na economia principalmente no segundo trimestre, que seriam compensadas ao longo do ano. Segundo a área econômica, atividades ligadas à agropecuária e à indústria de transformação deveriam ser as mais impactadas. Por causa das fortes chuvas no estado, o governo federal abriu crédito extraordinário para o Rio Grande do Sul e lançou linhas de crédito para empreendedores, financiamento de casas pelo Minha Casa Minha Vida, e outros programas de assistência.
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18/07 - Governo cria comissão que vai elaborar regras para transporte aéreo de animais
Medida vem depois da morte do cachorro Joca, enviado para outro destino em um voo da Gol. Os trabalhos do grupo devem ser concluídos em 30 dias. O governo lançou nesta quinta-feira (18) uma comissão que vai elaborar as regras para transporte aéreo de animais. A medida vem depois da morte do cachorro Joca, enviado para outro destino em um voo da Gol (veja vídeo abaixo). A comissão foi criada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para avaliar as contribuições da sociedade em consulta pública. Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo conclui laudo da morte do cachorro Joca Coordenada pela Anac, a comissão vai ouvir técnicos dos órgãos competentes e analisar as 3,4 mil contribuições recebidas. Segundo o ministério, é o maior número de contribuições já recebidas pela agência. Segundo o secretário de Aviação Civil, Tomé Franco, os trabalhos da comissão devem ser concluídos em até 30 dias. Durante o lançamento, o deputado federal Fernando Marangoni afirmou que o resultado dessa comissão pode subsidiar normas infralegais, como resoluções da Anac, e projetos de lei que tratem do tema. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o grupo ainda vai decidir a forma da regulação. "Estamos discutindo se através de um projeto de lei ou através de resoluções da própria Anac, que esse grupo técnico vai discutir em 30 dias. E esperamos que em agosto a primeira legislação do país e a primeira regulamentação da própria Anac", afirmou. Costa Filho ressaltou a necessidade de garantir a rastreabilidade dos pets, com acompanhamento pelos tutores, a instalação de câmeras nos porões dos aviões e responsabilização das equipes nos aeroportos. "Hoje, nós temos no país mais de 80 mil transportes [de animais] anualmente, 8% são transportados no porão, mas a gente precisa criar no Brasil uma legislação clara, que possa dar segurança à aviação animal no país, para que a gente não tenha casos como o do Joca", declarou. Além do ministério e da Anac, o grupo será formado por representantes dos seguintes órgãos: Ministério da Agricultura e Pecuária; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Ministério da Saúde; Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; Agência Nacional de Vigilância Sanitária; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; Conselho Federal de Medicina Veterinária.
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18/07 - Após vários adiamentos, governo envia convites para lançamento do Voa Brasil desidratado
Programa para facilitar acesso a bilhetes aéreos de até R$ 200 será lançado na próxima quarta. Lula ainda não confirmou presença em evento do Ministério de Portos e Aeroportos. Governo vai disponibilizar um site para a busca de passagens a até R$ 200 pelo trecho Divulgação Aeroporto de Cabo Frio Adiado diversas vezes, o Voa Brasil deve ser lançado na próxima quarta-feira (24), em cerimônia no Ministério de Portos e Aeroportos. A data consta em convites que já começaram a ser distribuídos, aos quais o g1 teve acesso. O evento vai contar com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não confirmou se vai participar. No convite, o Voa Brasil é chamado de "primeiro programa de inclusão social da aviação brasileira". O programa foi anunciado pelo então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, nos primeiros meses do governo Lula. O lançamento foi adiado algumas vezes (relembre no vídeo abaixo). A mais recente delas em abril, quando o atual ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, chegou a anunciar a data de lançamento em suas redes sociais, que sria em 17 de abril. O evento, no entanto, foi cancelado por causa da agenda de Lula. O programa também foi desidratado em relação ao anúncio inicial. A versão mais recente terá uma primeira fase focada em aposentados, conforme mostrou o g1. "Voa Brasil" será adiado mais uma vez O governo vai disponibilizar um site para a busca de passagens a até R$ 200 pelo trecho. Também será necessário ter cadastro do gov.br. Com base nessas informações, o sistema já saberá se a pessoa viajou de avião ou não no último ano. Quando encontrar uma passagem que deseja, o aposentado será redirecionado pelo portal para o site da própria companhia aérea, já na parte para finalizar a compra.
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18/07 - Governo cita 'descontrole' no BPC; pente-fino pode incluir recadastramento de beneficiários
Ana Flor: combate de fraudes em benefícios vai ajudar a fechar as contas O governo federal está surpreso com os dados do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – e com o crescimento no número de pedidos de acesso aos pagamentos. O pente-fino nos programas sociais deve começar por ele, e pode incluir um recadastramento dos beneficiários. O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, afirmou ao blog que são cerca de 170 mil novos pedidos por mês apenas para a inclusão no BPC, o que causa estranheza na área técnica. No Bolsa Família, a revisão dos cadastros já vem ocorrendo desde o ano passado. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) garante um salário mínimo por mês ao idoso ou à pessoa com deficiência de qualquer idade, mesmo que não tenha contribuído para a Previdência Social – desde que atendidos critérios de renda familiar. Segundo o governo, o pagamento desse benefício custa 1% do PIB ao ano. Na manhã desta quinta-feira (18), o presidente Lula se reúne com membros do núcleo do governo, da equipe econômica e representantes da Polícia Federal e do INSS para falar de fraudes em benefícios. A possível economia de gastos com o combate às fraudes e irregularidades é considerada essencial para ajudar a área economica a cumprir a meta fiscal deste ano – e, em especial, de 2025. Lula se reúne hoje com equipe econômica para discutir bloqueios Economia prevista pode chegar a R$ 80 bi Integrantes do governo ouvidos pelo blog dizem que a economia ao sanear a base dos benefícios sociais pode chegar a R$ 80 bilhões – cifra que ajudaria, e muito, o governo a bater a meta fiscal. O foco é na revisão de auxílios, aposentadorias e pensões. O governo diz ver um "descontrole" dos pagamentos nos últimos anos – em especial, a partir da pandemia, quando foram suspensos os recadastramentos e as perícias. "Os benefícios precisam ser pagos para quem realmente precisa, porque estamos falando do dinheiro dos contribuintes brasileiros", disse ao blog o ministro da Casa Civil. Despesas vinculadas ao mínimo preocupam O crescimento das despesas obrigatórias atreladas ao salário mínimo preocupa a área econômica. O BPC é um desses gastos. O governo vem sendo pressionado a abraçar um "plano de desvinculação" entre o salário mínimo e os benefícios sociais, sobretudo em razão da promessa de Lula de seguir elevando o mínimo acima da inflação. A desvinculação, no entanto, enfrenta enorme resistência. Lula chegou a afirmar que, enquanto for presidente, não vai desvincular as aposentadorias do salário mínimo, por exemplo. O governo tem jogado a responsabilidade do descontrole na gestão Jair Bolsonaro. Além da pandemia, medidas populistas para ajudar na tentativa de reeleição do hoje ex-presidente são citadas como parte do descontrole na concessão de benefícios.
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18/07 - Dólar sobe quase 2% e chega a R$ 5,58, de olho na agenda fiscal do Brasil; Ibovespa tem queda
Moeda norte-americana fechou em alta de 1,89%, cotada em R$ 5,5872. Já o principal índice de ações da bolsa teve queda de 1,39%, aos 127.652 pontos. Notas de 1 dólar Rafael Holanda/g1 O dólar fechou em forte alta nesta quinta-feira (18), atingindo os R$ 5,58, conforme investidores monitoravam o noticiário fiscal local e aguardavam novos sinais sobre os juros norte-americanos e europeus. Por aqui, as atenções estiveram voltadas para as discussões em torno do Orçamento, com expectativa de que novos bloqueios de despesas fossem anunciados, em mais uma tentativa do governo de conseguir alcançar o déficit zero neste ano. Sem notícias ao longo do dia, analistas repercutiram mal os sinais vindos de uma entrevista da ministra Simone Tebet sobre os possíveis cortes, em que ela afirmava que apenas gastos desnecessários seriam revistos, preservando programas sociais e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois do fechamento dos mercados, contudo, Tebet e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciaram que o congelamento proposto pelo governo será de R$ 15 bilhões. O valor está abaixo do que queriam os agentes de mercado. (veja mais abaixo) No noticiário corporativo, destaque para o preço e o volume final das ações da Sabesp compradas durante o processo de privatização da companhia de saneamento, que devem ser divulgados hoje. Já no exterior, além de novos dados econômicos dos Estados Unidos, o mercado avalia a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que manteve os juros da zona do euro inalterados. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em forte queda. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar fechou em alta de 1,89%, cotado em R$ 5,5872. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,5892. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: alta de 2,88% na semana; recuo de 0,02% no mês; avanço de 15,14% no ano. Na véspera, a moeda subiu 1%, cotada em R$ 5,4833. Ibovespa O Ibovespa operava em queda de 1,39%, aos 127.652 pontos. Com o resultado, acumulou: queda de 0,97% na semana; ganhos de 3,02% no mês; perdas de 4,87% no ano. Na véspera, o índice avançou 0,26%, aos 129.450 pontos. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? No mercado local, investidores continuam atentos para o quadro fiscal brasileiro. Ao longo do pregão, havia expectativa de que o governo fornecesse algum indicativo do tamanho dos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento de 2024 para cumprir as regras do arcabouço fiscal. Agentes de mercado esperavam ao menos R$ 30 bilhões contingenciados para que a meta de déficit zero seja cumprida. Depois do fechamento do mercado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que serão R$ 15 bilhões entre bloqueio e contingenciamento de verbas. A diferença entre bloqueio e contingenciamento é a seguinte: Bloqueio: se refere a valores no Orçamento que têm que ser bloqueados para o governo manter a meta de gastos do arcabouço fiscal. Contingenciamento: é uma contenção feita em razão de a receita do governo estar vindo abaixo do esperado. Segundo Haddad, as medidas são necessárias para cumprir a regra de gastos do governo prevista no arcabouço fiscal. O mercado já vinha mal com a perspectiva de que os cortes não fossem suficientes. Nesta quinta-feira, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, descartou interromper programas sociais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já iniciadas, principalmente nas áreas de saúde e educação. Tebet admitiu que o governo deve cortar gastos, mas afirmou que isso deve ser feito com os gastos "desnecessários". "Não tem nenhuma, nenhuma sinalização, nenhuma, de que o PAC, especialmente na área da educação e da saúde, vai ter corte", disse Tebet ao programa "Bom Dia, Ministra" do CanalGov. "Ainda que a gente tenha que fazer cortes temporários, contingenciamento ou bloqueios em obras de infraestrutura a gente faz naquelas que não iniciaram ou que não iniciariam agora para que a gente possa depois de dois meses --porque a cada dois meses a gente faz essa revisão — repor de outra forma", declarou Tebet. A ministra destacou que o governo pretende reestruturar alguns programas sociais, com cortes de gastos "naquilo que estiver efetivamente sobrando", com fiscalização de fraudes e irregularidades. "Obviamente, na hora que tiver que cortar, nós vamos reestruturar alguns programas. Nós temos que fazer reformas estruturantes para poder ter [recursos] para aquilo que mais precisa. Onde mais precisa? E eu sou professora, então educação, saúde", declarou. Também nesta quinta, o governo manteve em 2,5% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024. Assim, o governo espera uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira, que cresceu 2,9% em 2023. A informação consta no Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, que também traz: A previsão para a inflação deste ano subiu de 3,7% para 3,90%. A perspectiva para o PIB em 2025 caiu de 2,8% para 2,6%. O noticiário internacional é o principal foco dos negócios nesta quinta-feira, com destaque para a nova decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). A instituição decidiu, mais uma vez, manter os juros inalterados na zona do euro, sem dar nenhuma indicação sobre seus próximos passos. O argumento para a decisão foi que as pressões internas de preços continuam altas e que a inflação ficará acima de sua meta até o próximo ano. "O Conselho do BCE continuará a seguir uma abordagem dependente de dados e reunião a reunião para determinar o nível apropriado e a duração da restrição", disse o BCE em comunicado. Além disso, novos dados econômicos dos Estados Unidos também ficam no radar, com os pedidos de seguro-desemprego e índices da indústria norte-americana. Segundo dados do Departamento de Trabalho dos EUA, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou mais do que o esperado na semana passada, para 243 mil. Os dados devem ajudar a nortear os mercados sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na condução dos juros do país. Na véspera, o presidente da distrital da instituição em Richmond, Tom Barkin, afirmou que o mercado de trabalho dos EUA está esfriando, mas destacou que ainda há falta de mão de obra em alguns setores. "Esse mercado parece estar apertado, mas não muito apertado", afirmou, acrescentando que observa atentamente a taxa de desemprego do país. Além disso, a corrida eleitoral dos Estados Unidos também segue sob os holofotes. Após o atentado sofrido pelo ex-presidente Donald Trump no último sábado, uma onda de favoritismo pelo republicano tomou conta do país O cenário ainda se agravou em meio à turbulência da candidatura à reeleição do presidente norte-americano, Joe Biden, com vários líderes democratas pressionando por um encerramento de sua campanha. Biden, de 81 anos, até agora se recusou a atender aos apelos públicos de 20 democratas do Congresso para que se afastasse, depois de um desempenho vacilante em debate no dia 27 de junho contra Trump, de 78 anos. Seus problemas ainda foram agravados na quarta-feira, quando ele testou positivo para Covid-19 durante uma visita de campanha a Nevada. *Com informações da agência de notícias Reuters.
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18/07 - Tebet diz que governo tem que cortar gastos, mas aqueles 'desnecessários', e não em programas sociais
Declaração vem em um momento em que o governo discute bloqueios no Orçamento para equilibrar as contas públicas. Lula e ministros se reúnem na tarde desta quinta-feira (18) para tratar do assunto. Ministra do Planejamento, Simone Tebet, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministra. Reprodução/CanalGov A ministra do Planejamento, Simone Tebet, descartou nesta quinta-feira (18) interromper programas sociais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já iniciadas, principalmente nas áreas de saúde e educação. Tebet admitiu que o governo deve cortar gastos, mas afirmou que isso deve ser feito com os gastos "desnecessários". "Não tem nenhuma, nenhuma sinalização, nenhuma, de que o PAC, especialmente na área da educação e da saúde, vai ter corte", disse Tebet ao programa "Bom Dia, Ministra" do CanalGov. A declaração vem em um momento em que o governo discute bloqueios no Orçamento para equilibrar as contas públicas. Tebet descarta interromper programas sociais e obras do PAC já iniciadas para corte gastos Na tarde desta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com ministros no Palácio do Planalto e deve discutir cortes no Orçamento. Além de Tebet, estão previstos para comparecer à reunião: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda) e Esther Dweck (Gestão). O governo tem como meta zerar o déficit fiscal em 2024. Isso significa igualar despesas e receitas, sem gastar mais do que arrecada. Segundo Tebet, o PAC está preservado. "Ainda que a gente tenha que fazer cortes temporários, contingenciamento ou bloqueios em obras de infraestrutura a gente faz naquelas que não iniciaram ou que não iniciariam agora para que a gente possa depois de dois meses --porque a cada dois meses a gente faz essa revisão — repor de outra forma", declarou Tebet. A ministra destacou que o governo pretende reestruturar alguns programas sociais, com cortes de gastos "naquilo que estiver efetivamente sobrando", com fiscalização de fraudes e irregularidades. "Obviamente, na hora que tiver que cortar, nós vamos reestruturar alguns programas. Nós temos que fazer reformas estruturantes para poder ter [recursos] para aquilo que mais precisa. Onde mais precisa? E eu sou professora, então educação, saúde", declarou. Ana Flor: corte no Orçamento pode ficar entre R$ 10 bi e R$ 20 bi Programas sociais Quando citou os cortes, Simone Tebet mencionou o pente-fino que o governo tem feito em cadastros nos últimos meses, como de beneficiários do Bolsa Família e de benefícios permanentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo Tebet, com o crescimento da economia e aumento no número de empregos formais, foi necessário revisar os cadastros do programa. "Isso significa que muita gente que precisava do Bolsa Família não precisa mais. Então, consequentemente, tem muita gente recebendo e que já está empregado, às vezes não está com carteira de trabalho justamente para continuar com o benefício. Então, nós fizemos um filtro e conseguimos 'economizar' R$ 12 bilhões", declarou. Bolsa Família tem fila de espera de 700 mil; gastos com o programa já estão acima do previsto "Uma parte [dos 12 bilhões] foi para outras políticas públicas, uma parte para a gente resolver esse problema do déficit fiscal, mas grande parte desse dinheiro foi para repor políticas públicas que foram abandonadas e para puxar a fila [do Bolsa Família]", disse. Desde o ano passado, o governo tem buscado por possíveis irregularidades. Um exemplo é a exclusão de quase 2 milhões das famílias unipessoais, que tem apenas um integrante. São pessoas de baixa renda que dizem ser solteiras e não ter filhos. Em reunião na manhã desta quinta, Lula e ministros debateram a revisão de benefícios. A informação foi confirmada, horas depois, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ainda segundo Tebet, não há possibilidade de que essas revisões impactem no fim do Benefício de Prestação Continuada (BPC). "Estamos analisando suspeitas no INSS, não vai acabar o BPC, muito pelo contrário, BPC é uma política sagrada [...]. Agora, o que não pode é uma única pessoa ter duas carteiras, dois CPFs, dois RGs, ela vai numa agência recebe por aqui, vai em outra agência recebe por lá. E aí gente precisando, fora [do benefício] Então conseguimos fazer revisão de gastos com inteligência, racionalidade e justiça social. Agora, precisamos fazer cortes", arrematou Tebet.
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18/07 - Álcool ou gasolina: veja qual compensa mais no seu estado após alta dos combustíveis
Calculadora do g1 mostra que, em geral, a relação entre preços está melhor para quem opta por abastecer com gasolina; faça a simulação para os preços do seu posto. Gasolina atinge R$ 5,97, valor mais alto em 9 meses O preço médio da gasolina subiu R$ 0,12 nos postos de combustíveis do país na última semana, para R$ 5,97, após reajuste feito pela Petrobras às distribuidoras. Apesar disso, o combustível está mais vantajoso em 17 estados para abastecer veículos flex, enquanto o álcool está valendo mais a pena em 9 estados e no Distrito Federal. É o que mostra a calculadora de combustíveis do g1, com base nos preços médios nos postos encontrados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre os dias 7 e 13 de julho. A calculadora do g1 considera o preço e o rendimento de cada combustível. Segundo especialistas, em geral, o etanol é mais vantajoso quando está custando até 70% do preço da gasolina. (entenda mais abaixo) Veja abaixo qual combustível compensa mais em cada estado: Preços médios do etanol e da gasolina nos estados e no DF, em R$ De acordo com o diretor-executivo da AbriLivre, Rodrigo Zingales, o ambiente mais favorável para a gasolina em alguns estados pode ser justificado, entre outros pontos, pelo seguinte movimento: alta no preço do etanol vendido pelo produtor à distribuidora, o que eleva o custo do combustível nos postos; política de preços da Petrobras, que ajuda a segurar o repasse dos aumentos da cotação do petróleo no mercado internacional; e custos de importação ainda comportados, o que ajuda a manter os preços da gasolina. "Em junho, a partir da MP que impediria a compensação da PIS/Cofins, distribuidoras anunciaram altas na gasolina, no diesel e no etanol", diz Zingales. As altas, em princípio, não afetaram a competitividade entre etanol e gasolina. Chamada de MP da compensação, a medida não evoluiu no Congresso Nacional. O levantamento feito pelo g1 considera o preço médio por estado, com base nas pesquisas feitas pela ANP ao longo da semana de 7 a 13 de julho. Na calculadora abaixo, você pode conferir qual combustível mais vale a pena de acordo com os preços exatos que você encontrar no posto. Faça o cálculo: Como funciona a calculadora? O cálculo da ferramenta do g1 é o seguinte: quando você seleciona e insere o preço do álcool, esse valor é dividido por 0,70 — ou seja, 70%. Já no caso da gasolina, o preço é multiplicado por 0,70. Por que a regra dos 70%? O professor Marcelo Alves, do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli/USP explica que esse cálculo é baseado no poder calorífico dos combustíveis, que significa a quantidade de energia existente na molécula de cada um deles. Moléculas são propriedades de uma substância composta por um ou mais átomos. Os átomos são, por sua vez, formadores de matéria. Ou seja, tudo aquilo que ocupa espaço e possui massa. "O poder calorífico significa, portanto, o quanto você consegue extrair de energia por massa de combustível. Ou seja, por unidade de massa de combustível", diz. Entenda a lógica da calculadora do g1 para o valor do combustível O professor elenca ainda outras especificações, considerando a densidade (relação entre a massa de um material e o que ele ocupa) de cada combustível. "Em um dia frio, por exemplo, tanto a gasolina quanto o álcool ficam mais densos, e essa variação de densidade não é igual para os dois." "A regra dos 70%, portanto, é válida como um número indicativo, baseado em um dado empírico [confirmado a partir de experiências]", reforça. Ele esclarece ainda que pode haver uma diferença conforme cada veículo, incluindo se o sistema de injeção de combustível no motor for otimizado para queimar etanol ou gasolina. "Portanto, o motorista precisa analisar uma média para o seu próprio carro", sugere. Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba Marcelo Camargo/Agência Brasil 4,81 4,69 4,67 4,31 4,43 4,74 3,94 4,19 3,99 4,52 3,77 4,08 4,19 4,54 4,39 4,08 4,52 4,25 4,22 5,31 4,55 4,83 4,81 4,29 3,78 4,78 4,39
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18/07 - Encomendas internacionais: veja empresas que estão no programa da Receita Federal e as que buscam habilitação
Ao todo, são 9 empresas já certificadas pela Receita no programa 'Remessa Conforme', que prevê imposto menor para compras internacionais. Alíquota para produtos de até US$ 50 sobe para de zero para 20% a partir de agosto. Há outras 8 empresas em processo de implantação. A Secretaria da Receita Federal já certificou nove empresas no programa Remessa Conforme, que contempla tributação menor para compras em sites internacionais. Entre elas, estão o Mercado Livre, a Magazine Luiza, a Shein e a Shopee, entre outras. Há ainda oito empresas em processo de adesão ao programa. (veja a lista completa mais abaixo nessa reportagem). Esse programa da Receita prevê alíquota menor para as compras feitas no exterior. Para aquisições de até US$ 50, a alíquota de imposto federal, atualmente, é de zero. Mas ela subirá para 20% a partir de agosto deste ano — para as empresas certificadas pelo programa. A cobrança de 20% não incidirá sobre medicamentos comprados por pessoas físicas. As empresas que estão fora do Remessa Conforme estão sujeitas a uma tributação maior, de 60% em imposto de importação. Além do imposto de importação, federal, há também o ICMS estadual, com alíquota de 17%. Dados do Fisco indicam que as encomendas do exterior que chegam ao país alcançaram, neste ano, o "pico" de até 18 milhões de remessas internacionais por mês. Lula sanciona taxação das compras internacionais de até US$ 50 Como é feito o cálculo dos tributos Segundo a Receita Federal, o imposto de importação incide primeiro e, somente depois, há tributação pelo ICMS — o que encarece o produto importado. Por exemplo, se um produto custa R$ 100 nos sites internacionais, primeiro será cobrado o imposto de importação de 20%, elevando o preço para R$ 120. Sobre esse preço de R$ 120, incide o ICMS estadual. Nesse exemplo, seriam cobrados mais 17% sobre R$ 120, o equivalente a R$ 20,4, aumentando o preço final do produto para R$ 140,4. Na última sexta-feira, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, informou que o preço de venda das mercadorias em plataformas de mercadorias do exterior já trará, embutida, a cobrança dos tributos. Veja as empresas que já aderiram ao programa da Receita 3Cliques: https://www.3cliques.io Aliexpress: https://pt.aliexpress.com Amazon: www.amazon.com.br e www.amazon.com Magazine Luiza: www.magazineluiza.com.br Mercado Livre: https://www.mercadolivre.com.br Shein: https://br.shein.com Shopee: www.shopee.com.br Sinerlog Store: https://www.store.sinerlog.global Temu: www.temu.com/br Empresas que estão com o programa ainda em implantação Segundo a Receita Federal, estes sites ainda não possuem os requisitos para "redução da alíquota do Imposto de Importação (0%) ainda implementados" -- taxação que subirá para 20% a partir de agosto. Wish US Closer Tiendamia Puritan Muifabrica LifeOne IHerb Fornececlub Cronosco: https://www.cronosco.com.br/ Cellshop: https://cellshop.com.br/ Addmall: https://addmall.com.br/ Taxação a partir de agosto A taxação com alíquota de 20% do imposto de importação a partir de agosto, para compras de até US$ 50, foi estabelecida pelo Congresso Nacional após pressão do setor produtivo sobre deputados e senadores. Até o fim desse mês, para as empresas que estão no Remessa Conforme, a alíquota é de zero em imposto de importação. A crítica era de que, com a isenção, os produtos comprados no exterior, principalmente na China, ingressavam no país mais baratos do que os nacionais — prejudicando a geração de empregos no país. "O Congresso Nacional teve enorme sensibilidade e compreendeu que não faz nenhum sentido ter uma política de favorecimento de produtos vindos do exterior em detrimento dos produzidos e vendidos no Brasil", avaliou o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Jorge Gonçalves Filho. No ano passado, segundo a Receita, os consumidores brasileiros gastaram R$ 6,42 bilhões em um total de pouco mais de 210 milhões de encomendas internacionais. A maior parte dos pacotes não pagou imposto de importação.
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18/07 - Bolsa Família 2024: pagamentos de julho começam nesta quinta-feira; veja calendário
Primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. Pagamento previsto é de R$ 600 por família, com possíveis adicionais; valores serão pagos de forma escalonada até o fim do mês. Calendário do Bolsa Família 2024 é divulgado. MDS A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de julho do Bolsa Família nesta quinta-feira (18). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o benefício será pago durante os últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada — com exceção de dezembro, quando o calendário é antecipado. Há exceção também para os moradores de municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal. Para essas pessoas, o pagamento será realizado de forma unificada, no primeiro dia do repasse, independentemente do número final do NIS. O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Confira o calendário do Bolsa Família para julho de 2024: Final do NIS: 1 - pagamento em 18/7 Final do NIS: 2 - pagamento em 19/7 Final do NIS: 3 - pagamento em 22/7 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/7 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/7 Final do NIS: 6 - pagamento em 25/7 Final do NIS: 7 - pagamento em 26/7 Final do NIS: 8 - pagamento em 29/7 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/7 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/7 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Agosto: de 19/8 a 30/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 18/10 a 31/10; Novembro: de 18/11 a 29/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família 2024: pagamentos começam nesta quinta-feira; veja calendário Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
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18/07 - Mega-Sena pode pagar R$ 47 milhões nesta quinta-feira
As apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.750 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 47 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quinta-feira (18), em São Paulo. No concurso da última terça (16), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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17/07 - +Milionária, concurso 164: prêmio acumula e vai a R$ 247 milhões
Catorze apostas que acertaram cinco dezenas e dois trevos vão levar R$ 41,5 mil cada. Próximo sorteio será no sábado (20). Mais Milionária bilhete volante Rafael Leal /g1 O sorteio do concurso 164 da +Milionária foi realizado na noite desta quarta-feira (17), em São Paulo, e nenhuma aposta acertou a combinação de seis dezenas e dois trevos. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 247 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp De acordo com a Caixa Econômica Federal, 14 apostas acertaram cinco dezenas e dois trevos e vão levar R$ 41.544,98 cada. Veja os números sorteados: Dezenas: 10 - 11 - 14 - 21 - 22 - 50 Trevos: 2 - 5 Os outros ganhadores são: 5 acertos + 1 ou nenhum trevo - 91 apostas ganhadoras: R$ 2.840,68 4 acertos + 2 trevos - 298 apostas ganhadoras: R$ 929,41 4 acertos + 1 ou nenhum trevo - 3273 apostas ganhadoras: R$ 84,62 3 acertos + 2 trevos - 4957 apostas ganhadoras: R$ 50,00 3 acertos + 1 trevo - 30319 apostas ganhadoras: R$ 24,00 2 acertos + 2 trevos - 34063 apostas ganhadoras: R$ 12,00 2 acertos + 1 trevo - 207938 apostas ganhadoras: R$ 6,00 +Milionária, concurso 164 Reprodução/Caixa +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Sobre a +Milionária As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que chegam a R$ 83,1 mil. A +Milionária teve seu primeiro sorteio em maio de 2022. Na época, a Caixa informou que ela foi a primeira modalidade "a oferecer prêmio mínimo de dois dígitos de milhões". Cada concurso distribui o valor mínimo de R$ 10 milhões. Saiba mais aqui. Além disso, a +Milionária se destaca por ter dez faixas de premiação. São elas: 6 acertos + 2 trevos 6 acertos + 1 ou nenhum trevo 5 acertos + 2 trevos 5 acertos + 1 ou nenhum trevo 4 acertos + 2 trevos 4 acertos + 1 ou nenhum trevo 3 acertos + 2 trevos 3 acertos + 1 trevo 2 acertos + 2 trevos 2 acertos + 1 trevo
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17/07 - Preço médio da gasolina sobe R$ 0,12 nos postos após aumento pela Petrobras, mostra ANP
O valor representa uma alta de 2,05% em relação à semana anterior. Etanol e diesel também ficaram mais caros. Veja na calculadora do g1 a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Gasolina atinge R$ 5,97, valor mais alto em 9 meses O preço médio do litro da gasolina subiu 2% nos postos de combustíveis do país na última semana. A alta veio após a Petrobras anunciar um aumento do valor de venda do combustível para as distribuidoras. O dado consta no último levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta quarta-feira (17). A pesquisa é referente à semana de 7 a 13 de julho. Veja a variação de preços no período: ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,97. O valor representa uma alta de 2,05% em relação aos R$ 5,85 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,99, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, subiu para R$ 3,96. O valor representa um aumento de 2,59% frente aos R$ 3,86 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 5,99. ▶️ Diesel: O litro do diesel também aumentou, encontrado, em média, a R$ 5,94. O valor representa uma alta de 0,68% frente aos R$ 5,90 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,82. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajuste pela Petrobras A Petrobras anunciou em 8 de julho um aumento de 7,11% no preço da gasolina para as distribuidoras. A alta foi de R$ 0,20, chegando a R$ 3,01 por litro. A medida passou a valer no dia seguinte. Na ocasião, especialistas passaram a estimar um aumento de 2,50% nas bombas ao consumidor, além de impactos no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país), em julho. O último reajuste da gasolina feito pela Petrobras havia sido em outubro de 2023, com uma redução de R$ 0,12 (para R$ 2,81 o litro). (veja o histórico no gráfico abaixo) Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio de 2023 mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. Impostos Os preços dos combustíveis nas bombas também sentem os reflexos dos impostos. De março de 2021 até fevereiro de 2024, foram pelo menos 13 anúncios importantes de mudanças nos tributos sobre gasolina, diesel, etanol e gás natural veicular (GNV) — sendo sete só em 2023. Veja na linha do tempo abaixo: Trajetória dos impostos sobre combustíveis. Kayan Albertin/Editoria de Arte g1 VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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17/07 - Ministério da Fazenda entra na 'disputa dos memes' com Divertidamente e reforma tributária
Post da Fazenda ocorre em um momento em que se tornaram hits nas redes sociais memes com trocadilhos com o nome do ministro Fernando Haddad. O Ministério da Fazenda entrou na "disputa dos memes" nas redes sociais e fez uma postagem no X com os personagens da franquia hollywoodiana Divertidamente e um texto sobre a Reforma Tributária. Post do Ministério da Fazenda com personagens do filme Divertidamente e um texto a favor da Reforma Tributária Reprodução O filme Divertidamente 2 é um dos maiores sucessos de bilheteria do ano. A essência da história, assim como a do primeiro filme, é explorar os diversos papeis de emoções específicas na mente de uma menina. Cada emoção é um personagem, com suas características próprias. As emoções do primeiro filme eram: Raiva, Nojinho, Medo, Alegria e Tristeza. No filme 2, com a menina se tornando adolescente, entram novos personagens, como Ansiedade e Tédio. Com o sucesso do filme, se tornaram comuns também os memes brincando com as emoções. O post desta quarta-feira (17) do Ministério da Fazenda diz: "Um mix de emoções envolveu todos os brasileiros com a grande conquista da #ReformaTributária após 40 anos. O Brasil agora terá um sistema tributário simples e justo! Fique por dentro", escreveu o governo. Na semana passada, a Câmara aprovou o primeiro projeto de regulamentação da reforma. A reforma em si havia sido aprovada no ano passado. Entre outros pontos, a reforma: ▶️ simplifica impostos já existentes, unificando 5 tributos sobre o consumo em apenas dois (um federal, um estadual) ▶️ cria uma alíquota única para os impostos sobre consumo, facilitando o pagamento e dando transparência à cobrança ▶️ acaba com a cumulatividade, ou seja, não haverá pagamento de imposto sobre imposto ▶️ abre isenção para produtos considerados essenciais, como a carne ▶️ a reforma não aumenta nem diminui a carga tributária total, segundo o governo. Entorno de Haddad vê com humor memes de ministro 'Disputa dos memes' O post da Fazenda ocorre em um momento em que se tornaram hits nas redes sociais memes com trocadilhos com o nome do ministro Fernando Haddad. Os memes apontam Haddad como "Taxad", se referindo a uma eventual prática do ministro de taxar os diversos setores com novos impostos. O nome é uma referência a projetos propostos pelo governo e votados pelo Congresso para reduzir o déficit público e reorganizar o sistema de impostos no Brasil, como a reforma tributária e a taxação de compras de até US$ 50 em sites internacionais, como Shein e Shopee. As críticas miram as tentativas do ministro de equilibrar as contas do governo e cumprir a meta fiscal por meio do aumento da arrecadação com impostos, em vez de focar na revisão e corte de gastos. O apelido "Taxad" ganhou força após os desdobramentos da votação da reforma tributária, que pode aumentar as alíquotas cobradas sobre produtos e serviços (embora reduza e até zere para outros, como os alimentos da cesta básica). Embora esteja sendo discutida e votada agora, a reforma tributária só entraria em vigor a partir de 2026, e gradualmente até 2033. A taxação de compras internacionais de até US$ 50, por outro lado, virou lei no fim de junho. O termo "Taxad" ficou entre os assuntos mais comentados do X na terça-feira (16). Diversos memes usam fotos do ministro em imagens manipuladas de cartazes de filmes e capas de discos. Um deles foi reproduzido em telão da Times Square, um dos pontos mais famosos de Nova York. A montagem o chama da "Taxa Humana", em referência ao herói Tocha Humana. Veja abaixo: Meme relacionado ao Haddad é reproduzido em um dos telões da Times Square, em Nova York. Reprodução/ X
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17/07 - Netshoes diz que dados de clientes podem ter sido vazados após 'incidente cibernético'
Loja on-line de equipamentos esportivos afirma que fato 'não envolveu informações sensíveis'. Em 2018, empresa teve vazamento de dados de 2 milhões de clientes e foi condenada a pagar multa. Netshoes diz que dados de clientes podem ter sido vazados Reprodução A Netshoes afirmou nesta quarta-feira (17) que dados de clientes podem ter sido vazados após "incidente de cibernético" sofrido pela empresa. A loja on-line de equipamentos esportivos já teve um caso de vazamento em 2018, envolvendo dados de 2 milhões de consumidores. No ano seguinte, ela foi condenada a pagar uma multa de R$ 500 mil em acordo com Ministério Público do Distrito Federal. Nesta quarta, a empresa disse que o novo incidente não envolveu informações sensíveis e não afetou as operações da companhia. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) considera exemplos de dados sensíveis aqueles que podem revelar orientação política ou sexual e até condições de saúde, por exemplo. Esses necessitam de uma camada a mais de proteção. "Assim que foi informada sobre o incidente, a Netshoes reforçou todas as medidas de segurança e controle", disse o comunicado da loja. "A empresa também iniciou uma investigação forense sobre o ocorrido e trabalhará juntamente com os órgãos competentes, inclusive com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, para esclarecer as circunstâncias do episódio e evitar eventuais contratempos aos clientes." O Procon-SP informou que instaurou um procedimento de averiguação. A ANPD informou ao g1 no início da noite desta quarta não identificou em seu sistema eletrônico de informações a comunicação formal do incidente pela companhia. Em comunicado na segunda-feira (22), a autoridade disse que "o caso ainda está em análise, uma vez que a Netshoes fez uma comunicação preliminar – ou seja, comunicou a ocorrência do incidente sem maiores detalhes". A empresa tem até 13 de agosto para dar mais informações, informou a ANPD. Leia também: O que é a ANPD Vazamento de dados pessoais: veja como se proteger e o que fazer se for vítima Caso de 2018 Em janeiro de 2018, o Ministério Público constatou que o incidente de segurança comprometeu dados pessoais como nome, CPF, e-mail, data de nascimento e histórico de compras de clientes da empresa. As investigações, no entanto, mostram que informações como cartão de crédito ou senhas de clientes não foram reveladas, "mas deixaram as pessoas vulneráveis a diversas espécies de fraudes". Com a assinatura do acordo com o MP, em 2019, a Netshoes se comprometeu a adotar medidas adicionais de proteção de dados pessoais e a fazer campanhas de conscientização sobre "melhores práticas para privacidade". Em caso de descumprimento, a empresa poderá ser penalizada no pagamento de danos morais coletivos. O que fazer se tiver dados vazados Independente de suspeitar ou não se seus dados foram vazados, é importante ficar atento a contatos feitos por empresas, principalmente aquelas que você nunca procurou antes. Se for contatado por uma e se desconfiar da abordagem, busque falar com a empresa por canais oficiais, para confirmar aquele contato recebido. "Desconfie mesmo se receber uma mensagem com seu nome, e-mail e endereço corretos, informando algum tipo de cobrança desconhecida", recomenda Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks . Outra dica é mudar a senha usada no site ou aplicativo da empresa que pode ter tido vazamento de dados. Especialistas alertam que as senhas não podem ser iguais para todos os sites. Por exemplo, “a%op35aV$” seria segura, mas se usá-la em todas as plataformas que você tem cadastro, ela deixa de ser "forte". O criminoso testará essa credencial em outros sites para tentar invadir a sua conta. Senhas como “abcde” e “123456” são consideradas inseguras não apenas porque são sequências comuns, mas porque muitos decidiram usá-las como senhas. Por isso, lembre-se de utilizar senhas fortes e diferentes em cada plataforma. Governo avalia se pode liberar o jogo do Tigrinho
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17/07 - Americanas: comitê independente confirma fraude contábil
Segundo o grupo, esquema fraudulento era caracterizado, principalmente, por lançamentos indevidos na conta de fornecedores. A Polícia Federal também está conduzindo uma investigação sobre o caso. Unidade das Lojas Americanas, em Sorocaba (SP), fechada após expediente Eduardo Ribeiro Jr./g1 A Americanas anunciou na terça-feira (16) que a investigação de um comitê independente encontrou a fraude contábil que levou a companhia a um dos maiores pedidos de recuperação judicial do Brasil, em janeiro de 2023. A Polícia Federal também está conduzindo uma investigação sobre a fraude de R$ 25,3 bilhões na Americanas. "As evidências apresentadas pelo comitê confirmam a existência de fraude contábil, caracterizada, principalmente, por lançamentos indevidos na conta de fornecedores", disse a Americanas em documento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo o comitê independente, os lançamentos indevidos foram feitos por meio de contratos fictícios de VPC (verbas de propaganda cooperada) e por operações financeiras conhecidas como risco sacado, "dentre outras operações fraudulentas e incorretamente refletidas no balanço da companhia". LEIA TAMBÉM Americanas: como ex-CEO tentou blindar patrimônio após fraude, segundo a PF Entenda a fraude que levou à recuperação judicial da varejista Relembre a prisão do ex-CEO da Americanas em Madri A varejista disse que tomará as medidas necessárias para informar às autoridades sobre as conclusões do comitê independente. A empresa também afirmou que "continuará colaborando integralmente com as investigações em curso". O ex-CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, um dos principais alvos da investigação policial, foi preso em Madri no fim do mês passado e, em seguida, liberado. As autoridades brasileiras estão buscando sua extradição da Espanha, onde ele vive atualmente. Anna Saicali, ex-executiva da Americanas envolvida na suposta fraude contábil, entregou seu passaporte à polícia, o que a impede de deixar o Brasil por enquanto. Ex-diretora do Grupo Americanas volta ao Brasil e entrega passaporte à PF Os advogados que representam Gutierrez e Saicali disseram em declarações separadas que seus clientes negam qualquer irregularidade e estão colaborando com a investigação. A Americanas foi fundada em 1929, em Niterói (RJ), por um grupo que incluía empresários austríacos e norte-americanos. Os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira adquiriram posteriormente uma participação dominante na empresa. Os três, que não foram citados na investigação policial, atualmente possuem cerca de 30% das ações e concordaram em colocar capital adicional para resgatar a empresa em dificuldades, o que vai elevar a parcela deles na companhia para 49,2% do capital social. "Estou cético quanto ao futuro da Americanas, quanto à sustentabilidade de seu modelo de negócios", disse o consultor André Pimentel, sócio-gerente da Performa Partners, que trabalhou em uma reestruturação da Americanas no início dos anos 2000. A varejista vem lutando há anos contra a concorrência feroz de rivais mais experientes na Internet, como o Mercado Livre. E contra empresas locais, como o Magazine Luiza, além de grupos asiáticos, como AliExpress, Shopee e Shein. As ações da Americanas tinham alta de cerca de 5% nesta quarta-feira (17), cotadas a R$ 0,70, acumulando queda de cerca de 22% no ano até a véspera.
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17/07 - 'Taxad’: memes com Haddad tomam conta das redes, mas não preocupam governo
Nos bastidores, a avaliação é de que o trabalho do ministro é consistente o suficiente para que a fama de ‘ministro da taxação’ não tenha vida longa. Entorno de Haddad vê com humor memes de ministro O secretário de comunicação do PT, Jilmar Tatto, disse que a possibilidade de ser um movimento articulado não está no radar do partido. S Os memes com a foto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tomaram conta das redes sociais nos últimos dias. As montagens trazem a imagem do ministro associadas a paródias, como capas de filmes, cujo o teor são as "taxas", ou seja, os impostos. Internautas têm culpado Haddad por ter capitaneado a taxação de compras internacionais de até US$ 50, que ficou conhecida como "taxa das blusinhas". E, com a proximidade do início da medida, em 1º de agosto, o compartilhamento dos memes ganhou força. A onda de piadas, contudo, não preocupa o governo. A análise partiu de pessoas do entorno de Haddad, que informaram que o Ministério da Fazenda acompanha os memes com "bom humor”. 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Os produtos com preços de até US$ 50 serão tributados com um imposto de importação de 20%, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que vai para os estados, de 17% — e que já existia. A porcentagem, no entanto, é menor que os 60% aplicados a compras acima desse valor. Desdobramentos da reforma tributária Os desdobramentos na votação da reforma tributária, que pode aumentar a carga tributária de alguns produtos e serviços, também alimentou as piadas, mas, na avaliação de aliados de Haddad, o trabalho conduzido pelo ministro rebate as acusações de "forma sólida". Eles embasam esse entendimento a partir de alguns mecanismos de restituição inseridos na reforma tributária, como o "cashback". Além disso, há também a isenção de imposto de renda para famílias carentes. Os auxiliares também citam como ponto positivo a ampliação do Bolsa Família no início do governo. Com a reforma tributária, cinco tributos que atualmente incidem sobre consumo, PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS, serão substituídos por dois novos, que formam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado). O primeiro projeto que regulamenta a medida foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 10 de julho, mas ainda precisa passar pelo Senado. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo. Entre os assuntos mais comentados Na manhã desta terça-feira (16), a palavra “taxação” chegou a ficar em 2º lugar nos assuntos mais comentados do X, antigo Twitter. Alguns usuários da rede social acusam o movimento de ser articulado para manchar a imagem do ministro. O secretário de comunicação do PT, Jilmar Tatto, elogiou Haddad e seu esforço na área econômica, inclusive para aprovação da reforma tributária (entenda mais abaixo). Disse também que a possibilidade desse movimento de memes ser algo articulado não está no radar do partido. 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Aumento de impostos gera críticas ao ministro As tentativas de aumento da arrecadação federal para tentar zerar o déficit nas contas públicas deste ano têm sido anunciadas pelo ministro da Fazenda desde o ano passado — e gerado críticas nas redes sociais desde então. Em dezembro, por exemplo, Haddad anunciou a lei que reduz a quantidade de empresas beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), além de ter anunciado a limitação da compensação de créditos tributários — que é quando uma empresa consegue, na justiça, receber de volta os impostos pagos de forma indevida. O ministro também tentou buscar formas de compensar a lei de desoneração da folha de pagamento de 17 setores, aprovada no fim de 2023 pelo Congresso e com validade até 2027. Com a mudança de cálculos, as empresas passariam a pagar mais impostos. Além disso, a proposta feita pelo governo incluía aumentar a alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas por dois anos, e gerou embates entre Haddad e o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O senador chegou a pedir, nesta semana, uma extensão de prazo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar as medidas de compensação enviadas pelo governo. O ministro Edson Fachin, do STF, prorrogou o prazo até 11 de setembro. Sem conseguir trazer um avanço significativo nas medidas para aumentar a arrecadação, Haddad afirmou nesta semana que o governo avalia quanto bloqueio e contingenciamento de gastos precisará fazer em 2024 no Orçamento para cumprir as regras do arcabouço fiscal. 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Pela lei, o bloqueio acontece quando há crescimento das despesas obrigatórias — como os pagamentos da Previdência, por exemplo. Nesse caso, o governo precisa cortar esses gastos para ficar dentro do limite previsto. Já o contingenciamento, por sua vez, é feito quando a receita é menor do que o previsto e o governo precisa segurar os gastos. A meta fiscal do governo para este ano é de déficit zero, ou seja, não gastar nada além do que foi arrecadado. O crescimento das despesas também tem um teto de 2,5%.
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17/07 - Dona da Ray-Ban e da Oakley compra Supreme por US$ 1,5 bilhão
Marca de moda street nova-iorquina opera uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa. A marca Supreme administra uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas físicas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa. Reprodução/Instagram A maior fabricante de óculos do mundo, a europeia EssilorLuxottica, anunciou nesta quarta-feira (17) que fechou um acordo para comprar a Supreme, marca de moda street nova-iorquina da sua atual dona, a norte-americana VF Corporation, por US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 8 bilhões). Com a aquisição, a Supreme entra para o portfolio de marcas da EssilorLuxottica, que já conta com Ray-Ban, Oakley, LensCrafters, Sunglass Hut, Transitions, entre outros. Segundo o presidente da EssilorLuxottica, Francesco Milleri, a aquisição da nova marca está alinhada com a jornada da companhia, voltada para inovação e desenvolvimento, e oferece uma conexão direta da empresa com "novas audiências, linguagens e criatividade". "Com sua identidade de marca única, abordagem comercial totalmente direta e experiência do cliente, um modelo que trabalharemos para preservar, a Supreme terá seu próprio espaço dentro de nosso portfólio de marcas próprias e complementará nosso portfólio licenciado", afirmou em nota enviada ao mercado nesta quarta-feira. O acordo ainda está sujeito às condições estabelecidas por cada uma das partes e à aprovação regulatória. A expectativa é que a transação seja concluída até o final deste ano. A marca Supreme administra uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas físicas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa. Já a EssilorLuxottica opera em 150 países, com 18 mil lojas espalhadas pelo mundo. Em 2023, a empresa gerou uma receita consolidada de 25,4 bilhões de euros (cerca de R$ 151,8 bilhões). Quem é o italiano de 19 anos que se tornou o bilionário mais jovem do mundo
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17/07 - 'Taxad': entenda críticas que fizeram memes sobre Haddad chegarem à Times Square, em NY
Montagens com fotos do ministro inundaram as redes sociais após votação da reforma tributária e da tributação de compras internacionais. Governo afirma que carga tributária caiu em 2023. Entorno de Haddad vê com humor memes de ministro O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, virou alvo de opositores do governo federal na última semana e passou a ser chamado de "Taxad" em memes que inundaram as redes sociais. O nome é uma referência a projetos propostos pelo governo e votados pelo Congresso para reduzir o déficit público e reorganizar o sistema de impostos no Brasil, como a reforma tributária e a taxação de compras de até US$ 50 em sites internacionais, como Shein e Shopee. As críticas miram as tentativas do ministro de equilibrar as contas do governo e cumprir a meta fiscal por meio do aumento da arrecadação com impostos, em vez de focar na revisão e corte de gastos. O apelido "Taxad" ganhou força após os desdobramentos da votação da reforma tributária, que pode aumentar as alíquotas cobradas sobre produtos e serviços (embora reduza e até zere para outros, como os alimentos da cesta básica). Embora esteja sendo discutida e votada agora, a reforma tributária só entraria em vigor a partir de 2026, e gradualmente até 2033. A taxação de compras internacionais de até US$ 50, por outro lado, virou lei no fim de junho. Nesta quarta-feira (17), o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento e da Indústria, disse que a carga tributária do país não aumentou, como sugerem os memes, e que a taxação de compras internacionais ajuda a preservar empregos no Brasil. "Se pegarmos a carga tributária de 2022 para 2023, ela não aumentou, pode até dar uma conferida, acho até que caiu, afirmou. Segundo números do Tesouro Nacional, a carga tributária somou 32,44% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023. Isso representa uma queda de 0,64 ponto percentual do PIB em relação ao valor registrado em 2022 (de 33,07% do PIB). 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Redes sociais O termo "Taxad" ficou entre os assuntos mais comentados do X na terça-feira (16). Diversos memes usam fotos do ministro em imagens manipuladas de cartazes de filmes e capas de discos. Um deles foi reproduzido em telão da Times Square, um dos pontos mais famosos de Nova York. Veja abaixo: Meme relacionado ao Haddad é reproduzido em um dos telões da Times Square, em Nova York. Reprodução/ X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Contas públicas As tentativas de aumentar a arrecadação para zerar o rombo (déficit) nas contas públicas têm sido anunciadas pelo ministro da Fazenda desde o ano passado. Em dezembro, Haddad anunciou a lei que reduz a quantidade de empresas beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e a limitação ao uso da compensação de créditos tributários — que é quando uma empresa consegue, na Justiça, receber de volta os impostos pagos de forma indevida. O ministro também buscou formas de compensar a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, aprovada no fim de 2023 pelo Congresso e com validade até 2027. Com a mudança de cálculos, as empresas passariam a pagar mais impostos. Além disso, a proposta do governo incluía aumentar a alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas por dois anos e gerou embates entre Haddad e o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A disputa foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que deu um prazo para governo e Congresso chegarem a um acordo. A pedido de Pacheco, a data-limite foi adiada para 11 de setembro. Com dificuldade para aprovar algumas medidas, Haddad afirmou nesta semana que o governo avalia fazer bloqueios de gastos e contingenciamentos no Orçamento deste ano para cumprir as regras do arcabouço fiscal. Pela lei, o bloqueio acontece quando há crescimento de despesas obrigatórias — como os pagamentos de aposentadoria e benefícios previdenciários. Nesse caso, o governo precisa cortar esses gastos para ficar dentro do limite previsto. Já o contingenciamento, por sua vez, é feito quando a receita é menor do que o previsto e o governo precisa segurar os gastos. A meta fiscal do governo para este ano é de déficit zero, ou seja, não gastar nada além do que foi arrecadado. O crescimento das despesas também tem um teto de 2,5%. Haddad diz que é possível haver contingenciamento e bloqueio no Orçamento deste ano Nas últimas semanas, contudo, duas questões deram novo gás aos críticos: a aprovação da "taxa das blusinhas" e mudanças na regulamentação da reforma tributária. O presidente Lula sancionou no mês passado a cobrança de um imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50. A medida impopular foi sugerida pela equipe econômica, que não quis abrir mão da arrecadação com pequenas compras feitas em varejistas chinesas. Por fim, o novo texto da reforma tributária, aprovado pela Câmara dos Deputados, previu um aumento de carga tributária em alguns bens e serviços, como imóveis e veículos. Além disso, a inclusão das proteínas animais na lista de alimentos isentos ameaça aumentar a alíquota padrão do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), prevista em 26,5%. O texto, no entanto, estabeleceu uma trava, que é acionada quando o limite de 26,5% for atingido e obriga o governo a enviar um novo projeto ao Congresso com revisão das alíquotas. O cálculo é que a isenção das carnes aumentaria em cerca de 0,53 ponto percentual a alíquota do imposto único e não houve nenhum detalhamento sobre uma medida de compensação. Além disso, as críticas desprezam que parte dos produtos que têm carga tributária mais alta que a alíquota média podem ter redução de preço. Veja mais memes publicados nas redes sociais 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Initial plugin text
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17/07 - Bolsa Família tem fila de espera de 700 mil; gastos com o programa já estão acima do previsto
Por mês, verba é de cerca de R$ 14 bilhões, mas os pagamentos têm ficado em quase R$ 14,3 bilhões, o que pode pressionar o orçamento no fim do ano e dificultar redução da fila. Bolsa Família volta a ter fila de espera Apesar do esforço do governo em excluir cadastros irregulares, o Bolsa Família tem registrado um aumento na fila de espera nesse ano. A lista agora tem quase 700 mil famílias que já tiveram os documentos aprovados, mas ainda não entraram no programa. Em março do ano passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relançou sua principal vitrine social, o Bolsa Família chegou a ficar sem fila de espera. Naquele mês, o governo zerou a lista. Em dezembro, esse número era de 175,9 mil famílias. Agora são 689,8 mil cadastros. Quem está na fila já teve a documentação analisada e aprovada pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Só que, por falta de dinheiro no programa, o governo não consegue pagar o benefício a todos que precisam dele. A família que está nessa situação tem que esperar eventual aumento no orçamento do programa ou a saída de algum beneficiário para entrar no lugar dele. Orçamento pressionado A verba para o Bolsa Família nesse ano é de R$ 168,6 bilhões. Isso significa que, em média, são R$ 14 bilhões por mês. Porém, o gasto mensal do programa tem ficado acima disso – mesmo deixando famílias na lista de espera. Em média, o Bolsa Família pagou por mês quase R$ 14,3 bilhões de janeiro a julho. Portanto, isso pode pressionar o orçamento no fim do ano para garantir o pagamento a quem já está no programa. O que diz o Ministério Pesquisadores calcularam impactos do Bolsa Família nas taxas de pobreza e extrema pobreza ao longo de 20 anos de existência do programa, de 2003 a 2023 ROBERTA ALINE/MDS via BBC O Ministério do Desenvolvimento Social não se manifestou sobre o gasto mensal do Bolsa Família. Também não um prazo para que a fila seja zerada ou volte a cair. Em nota, informou que o processo de averiguação e revisão cadastral, o chamado “pente-fino”, “tem contribuído para fazer oscilar os volumes de cancelamento [de cadastros e pagamentos], que podem ser mais expressivos em alguns meses, mas não em todos”. A pasta disse que, após a grande ação de correção do Cadastro Único em 2023, “continua no prosseguimento da qualificação das informações neste ano”. Para conseguir fazer o Orçamento de 2024 e de 2025 caber dentro das regras fiscais, a equipe econômica espera reduzir despesas com a busca por fraudes, inclusive no Bolsa Família. No entanto, a fila de espera coloca um desafio nesse plano de cortar despesas, pois já há uma lista de quem tem direito ao Bolsa Família e aguarda a sua vez. Pente-fino Desde o ano passado, o governo tem buscado por possíveis irregularidades. Um exemplo é a exclusão de quase 2 milhões das famílias unipessoais, que tem apenas um integrante. São pessoas de baixa renda que dizem ser solteiras e não ter filhos. Esse tipo de cadastro deu um salto no último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL). Eram 2,2 milhões em outubro de 2021, um ano antes da eleição presidencial. Esse número subiu para 5,8 milhões em novembro de 2022, no segundo turno da eleição. Agora, são cerca de 3,9 milhões. Especialistas dizem que essas famílias se utilizaram de brechas no programa para receber mais dinheiro. Como Bolsonaro estabeleceu que todos receberiam um valor mínimo e independente do tamanho da família, houve casos de casais que fizeram cadastros separados para dobrar a renda transferida pelo programa. Só que esse “pente-fino” não tem sido suficiente, pois o fluxo de pessoas querendo entrar no Bolsa Família continua alto. Por isso, é que a fila de espera tem crescido nos últimos meses.
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17/07 - Descompasso entre arrecadação e despesas do governo cai, mas ainda equivale a 1,9% do PIB
Informações constam de relatório publicado pelo Tesouro Nacional. Houve uma redução na necessidade de financiamento do governo na comparação com o mesmo período de 2023 Ministro da Fazenda Fernando Haddad TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO A diferença entre a arrecadação e as despesas do governo geral – governo federal, municípios e estados – foi de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2024. As informações constam de relatório publicado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (17). Segundo o relatório, houve uma redução na necessidade de financiamento do governo geral na comparação com o mesmo período de 2023, no patamar de 1,9% do PIB. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil no ano. Esse indicador ajuda a medir a atividade econômica. A necessidade de financiamento tem relação com o valor das despesas que não são compensadas pelas receitas. Ou seja, o que o governo geral gasta menos o que o governo recebe. No primeiro trimestre de 2023, esse valor estava no patamar de 2,6% do PIB. Ao separar os resultados por esfera de governo geral, o relatório aponta que a necessidade de financiamento do governo federal chegou a 4,9% no período ante 4,1% no primeiro trimestre de 2023. Receitas e Despesas Entre janeiro e março deste ano, a receita aumentou 2,2 pontos percentuais na comparação com 2023, saindo de 40% para 42,2% do PIB. O Tesouro atribui a alta à receita com impostos sobre bens e serviços. No governo federal, o aumento da receita com PIS/Cofins sobre combustíveis – que estavam desonerados no início de 2023 – também contribuiu para o resultado. A despesa do governo central também aumentou no período, de 42,6% em 2023 para 44,1% em 2024. Gastos com previdência e assistência social puxaram a alta. Contudo, houve uma queda nas despesas com juros, por causa da redução na taxa Selic no período. Déficit zero Haddad confirma meta de déficit zero e que salário mínimo deve ser de R$ 1.502 em 2025 O governo federal definiu a meta de zerar o déficit fiscal em 2024. Isso quer dizer que despesas e receitas devem ser equivalentes, com um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual, algo em torno de R$ 28 bilhões. O equilíbrio das contas é considerado importante pelo mercado financeiro para evitar um aumento da dívida brasileira. Segundo o colunista do g1 do Valdo Cruz, a ala econômica do governo federal considera anunciar um bloqueio de R$ 10 bilhões no próximo dia 22. Contudo, os primeiros cálculos indicam a necessidade de cortar R$ 21 bilhões do orçamento.
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17/07 - Smart Fit compra rede de academias Velocity por R$ 183 milhões
Objetivo é expandir a rede da companhia com a abertura de novas lojas. Unidade da Smart Fit Divulgação/Facebook Smart Fit A Smart Fit anunciou a compra da rede de academias Velocity por R$ 183 milhões. A aquisição amplia o portfólio de modalidades do segmento de Studios da companhia, que também é dona das marcas Race Bootcamp, One Pilates, Vidya, Jab House e Tonus Gym. Segundo a empresa, a aquisição vem para consolidar o Grupo Smart Fit "como líder no segmento de estúdios fitness premium". Além da marca “Velocity”, que oferece aulas coletivas de spinning, o grupo também possui estúdios voltados ao treinamento funcional. "O objetivo é expandir toda a rede com a abertura de novas lojas", informou em nota oficial, destacando que nada deve mudar para os clientes. Em comunicado oficial divulgado ao mercado na véspera, a Smart Fit afirmou que o fechamento da transação estará "sujeito ao cumprimento das condições precedentes usuais para esse tipo de operação no mercado". "Além disso, o valor da transação ainda está sujeito a ajustes usuais para esse tipo de transação a serem determinados e acordados entre as partes", disse a empresa em nota. A companhia ainda esclareceu, no documento, que "por se tratar de aquisição efetuada por suas subsidiárias operacionais, ambas companhias fechadas, a efetivação da transação não depende de deliberação por parte da assembleia-geral" e que também não irá proporcionar direito de recesso aos seus acionistas. Direito de recesso é quando o acionista pode se retirar da companhia por meio do reembolso de suas ações. Normalmente isso acontece quando o investidor não concorda com as decisões da assembleia-geral da empresa ou com eventuais alterações significativas em sua organização. Fundado em 2014, o grupo Velocity é a maior rede de estúdios fitness de spinning do Brasil e conta atualmente com 82 unidades, sendo 77 são franquias. Segundo a Smart Fit, a Velocity possui uma série de vantagens competitivas, que incluem: produto e experiência diferenciados; força da marca, que se tornou sinônimo de categoria; e capilaridade, com uma rede extensa de unidades espalhadas pelas principais capitais e cidades do país. No acumulado de 12 meses até abril deste ano, a Velocity apresentou uma receita líquida de R$ 35,6 milhões e lucro líquido de R$ 10,1 milhões. G1 em 1 Minuto: Levantar peso na academia ajuda a carregar as sacolas do mercado?
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17/07 - Nubank tem falha no app, e clientes relatam dificuldades nas redes sociais
Segundo o site Downdetector, mais de 700 reclamações já tinham sido feitas perto das 11h. Aos clientes, banco diz que aplicativo passa por uma 'oscilação'. Logotipo de Nubank na sede do banco em São Paulo, Brasil, 19 de junho de 2018 Paulo Whitaker/Reuters O aplicativo do Nubank apresentava instabilidade na manhã desta quarta-feira (17). Com falha de login e sem conseguir completar operações no internet banking, clientes do banco reclamavam nas redes sociais. O site Downdetector, que acusa problemas em canais digitais, apontava pelo menos 700 reclamações. Site Downdetector mostra falha no app do Nubank por volta das 11h Reprodução/Downdetector Procurado, o Nubank ainda não informou o que houve com o app. Aos clientes, o banco informa nas redes que está passando por "uma oscilação em nosso aplicativo" e que está empenhado em solucionar e encerrar a questão. "Lamentamos por isso e pedimos que tente entrar no aplicativo novamente mais tarde", diz o post do banco. Nas redes sociais, vários clientes do banco reclamavam do aplicativo. Veja abaixo: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Golpe do 'PIX errado': saiba como os criminosos agem e como não ser enganado
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17/07 - Dólar sobe e fecha a R$ 5,48, após falas de Lula e com Livro Bege do Fed no radar; Ibovespa sobe
A moeda norte-americana avançou 1%, cotada em R$ 5,4833. Já o principal índice de ações da bolsa opera em alta. Cédulas de dólar Pexels O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (17), com a reação dos investidores às novas falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o quadro fiscal do país. Além disso, o mercado continuou a avaliar a participação do diretor de política monetária do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, em um evento, ontem. Novos balanços corporativos do dia também ficaram no radar. No exterior, atenção aos dados econômicos norte-americanos, à medida que o mercado segue atento a eventuais sinais sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos. Com isso, também há expectativa pela divulgação do Livro Bege pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O documento é um relatório desenvolvido em conjunto pelas 12 filiais regionais da instituição e serve como um termômetro da economia dos EUA. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, também opera em alta. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar subiu 1%, cotado em R$ 5,4833. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4879. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: alta de 0,96% na semana; recuo de 1,88% no mês; avanço de 13% no ano. Na véspera, a moeda fechou em queda de 0,30%, cotada em R$ 5,4288. Ibovespa O Ibovespa avançou 0,26%, aos 129.450 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 0,43% na semana; ganhos de 4,47% no mês; perdas de 3,53% no ano. Na véspera, o índice teve queda de 0,16%, aos 129.110 pontos. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? O principal destaque desta quarta-feira no ambiente doméstico continuou sendo o quadro fiscal brasileiro. Após declarações de Galípolo na véspera, que reafirmaram que as expectativas de inflação passam por uma revisão e que o cenário de juros mais altos por mais tempo nos EUA fortalece o dólar, o presidente Lula voltou a ficar sob os holofotes. Em entrevista feita para a "TV Record", o presidente afirmou que não é obrigado a cumprir a meta fiscal e que ainda precisa ser convencido sobre um eventual corte de gastos em 2024. Lula, por outro lado, disse que a meta de déficit zero (com despesas e receitas equivalentes) não está descartada e se comprometeu a cumprir o arcabouço fiscal. "As falas do presidente acabaram reacendendo preocupações sobre o compromisso do governo sobre a gestão fiscal e a manutenção das regras fiscais vigentes", afirmou a estrategista de investimentos da XP, Rachel de Sá, durante morning call da companhia. Após a entrevista de Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, veio a público para reiterar o compromisso do governo com o cenário fiscal. A jornalistas, o ministro afirmou que a equipe econômica avalia quanto bloqueio e contingenciamento terá que fazer em 2024 no Orçamento para cumprir as regras do arcabouço, destacando que og voerno ainda pode revisar para cima a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano. A estimativa atual é de 2,5%. Além disso, investidores ainda aguardam novos desdobramentos sobre a votação da reforma tributária no Senado e sobre a proposta de aumentar a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para compensar a desoneração da folha. Na véspera, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até 11 de setembro o prazo para que o Congresso analise medidas voltadas para este último tema. Já no exterior, o foco do mercado fica com a divulgação do Livro Bege do Fed, uma espécie de relatório feito de forma conjunta pelas 12 filiais da instituição e que serve como um termômetro da economia norte-americana. Nesta quarta-feira, dirigentes da instituição voltaram a fazer comentários sobre a possibilidade de cortes de juros em breve. O diretor do Fed Christopher Waller disse, por exemplo, que o país está "se aproximando" do momento de redução das taxas. "Acredito que os dados atuais sejam consistentes com a realização de um 'pouso suave', e procurarei dados nos próximos meses que reforcem essa visão", afirmou. Na agenda, novos dados econômicos dos Estados Unidos e balanços corporativos também ficam sob os holofotes. Segundo o Departamento do Comércio norte-americano, a construção de residências unifamiliares nos EUA caiu 2,2% em junho, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 980 mil unidades. Ainda assim, a leitura é que os dados podem melhorar à frente, em meio ao otimismo sobre o início do corte de juros pelo Fed em setembro. Já a produção nas fábricas dos EUA aumentaram 0,4% em junho, acima do esperado e contribuindo para consolidar uma forte recuperação no segundo trimestre. Os dados são do Fed. Por fim, os sinais de favoritismo do ex-presidente Donald Trump na corrida eleitoral norte-americana também continuam a fazer preço nos mercados. No último sábado, o ex-presidente Donald Trump sofreu um atentado a tiros enquanto discursava em um comício em Butler, no estado da Pensilvânia. Ele foi atingido na orelha direita enquanto falava e o evento foi interrompido. O ocorrido aumentou o nível de incertezas em torno da corrida eleitoral norte-americana, uma semana após o outro candidato à presidência dos EUA, o democrata Joe Biden, ter sofrido pressões para desistir de sua candidatura. Após o ataque, o bitcoin disparou e voltou a ficar acima dos US$ 62 mil (aproximadamente R$ 338 mil). Nesta quarta-feira (17), os antigos rivais de Trump para a indicação presidencial republicana, Nikki Haley e Ron DeSantis manifestaram total apoio à sua candidatura na convenção do partido. *Com informações da agência de notícias Reuters.
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17/07 - Cadastro Único: veja como se inscrever para ter acesso a benefícios sociais
O CadÚnico é o principal instrumento para a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais, como o Bolsa Família, a Tarifa Social de Energia Elétrica e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Aplicativo do Cadastro Único (CadÚnico) - Goiás Reprodução/TV Anhanguera O Cadastro Único (CadÚnico) é o principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas como o Bolsa Família, a Tarifa Social de Energia Elétrica e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). As informações também são utilizadas pelos estados e pelos municípios para implementação de políticas públicas. ▶️ É importante destacar que: Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática em programas sociais, já que cada um deles tem suas regras específicas. No entanto, é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. LEIA MAIS DE 'FICA A DICA' Bolsa Família 2024: veja calendário de pagamentos em julho Bolsa Família: quem tem direito e quais os critérios para receber o benefício Seu CPF tem pendências? Veja como fazer consulta e deixá-lo em situação regular Caixa Tem: esqueceu a senha? Veja como recuperar e acessar o aplicativo Quem pode se cadastrar? Podem se inscrever no Cadastro Único famílias que têm renda mensal de até meio salário-mínimo (R$ 1.412) por pessoa — o equivalente a R$ 706. Para calcular o valor, basta somar a renda de todos e dividir pelo número de pessoas que compõem a família. O CadÚnico também atende a comunidades tradicionais e a grupos específicos, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos e população em situação de rua. Como se inscrever no Cadastro Único As inscrições podem ser feitas pessoalmente, em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou outro posto de atendimento do município. O cadastro é gratuito. Para a efetivação da inscrição, o responsável precisa levar ao local de atendimento os CPFs de todas as pessoas da família que moram na casa, além de documento com foto do responsável familiar e comprovante de residência. A inscrição no Cadastro Único é realizada somente de forma presencial. Há, no entanto, a possibilidade para realização de um pré-cadastro. Veja o passo a passo: 1. Pelo site ou aplicativo O pré-cadastro pode ser feito por meio do aplicativo do Cadastro Único ou pelo site gov.br. Vale lembrar que essa etapa é opcional, com o objetivo de agilizar o atendimento. O cidadão pode, se preferir, fazer todo o cadastramento diretamente no posto de atendimento do Cadastro Único. 2. Procure um CRAS ou posto do Cadastro Único Após o preenchimento do pré-cadastro, o usuário tem 120 dias para comparecer a um Posto de Atendimento do Cadastro Único para apresentar os documentos de identificação obrigatórios das pessoas da família e complementar outros que sejam essenciais. A apresentação de documentos e a complementação de informações é necessária para que o cadastro seja concluído e o cidadão possa ter direito a solicitar benefícios sociais. No CRAS, é possível se informar como o cadastramento pode ser feito. Existem casos em que é necessário agendar o atendimento por meio de uma central. De toda forma, por meio do CRAS, o cidadão saberá os passos para realizar a entrevista para acesso ao benefício. É possível verificar os endereços do CRAS de cada município no link: https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/mops/. Bolsa Família 2024: pagamentos começam nesta quinta-feira; veja calendário 3. Documentação necessária A pessoa que fará o cadastramento é chamada de responsável familiar. É necessário que ela leve seu CPF ou título de eleitor, e apresente pelo menos um documento para cada pessoa da família entre os listados abaixo: Certidão de Nascimento; Certidão de Casamento; CPF; Carteira de Identidade – RG; Carteira de Trabalho; Título de Eleitor; Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) – somente se a pessoa for indígena. Os responsáveis por famílias indígenas ou quilombolas não precisam apresentar o CPF ou título de eleitor caso não tenham, mas devem levar outro documento de identificação entre os listados acima. Pessoas sem documentação ou sem registro civil podem se inscrever no Cadastro Único, mas não poderão ter acesso a programas sociais até que possuam a documentação necessária. 4. Entrevista de cadastramento Ao procurar o atendimento do Cadastro Único, seja no CRAS ou em um posto do Cadastro Único, a etapa mais importante que o responsável familiar deve realizar é a entrevista. Um entrevistador social, que é um funcionário da prefeitura, fará perguntas sobre vários aspectos da realidade da família, incluindo: Quem faz parte dela; Quais as características do domicílio; Quais as despesas; Qual o grau de escolaridade dos integrantes; Entre outros pontos. O entrevistador deve solicitar a assinatura do responsável familiar no formulário preenchido ou impresso e entregar um comprovante de cadastramento. 5. Confirmação do cadastramento: atribuição do NIS Ao inserir os dados da família no Sistema de Cadastro Único pela primeira vez, o sistema fará checagens para verificar se as pessoas da família já possuem um NIS. Se não tiverem, será atribuído um a elas. O NIS é o Número de Identificação Social. Apenas pessoas que têm o NIS atribuído podem participar de programas sociais. Esse processo pode demorar até 48 horas e tem como objetivo garantir que cada pessoa cadastrada é única. Atualização dos dados Quando a família se inscreve no Cadastro Único, ela se compromete a atualizar os dados sempre que há uma mudança nas características da família (morte de alguém, nascimento, separação, casamento) ou mudança de domicílio. Nesse caso, o próprio cidadão busca espontaneamente um CRAS ou posto do Cadastro Único para atualizar seus dados. Mas o poder público, por meio do governo federal ou municipal, também pode convocar as famílias, por meio de cartas, extratos ou telefonemas, para fazer a atualização. ​Com suas informações atualizadas, é possível identificar exatamente a situação em que a família se encontra para a participação nos programas sociais do governo. Informações cadastrais corretas também são importantes para que os beneficiários possam receber os comunicados dos programas. Consulta aos dados Por meio da plataforma gov.br, é possível saber se a família está cadastrada no CadÚnico ou se precisa atualizar os dados. A ferramenta também permite saber se o cadastro da família está em algum processo de averiguação, o que exige nova atualização. As pessoas podem denunciar casos em que o setor do Cadastro Único não queira fazer o cadastramento. Basta entrar em contato com a Ouvidoria do Ministério da Cidadania, pelo telefone 121. Comprovante de inscrição Existem três formas de emitir o documento que comprova a sua inscrição no Cadastro Único. São elas: Pela internet, através do endereço https://cadunico.dataprev.gov.br; Pelo aplicativo, disponível para download para Android e iOS; De forma presencial, nos postos de atendimento do Cadastro Único no município.
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17/07 - Frutas falsas? Feitas na impressora 3D? O mistério dos frutos com texturas elásticas, polpas secas e cascas soltas que virou trend
Reclamações têm provocado uma série de especulações no TikTok. Mas, segundo um pesquisador da Embrapa, problemas estão relacionados às técnicas de prolongamento da vida útil dos frutos. Estrangeiros reclamam da má qualidade das frutas e vídeos viram trend Cascas se desfazendo, polpas sem suculência e texturas emborrachadas. Essas são algumas das queixas, feitas principalmente por norte-americanos, que têm provocado um novo burburinho no TikTok: a trend das frutas "fakes". 🕵️‍♂️ Mas será que realmente elas são falsas? Nos vídeos, internautas mostram a dificuldade de consumir melões, bananas e abacates. Um dos vídeos mais reproduzidos foi feito por uma moradora de Seattle, nos Estados Unidos. Na gravação, com quase 3 milhões de visualizações, ela conta que havia cortado uma melancia para as filhas. "Vi vídeos suficientes de melancias borrachudas. Não acredito que ganhei uma (...) tem que dobrá-la antes que quebre. Elas [filhas] não vão comer isso", contou a mulher, que pagou o equivalente a R$ 45 pela fruta. A utilização de impressoras 3D para produzir frutas e o uso excessivo de agrotóxicos foram algumas das suposições levantadas pelos internautas para explicar o fenômeno. Porém, a resposta é mais simples do que parece, segundo Márcio Eduardo Canto Pereira, pesquisador da Embrapa (empresa de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura). Como esse casos têm sido registrados em países com poucas fruticulturas próprias, ele acredita que os problemas são resultados de técnicas inadequadas para prolongar a vida útil e maturação dos frutos durante a exportação. A colheita de alimentos ainda imaturos, o resfriamento e a pulverização de inibidores de hormônios responsáveis pela maturação são alguns desses métodos (entenda mais abaixo). Abaixo, o g1, entenda esse fenômeno através dos seguintes pontos: Por que as frutas ficam com textura emborrachada? Como funcionam as técnicas que prolongam a vida útil das frutas? Como escolher frutas saudáveis? 🍉 Por que as frutas ficam com textura emborrachada? As frutas que são destinadas à exportação têm o processo de maturação alterado para que resistam ao tempo de viagem e cheguem em boas condições de consumo ao país de destino, explica Márcio. É o caso, por exemplo, dos frutos brasileiros que são levados de navio até a China. Esse percurso pode demorar até 30 dias. Os métodos mais comuns para prolongar a vida útil são a realização da colheita de frutas ainda "verdes", o resfriamento delas e aplicação de um produto que inibe a ação do etileno - um hormônio vegetal que estimula o amadurecimento. Estrangeiro reclamam da qualidade de melancia, abacate e melão TikTok/ Reprodução Leia também Governo divulga lista de lotes de marcas de café impróprios para consumo A combinação dessas técnicas, quando feita de forma inadequada, pode afetar a qualidade dos frutos. Algumas das consequências são polpas com texturas marrentas e elásticas, a perda do sabor e o aparecimento de manchas nas cascas "Não é um problema comum, mas pode acontecer (...) Para ter certeza, o ideal era fazer um rastreamento das frutas com problemas e identificar a origem". ☣️ Como funcionam as técnicas que prolongam a vida útil das frutas? A aplicação do inibidor de etileno (hormônio responsável pelo amadurecimento) é feita, normalmente, através da forma gaseficada. Ou seja, dentro de uma câmara fria, ele é disperso pelo ar e as suas partículas ficam sobre as frutas. Ao entrar em contato com elas, o produto estima uma substância receptora que inibe a ação do etileno, explica o pesquisador da Embrapa. Na série "De onde vem o que eu como", o g1 acompanhou esse processo no cultivo de bananas (clique aqui para assistir). O uso dos inibidores aumenta a vida útil de frutas, fator que viabiliza a comercialização em mercados distantes dos países produtores. Porém, a dosagem inadequada pode trazer efeitos indesejáveis. "Esse gás tem concentrações baixas e é autorizado pelos órgãos regulamentadores. Porém, a dosagem inadequada pode sim afetar a qualidade das frutas, como a perda do aroma e mudança da textura". Outra técnica usada é o resfriamento das frutas pós-colheita em câmaras frias. A temperatura ideal varia de uma espécie para a outra, mas a maioria é submetida a 14ºC. "As baixas temperaturas reduzem a atividade metabólica dos frutos porque eles precisam consumir menos reservas e envelhecem mais devagar", conta Márcio. "Existem uma temperatura e um período de segurança em que as frutas podem ser armazenadas. Se temos temperaturas abaixo disso, também pode acarretar na perda da textura, aroma e coloração da casca". 🧺 Como escolher frutas saudáveis? Problemas como os de textura emborrachada são internos e geralmente não vêm associados a aparência externa do fruto, o que dificulta sua detecção, explica o pesquisador da Embrapa. Apesar disso, é possível tomar alguns cuidados como: Escolher frutas sem enrugamentos e grandes manchas escurecidas; Observar a coloração, que não deve estar acinzentada ou descolorida; Verificar se o aroma é característico da fruta. Além disso, é recomendável realizar compras em estabelecimentos confiáveis, que adotam boas práticas de manuseio dos frutos e que, historicamente, oferecem produtos de qualidade e de fornecedores produtores idôneos. Frutos com texturas elásticas, polpas secas e cascas soltas virou trend TikTok/ Reprodução Leia ainda Você sabe escolher frutas e hortaliças? Veja 10 dicas Assista Brasil precisa importar arroz? Por que o preço subiu mais de 20% em um ano? Por que uma vaca brasileira se tornou a mais cara do mundo Carne vermelha apodrece no intestino? Saiba o que é real e o que é falso sobre o alimento
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17/07 - Governo reformula Voa Brasil e deve lançar programa com foco apenas em aposentados
Iniciativa vem sendo adiada desde o ano passado. Alunos do Prouni não devem mais ser incluídos no programa, que ofertará passagens aéreas por até R$ 200. O programa Voa Brasil, que deverá proporcionar passagens aéreas de até R$ 200, deverá ter uma primeira fase focada apenas em aposentados. Inicialmente, o governo previa que o público do programa seria mais amplo e também incluiria alunos do Programa Universidade Para Todos (Prouni) – de bolsas universitárias para alunos de baixa renda. Porém, o governo federal quer, primeiro, avaliar o resultado da oferta de passagens. No primeiro ano, devem ser colocados à venda 3 milhões de bilhetes. A previsão mais recente é que o Voa Brasil seja lançado até o fim de julho, mas esse prazo ainda depende de aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ter direito à compra, o aposentado não pode ter viajado de avião nos últimos 12 meses. Será criado site para facilitar a busca pelos bilhetes oferecidos a até R$ 200 pelo trecho e, segundo integrantes do governo envolvidos nas discussões, o aposentado precisará entrar com o cadastro do gov.br. Com base nessas informações, o sistema já saberá se a pessoa viajou de avião ou não no último ano. Quando encontrar uma passagem que deseja, o aposentado será redirecionado pelo portal para o site da própria companhia aérea, já na parte para finalizar a compra. Essa foi uma forma encontrada para dar mais segurança e evitar que essas pessoas sejam vítimas de golpes. Atualmente, há mais de 23 milhões de aposentados no Brasil. O governo chegou a pensar em limitar o programa a quem recebesse até dois salários mínimos. Mas cerca de 85% dos aposentados já estão dentro desse critério. Programa Voa Brasil tem histórico de adiamentos Leia também: Programa Voa Brasil é adiado mais uma vez; governo prevê lançamento para depois do Carnaval 'Voa Brasil', regras para trabalho por aplicativo, fila do INSS zerada: projetos do governo que não saíram do papel em 2023 Acordo com companhias Não haverá gasto de dinheiro do Orçamento federal para reduzir o custo das passagens para quem comprar pelo Voa Brasil. O trabalho do governo foi costurar com as companhias áreas um acordo para que ofereçam os bilhetes a esse preço para quem não viajou nos últimos 12 meses. O argumento do governo é que essas pessoas vão ocupar vagas ociosas nos aviões. Segundo dados levantados por auxiliares do presidente Lula, a aviação civil movimentou aproximadamente 112 milhões de passageiros no ano passado. Desse total, cerca de 12% (mais de 13 milhões) das passagens foram vendidas por até R$ 200. A expectativa é que os 3 milhões de bilhetes do Voa Brasil façam essa fatia crescer, pois as empresas aéreas ocupariam os lugares vazios nos aviões com aposentados que não costumam viajar. Atraso O Voa Brasil foi anunciado em março de 2023 pelo então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, que deixou a pasta sem lançar o programa. Silvio Costa Filho assumiu o ministério em setembro e, em dezembro, disse que a iniciativa só sairia do papel em 2024. França assumiu, no início deste ano, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. O Voa Brasil vem sendo discutido pelo governo desde o ano passado, mas ainda não saiu do papel. O assunto voltou a ser tratado entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a Casa Civil nos últimos dias. A expectativa é que, após o aval de Lula, o programa seja lançado e comece a funcionar logo em seguida –talvez até no mesmo dia.
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17/07 - +Milionária pode pagar R$ 245 milhões nesta quarta-feira
Apostas podem ser feitas até as 19h em casas lotéricas, pelo site da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do banco. Volantes da +Milionária Rafael Leal /g1 O concurso 164 da +Milionária pode pagar um prêmio de R$ 245 milhões para quem acertar seis dezenas e dois trevos. O sorteio ocorre às 20h desta quarta-feira (17), em São Paulo. No concurso do último sábado (13), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a +Milionária custa R$ 6 e pode ser realizada até as 19h em casas lotéricas, pelo site da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do banco. A +Milionária soma dois sorteios semanais: às quartas e sábados. +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Sobre a +Milionária As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo acima) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que podem chegar a R$ 83,1 mil. A +Milionária se destaca por oferecer o prêmio principal mínimo de R$ 10 milhões por sorteio e por possuir dez faixas de premiação. Saiba mais aqui.
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17/07 - Fachin prorroga até setembro prazo para o Congresso analisar medidas que compensam a desoneração da folha de empresas
Fachin atendeu a um pedido feito pelo governo e Senado, que não chegaram a um consenso sobre essas medidas. Governo busca uma maneira de compensar a perda de arrecadação com a desoneração. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou até 11 de setembro o prazo para que o Congresso analise medidas para compensar a desoneração da folha de pagamento de empresas. Fachin atendeu a um pedido feito pelo governo e Senado, que não chegaram a um consenso sobre essas medidas, já que o governo busca uma maneira de compensar a perda de arrecadação. O prazo dado pelo Supremo terminava na sexta-feira (19). A desoneração da folha de pagamento foi aprovada no fim de 2023 pelo Congresso e vale até 2027. Ela abarca 17 setores da economia, que estão entre os que mais empregam. Entidades do setor produtivo argumentam que a desoneração ajuda a manter empregos e impulsionar a economia do país. Entre as medidas propostas pelo Senado, estão: repatriação de recursos depositados no exterior por brasileiros, mediante pagamento de Imposto de Renda uma espécie de refinanciamento de multas aplicadas por agências reguladoras utilização de recursos depositados em contas judiciais abandonados Se governo e o Senado fecharem um acordo, o projeto deverá ser votado no início de agosto. Na decisão, Fachin ressaltou que o caso tem urgência para ser analisado durante o recesso da Corte "em razão do impacto social e econômico dos dispositivos questionados, pois as medidas fiscais afetam setores que mais empregos geram, assim como atinge a folha de pagamento de inúmeros Municípios". Segundo o ministro, cabe à política a construção de solução adequada e eficiente que permita a apresentação de razões e a composição de interesses disponíveis, principalmente que envolvam à dimensão econômica da vida social. Fachin disse ainda que a política deve promover a disputa e o diálogo e a busca da melhor solução que respeite a Constituição. "A construção dialogada da solução não permite o açodamento e requerem o tempo necessário para o diálogo e para a confecção da solução adequada", escreveu o ministro.
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16/07 - Mega-Sena, concurso 2.749: prêmio acumula e vai a R$ 47 milhões
Veja os números sorteados: 08 - 25 - 27 - 38 - 43 - 44. Quina teve 43 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 58.239,89. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio Marcelo Brandt/G1 O sorteio do concurso 2.749 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (16), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 47 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 08 - 25 - 27 - 38 - 43 - 44 5 acertos - 43 apostas ganhadoras: R$ 58.239,89 4 acertos - 3.843 apostas ganhadoras: R$ 930,93 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (18). Mega-Sena, concurso 2.749. Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal — acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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16/07 - Haddad diz que é 'provável' que Fazenda revise para cima projeção de alta do PIB em 2024
O PIB (produto interno bruto) é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país e reflete, entre outros fatores, o aquecimento ou desaceleração da atividade econômica. Atualmente, a previsão do Ministério da Fazenda está em 2,5%. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o ministério deve revisar para cima a projeção do PIB deste ano. O PIB (produto interno bruto) é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país e reflete, entre outros fatores, o aquecimento ou desaceleração da atividade econômica. Atualmente, a previsão do Ministério da Fazenda está em 2,5%. Em 2023, o PIB foi de 2,9%. O ministro da Fazenda deu as declarações durante uma reunião com empresários do setor alimentício no Palácio do Planalto com o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros da Casa Civil, Agricultura e Desenvolvimento Agrário, além do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. "O Aloizio [Mercadante] falava agora há pouco que a Fazenda talvez tenha que rever a projeção do PIB deste ano. O que é provável que aconteça", disse Haddad. Apesar das enchentes no Rio Grande do Sul, que afetou um estado responsável por quase 8% do PIB brasileiro, Haddad destacou que a economia do país continua crescendo. PIB gaúcho cresce 4,1% no primeiro trimestre de 2024 "Tudo indica que mesmo com a calamidade no Rio Grande do Sul, a economia não parou de crescer, mesmo com a trava externa, as preocupações com o FED, a repercussão no nosso Banco Central aqui, a economia continua crescendo", afirmou o ministro. Haddad explicou que a equipe econômica procura sempre adotar uma abordagem cautelosa ao fazer previsões, para evitar surpresas negativas. "Nós sempre somos parcimoniosos porque a gente não quer também sofrer revés", comentou. Mesmo assim, ele entende que o PIB será maior que o previsto. Leia também: Correção do FGTS ao menos pela inflação já valerá para distribuição de lucros em agosto PIB do Brasil sobe 0,8% no 1° trimestre de 2024 puxado por comércio, diz IBGE Ibovespa encerra sequência de 11 altas, mas sobe 8,4% em 30 dias; entenda a melhora no último mês Justificativas para o otimismo Segundo Haddad, a expansão do crédito é um dos fatores que continuam fazendo a atividade econômica do Brasil crescer. Além disso, o ministro acha que o setor empresarial está aquecido e acelerado na conclusão de negócios. "A economia continua crescendo e isso se deve ao espírito empreendedor", afirmou Haddad.Ao espírito empreendedor do empresário do setor produtivo. Eu tenho certeza do que eu vou dizer, o setor produtivo está creditando no Brasil e para que essa profecia que vocês estão fazendo nos seus próprios negócios se realize socialmente, nós temos que verbalizar mais o que está acontecendo", completou o ministro.
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16/07 - Governo e Senado não chegam a acordo, e Pacheco pede mais prazo para analisar compensações à desoneração da folha
Por determinação do STF, governo e Congresso devem buscar uma maneira de compensar as perdas de arrecadação decorrentes da medida. Ambos os lados concordaram em pedir prazo maior para o tribunal. O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), informou nesta terça-feira (16) que o governo e o Senado decidiram pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) extensão do prazo para analisar medidas que buscam compensar a desoneração da folha de pagamento de empresas. As medidas foram enviadas pelo governo ao Congresso. A decisão foi tomada após governo e Senado não chegarem a um consenso sobre essas medidas. A desoneração da folha de pagamento foi aprovada no fim de 2023 pelo Congresso e vale até 2027. Ela abarca 17 setores da economia, que estão entre os que mais empregam. Entidades do setor produtivo argumentam que a desoneração ajuda a manter empregos e impulsionar a economia do país. Por se tratar de uma medida que diminui impostos, o governo busca uma maneira de compensar a perda de arrecadação. Nesse sentido, foram enviadas propostas para o Congresso, que deveriam ser votadas até julho, de acordo com determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, governo e Senado concordaram com estender esse prazo. "Nós ajustamos com o governo federal, através da Advocacia-Geral da União e a nossa Advocacia-Geral do Senado Federal, que pudéssemos encaminhar uma petição conjunta ao STF, ao ministro Cristiano Zanin [relator], para que, na linha do que foi a sua última decisão, outorgando um prazo de 60 dias para que houvesse a apresentação das contas de compensação, que tivéssemos uma provocação desse prazo, até o dia 30 de agosto", afirmou Pacheco. Ao anunciar o adiamento, Pacheco chamou de “constrangedora” a proposta feita pelo governo para compensar a desoneração, que propunha aumento de 1% na alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) por dois anos. "É no mínimo constrangedor imaginar um projeto de desoneração da folha de pagamento que visa reduzir e diminuir a incidência tributária sobre uma pessoa jurídica para estimular a geração de emprego ser compensada na outra conta para aquela mesma empresa com aumento de impostos", afirmou o presidente do Senado. O presidente do Senado ainda ponderou que as propostas apresentadas pelo Senado poderiam rever o deficit de arrecadação causado pela desoneração e que com elas, não seria necessário aumento na carga tributária. Entre as medidas propostas pelo Senado, estão: ▶️ repatriação de recursos depositados no exterior por brasileiros, mediante pagamento de Imposto de Renda ▶️ uma espécie de refinanciamento de multas aplicadas por agências reguladoras ▶️ utilização de recursos depositados em contas judiciais abandonados “E as sugestões foram dadas pela presidência do Senado Federal, em relação a fonte de arrecadação que não continha aumento de imposto, nem aumento de alíquota, nem a criação de novos impostos, mas fonte de arrecadação de sustentáveis que buscam uma melhora do ambiente de negócios em favor do contribuinte brasileiro”, argumentou Pacheco. Valdo Cruz: Pacheco tem plano B para MP da desoneração Vai e volta da desoneração O Congresso Nacional aprovou, no ano passado, a prorrogação da desoneração da folha para 17 setores da economia intensivos em mão de obra até o fim 2027. Desde então, o tema virou uma queda de braço entre Executivo e Legislativo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou os trechos da lei, mas depois os parlamentares derrubaram o veto. Sem vitórias no Congresso sobre o tema, em abril, o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a legislação. Decisão individual (monocrática) do ministro Cristiano Zanin suspendeu a lei. Com isso, o Senado apresentou recurso. Para o governo, o Congresso não poderia ter prorrogado o benefício sem apresentar uma fonte de receita para custeá-lo, como manda a Lei de Responsabilidade Fiscal. Por conta da judicialização do tema, o acordo firmado entre equipe econômica e o Congresso foi homologado no STF. O ministro Fernando Haddad se comprometeu a apresentar formalmente a solução na Justiça até 20 de maio, data em que as empresas seriam obrigadas a pagar a contribuição previdenciária com a alíquota cheia de 20%, caso a equipe econômica e o Congresso não tivessem chegado a um consenso. Mas antes disso, em 9 de maio, governo federal e Senado chegaram a um acordo sobre como ficaria estabelecida a desoneração dos setores. A partir de 2025, as empresas voltarão a contribuir com a Previdência, com imposto de 5% sobre o total da remuneração dos funcionários. Haverá um crescimento gradual da alíquota, que vai atingir 20% em 2028. Hoje, a regra permite que empresas de 17 segmentos substituam esse pagamento, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta do empreendimento, que varia de 1% a 4,5%, de acordo com o setor e serviço prestado.
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16/07 - Ministério de Minas e Energia adia em 45 dias entrada em vigor de acordo com empresa do grupo J&F
Motivo é que o TCU pediu para analisar o acordo. Informação consta em documento enviado pela pasta ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao qual o g1 teve acesso. O acordo entre o Ministério e a Âmbar O Ministério de Minas e Energia adiou em 45 dias a entrada em vigor de um acordo que beneficia a empresa do grupo J&F, Âmbar Energia. A informação consta em documento enviado pela pasta ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao qual o g1 teve acesso. O grupo J&F é dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O acordo entraria em vigor na próxima segunda-feira (22). Mas o ministério resolveu adiá-lo para que os termos sejam analisados pelo TCU. Assim, a nova data de entrada em vigência é 30 de agosto. "Considerando que o acordo entrará em vigor no próximo dia 22/07/24, parece evidente que a oitiva determinada pelo Sr. Ministro, ainda que ocorra até o final desta semana, não permitirá ao TCU examinar, com a profundidade de praxe, os termos da representação, ainda que a motivação do acordo, bem como suas justificativas técnicas e jurídicas já estejam em posse do Tribunal há quase 60 (sessenta) dias", diz o documento. O que diz o acordo O acordo em questão trata da contratação, pelo governo, de usinas termelétricas da Âmbar Energia no Leilão Emergencial de 2021, no auge da crise hídrica. Naquele momento, o governo realizou um leilão às pressas para contratar usinas novas, com entrada em operação em maio de 2022. A Âmbar adquiriu quatro projetos de usinas que haviam vencido o certame, mas não conseguiu entregá-los a tempo. A penalidade, nesse caso, seria multa e cancelamento do contrato. Depois de um imbróglio na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o caso foi parar no Tribunal de Contas da União (TCU). A Corte de Contas havia criado uma secretaria para resolução de disputas, a SecexConsenso, que assumiu os casos do Leilão Emergencial em busca de acordo entre governo e empresas. O caso da Âmbar não chegou a ser votado no tribunal. Mas as discussões na SecexConsenso serviram de base para a celebração de um acordo que permitia à Âmbar manter o contrato das usinas, com pagamentos pelo governo, mesmo diante do atraso na entrega. Argumento do governo O governo argumenta que haveria uma redução de custos aos consumidores, na ordem de R$ 1 bilhão. Isso na comparação com os contratos anteriores das usinas --que poderiam ser cancelados pelo atraso. Já a remuneração da Âmbar pela energia vendida será de cerca de R$ 9 bilhões. Na última quinta-feira (11), o Ministério Público junto ao TCU protocolou um pedido de suspensão do acordo por possíveis irregularidades. O TCU abriu um processo para analisar o pedido e, na segunda-feira (15), o ministro Benjamin Zymler determinou que o ministério, a Aneel e a Advocacia-Geral da União (AGU) enviem esclarecimentos no prazo de três dias. Procurado, o Ministério de Minas e Energia disse que "não comenta sobre o teor do acordo em andamento, antes da análise do mérito por parte do TCU. Afirmou ainda que o mesmo levará em conta a maior economia para o consumidor de energia e a segurança energética, buscando equidade com os demais acordos do PCS [Leilão Emergencial de 2021] já em vigor."
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16/07 - Ibovespa encerra sequência de 11 altas, mas sobe 8,4% em 30 dias; entenda a melhora no último mês
Reforço dos sinais de que os juros nos EUA podem cair e de que a equipe econômica deve dar mais atenção aos gastos públicos no Brasil fizeram o índice chegar mais perto de zerar as perdas de 2024. Ibovespa Burak The Weekender/Pexels O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em queda nesta terça-feira (16), mas teve um grande respiro neste mês de julho, com a melhora do ambiente macroeconômico local e internacional. Há um mês, no dia 17 de junho, o indicador anotava a pior pontuação do ano, com 119.138 pontos. No fechamento de terça-feira, chegou aos 129.110 pontos, uma alta de 8,4%. Até ontem, foram 11 altas consecutivas, igualando uma série de ganhos que não acontecia desde o início de 2018. Com a melhora, o Ibovespa caminha para zerar as perdas de 2024. O Ibovespa acumula uma queda de apenas 3,8% no ano. Há um mês, a queda acumulada era de 11,21%. O movimento, segundo especialistas consultados pelo g1, pode ser explicado por uma combinação fatores. São eles: O maior otimismo com o cenário de juros nos Estados Unidos; A melhora da percepção sobre o ambiente fiscal brasileiro; e A amenização das preocupações sobre a nova gestão do Banco Central e o futuro da Selic. Entenda nesta reportagem como cada um desses fatores afetou o Ibovespa e quais as expectativas do mercado à frente. Maior otimismo com os juros nos Estados Unidos Neste ano, o principal fator que tem mexido com os mercados de capitais ao redor do planeta é o quadro de juros norte-americanos. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) tinha encerrado 2023 com uma leitura bastante otimista, e indicava um possível corte de juros já nos primeiros meses de 2024. Com a indicação de que os preços estavam mais controlados e a atividade mais contida nos Estados Unidos, investidores chegaram a precificar que a instituição faria de seis a sete cortes nas taxas de juros ao longo deste ano. Mas, no primeiro semestre deste ano, houve uma mudança nas sinalizações do BC norte-americano, que penalizou os mercados no mundo todo. Os dados mostravam um mercado de trabalho bastante aquecido, que geram uma pressão extra nos preços ao consumidor do país. Além disso, a atividade econômica nos EUA não mostrava sinais de desaceleração. Assim, reacenderam as preocupações do Fed sobre a trajetória de inflação na maior economia do mundo, o que acabou postergando o início do ciclo de cortes de juros pela instituição. O início estava previsto inicialmente para março, mas até o momento o Fed não se mexeu. “Tivemos um reajuste de expectativas pelo mercado que fez reduzir a estimativa de seis ou sete cortes de juros pelo Fed para um ou dois cortes. Com isso, começamos a ver um cenário de taxas muito mais altos por mais tempo do que se esperava, o que acabou prejudicando o Brasil”, explicou a estrategista de ações de research da XP Investimentos, Jennie Li. O quadro de juros mais altos nos EUA também trouxe uma mudança nas carteiras dos investidores. Eles optaram por migrar seus recursos, tirando-os de ativos de risco (como ações) e colocando-os nos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano), que são considerados os mais seguros do mundo. Por aqui, ainda havia uma desconfiança de que o governo teria capacidade de colocar as contas públicas no lugar (saiba mais abaixo). A junção de cenários acabou diminuindo a atratividade das bolsas de valores aqui e no mundo. No Brasil, resultou em uma saída de mais de R$ 30 bilhões de recursos estrangeiros. Agora, no entanto, com dados econômicos mais comportados nos Estados Unidos, o quadro parece um pouco mais previsível. No último mês, houve uma nova onda de otimismo conforme dados de inflação mostraram menos ímpeto de subida e o mercado de trabalho se enfraqueceu. “Temos visto um aumento da probabilidade de corte de juros pelo Fed em setembro e as falas de Powell [presidente do Fed] também têm vindo em um tom mais positivo. E isso tem ajudado não só o Brasil, mas os emergentes em geral neste mês de julho”, disse o gestor de renda variável da Western Asset, Naio Ino. Na última segunda-feira (15), por exemplo, Powell afirmou que as leituras de inflação no segundo trimestre “aumentaram um pouco a confiança” de que os preços estão voltando à meta do Fed de forma sustentável. O comentário foi lido como uma sinalização de que o início dos cortes de juros pela instituição pode acontecer em breve. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, até esta terça-feira (16), o mercado apostava em uma probabilidade de 91,6% de que o Fed comece a reduzir as taxas em setembro. Com juros mais baixos, o fluxo se inverte: investidores saem de ativos seguros e passam a considerar a bolsa de valores. A melhora do cenário fiscal brasileiro Apesar de os números das contas públicas ainda não estarem incontestavelmente melhores, o mercado financeiro reagiu bem às últimas sinalizações da equipe econômica sobre as contas públicas. Para entender melhor, é preciso voltar no tempo. Em maio, as contas do governo federal registraram déficit (despesas maiores que despesas) de R$ 61 bilhões. Em resposta às cobranças do mercado financeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez diversas afirmações que contrariavam ou relativizavam a necessidade de um corte de gastos. Lula afirmou que a economia não podia deixar de lado o social e fez uma série de críticas à condução de juros por parte do Banco Central, além de ter indicado que o governo precisaria entender se a saída era o corte de gastos ou o aumento da arrecadação. Já no começo deste mês — e com um dólar que foi às alturas por conta da turbulência —, o tom de Lula mudou. O presidente veio a público e afirmou que “responsabilidade fiscal é compromisso” do governo, e que determinou que a equipe econômica cumpra o arcabouço fiscal. Naquele mesmo dia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que a equipe econômica deve continuar buscando a meta fiscal e anunciou um corte de R$ 25 bilhões em despesas obrigatórias a serem feitas no Orçamento de 2025. “Essa redução da 'temperatura' também acabou ajudando os mercados”, disse Ino, da Western Asset, destacando que outros fatores também trouxeram melhoras em papéis específicos. É o caso, por exemplo, do anúncio de alta nos preços de combustíveis pela Petrobras que, segundo ele, “tirou um pouco da percepção negativa do mercado em relação à companhia”. Isso porque havia temores por parte do mercado de que haveria intervenção do governo na política de preços da estatal, após a indicação de Magda Chambriard para a presidência da companhia. “Esse conjunto de notícias positivas acaba ajudando a nossa bolsa”, afirmou Ino. Haddad anuncia corte de R$ 25,9 bi em despesas e diz que Lula determinou que seja cumprido o arcabouço fiscal Menos preocupações sobre o BC e a Selic Por fim, outro motivo citado pelos especialistas como parte importante na melhora do Ibovespa dos últimos dias é a amenização das preocupações acerca da nova gestão do Banco Central e do futuro da taxa básica de juros brasileira, a Selic. No primeiro semestre, uma racha no Comitê de Política Monetária (Copom) do BC havia acendido o alerta para os investidores. Roberto Campos Neto, atual presidente da autarquia, precisou dar o voto de minerva após uma votação acirrada sobre o corte de juros. A divisão aumentou as incertezas sobre como seria a transição para a nova gestão do BC, com o novo mandato previsto para 2025. Como o g1 mostrou à época, a preocupação dos analistas era a de que os novos diretores passassem a optar por uma condução mais frouxa da política monetária, o que implicaria em uma inflação média mais alta e juros menores (à força) na economia. “Aquilo causou uma incerteza em relação à política monetária, mas a reunião do Copom de junho trouxe alívio”, explicou Li, da XP. “Eles viram que o Fed ia demorar para cortar juros, que as expectativas de inflação de médio e longo prazo estavam começando a desancorar e que fazia sentido fazer uma pausa nos cortes da Selic. Foi uma decisão unânime e técnica que acabou trazendo benefício para o mercado”, completou a especialista. O que esperar para o Ibovespa à frente? Segundo especialistas, além da melhora do cenário macroeconômico local e internacional, os preços ainda baixos na bolsa de valores brasileira ainda podem beneficiar o Ibovespa no curto prazo. Ainda assim, alertam que há muito a se desenrolar nos próximos meses. Estão no radar: O resultado da eleição presidencial norte-americana; O corte efetivo de juros dos EUA por parte do Fed; O cumprimento ou não das metas fiscais; A votação da reforma tributária; Os debates sobre o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para compensar a desoneração da folha, entre outros. “O mercado vai acompanhar de perto as discussões sobre contingenciamento e controle de despesas que o governo está sinalizando que vai fazer”, disse Ino, destacando que o peso que os dados de inflação e emprego nos Estados Unidos devem ter nos mercados globais também ficam na mira dos investidores.
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16/07 - Primeiras notas de real: relembre as diferenças entre as cédulas da 1ª e da 2ª família da moeda brasileira
Notas da 'primeira família do real' serão recolhidas por instituições financeiras, conforme instrução do Banco Central. Apesar da medida, elas seguem valendo e podem ser utilizadas normalmente. Primeiras notas do Real vão sair de circulação As primeiras notas de real emitidas no país vão sair de circulação aos poucos, conforme instrução normativa publicada pelo Banco Central do Brasil (BC). A orientação do BC é que os bancos recolham as cédulas da chamada "primeira família do real" para que sejam substituídas por novas. Apesar da medida, as notas antigas não perdem validade e podem continuar sendo utilizadas normalmente. "Considerando o tempo de vida útil destas cédulas, é de se supor que suas condições físicas não estejam adequadas à circulação", justificou o BC. Segundo a autoridade monetária, notas em condições inadequadas "geram dificuldades logísticas para toda a cadeia de execução dos serviços", incluindo caixas eletrônicos e máquinas contadoras. Além disso, dificultam que elementos de segurança sejam reconhecidos pela população. Mas qual é a diferença entre a primeira e a segunda família do real? As notas da primeira família do real foram colocadas em circulação há 30 anos, em 1° de julho de 1994. De acordo com o BC, essas cédulas representam, atualmente, 3% do dinheiro em circulação. Relembre os modelos abaixo: Primeira família do real Arte g1/Reprodução/BC Uma das características da primeira família do real é a dimensão padronizada em 140 x 65 mm: todas as notas, de R$ 1 a R$ 100, têm a mesma altura e comprimento. As notas antigas levam, em seu anverso, a efígie simbólica da República, interpretada sob forma de escultura. A exceção é a cédula comemorativa de R$ 10, com a efígie de Pedro Álvares Cabral, lançada no ano 2000. (veja na arte acima) Segunda família Diferentemente das notas antigas, as novas cédulas — consideradas a "segunda família do real" — possuem tamanhos diferentes para ajudar com a acessibilidade para deficientes visuais. As dimensões são: R$ 2: 121 x 65 mm R$ 5: 128 x 65 mm R$ 10: 135 x 65 mm R$ 20: 142 x 65 mm R$ 50: 149 x 70 mm R$ 100: 156 x 70 mm R$ 200: 142 x 65 mm As novas versões começaram a circular em 2010, com os valores de R$ 50 e R$ 100. Em 2012, foi a vez das novas notas de R$ 10 e R$ 20. Já em 2013, foram lançadas as de R$ 2 e R$ 5. A cédula mais recente é a de R$ 200 — que não existia na primeira família do real —, colocada em circulação em 2020. Todas as novas versões também levam, em seu anverso, a efígie simbólica da República, interpretada sob forma de escultura. A famosa nota de R$ 1, lançada em 1994, deixou de ser produzida na segunda família do real. Veja os novos modelos abaixo: Segunda família do real Arte g1/Reprodução/BC ‘O último plano’: podcast conta os bastidores da criação do real, moeda que mudou os rumos da economia no país há 30 anos Jornal Nacional/ Reprodução
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16/07 - Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Casa do Pão de Queijo
Empresa reportou dívidas de R$ 57 milhões. Pedido da companhia abrange a holding e suas 28 filiais, todas localizadas em aeroportos, e não tem impacto sobre as 170 franquias da rede. Casa do Pão de Queijo pede recuperação judicial Reprodução/CPQ - Shopping Garden A Justiça de São Paulo aceitou na segunda-feira (15) o pedido de recuperação judicial da Casa do Pão de Queijo. A rede de cafeterias havia protocolado o pedido em 28 de junho, com uma dívida estimada em R$ 57,5 milhões. O processo se refere à holding e suas 28 filiais, todas localizadas em aeroportos, e não tem impacto sobre as 170 franquias da rede, segundo a empresa informou ao g1. Filial é uma loja gerida pela própria marca, enquanto a franquia é uma unidade em que terceiros adquirem o direito de operar a marca com capital próprio, repassando um valor à empresa. Em sua decisão, o juiz José Guilherme Di Rienzo Marrey, da 1ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem, afirmou que a empresa cumpriu com os requisitos legais para dar início ao processo. LEIA TAMBÉM Americanas: veja como o ex-CEO tentou blindar patrimônio após fraude contábil, segundo a PF Temu: varejista rival da Shopee e AliExpress inicia vendas no Brasil Primeiras notas do real vão sair de circulação; entenda por quê Depois que o pedido é aceito, as execuções (cobranças de dívida) contra a companhia são suspensas por 180 dias. (entenda mais abaixo como funciona uma recuperação judicial) "[Fica] proibida qualquer forma de retenção, arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão e constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens da devedora, oriunda de demandas judiciais ou extrajudiciais cujos créditos ou obrigações sujeitem-se à recuperação judicial", determinou o juiz. O magistrado nomeou a empresa F. Rezende Consultoria e Administração Judicial Ltda como administradora judicial. Ela será responsável por processar o pedido administrativamente e apresentar seu parecer em juízo, em relatórios mensais. Durante a recuperação, a Casa do Pão de Queijo terá que apresentar suas contas até o dia 15 de cada mês, além de entregar, mensalmente, os documentos solicitados pela administradora do processo. As dívidas da rede Do total da dívida da Casa do Pão de Queijo, o montante de maior valor diz respeito aos credores quirografários, que são aqueles que não têm nenhuma garantia ou direito de preferência nos pagamentos. São R$ 55,9 milhões. Também há uma dívida estimada em cerca de R$ 1,4 milhão com credores enquadrados como Microempreendedores ou Empresas de Pequeno Porte, e R$ 224,3 mil em dívidas trabalhistas. Além dos valores listados na recuperação judicial, o pedido também menciona que detém uma dívida de R$ 53,2 milhões com outros credores e outros R$ 28,7 milhões em dívidas tributárias com municípios, estados e a União. O que muda com a recuperação judicial? De acordo com a Casa do pão de Queijo, a operação de suas lojas próprias segue normalmente apesar da recuperação judicial. Em decorrência da crise financeira que a empresa atravessa, 19 filiais foram fechadas até aqui, sendo: cinco localizadas no Aeroporto Internacional de Brasília (DF); quatro no Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante (RN), uma no Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE); uma no Aeroporto de Vitória (ES); uma próxima ao Aeroporto de Jacarepaguá (RJ), uma em Tamboré, bairro de Barueri (SP); uma no bairro Vila Nova Conceição, em São Paulo (SP); uma na Faria Lima, avenida famosa de São Paulo (SP); uma na Rua Oscar Freire, em São Paulo (SP); uma no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo (SP); uma no Shopping Metrô Tatuapé, em São Paulo (SP); uma no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Para além das lojas que já foram fechadas e as demissões ocorridas neste processo, a companhia informa que não haverá nenhuma mudança para os funcionários das filiais que seguem em operação. Sobre a oferta de produtos nas lojas próprias, todas localizadas em aeroportos, a empresa diz que, por enquanto, não haverá nenhuma redução. "A vida segue normalmente na Casa do Pão de Queijo", destaca a rede ao g1. A empresa reforça, ainda, que nada mudará para o consumidor. Apesar da crise, a Casa do pão de Queijo diz que acredita em sua reestruturação e que a volta à normalidade é completamente viável, caso o plano de recuperação judicial seja aprovado. Além disso, a empresa afirma que novas franquias serão inauguradas nos próximos meses e que "também estão previstos lançamentos de produtos no final do ano, como de costume". Sobre a reestruturação, a companhia diz, no pedido de recuperação, que "possui um "goodwill" (termo que se refere ao status e credibilidade da marca) absolutamente capaz de promover sua recuperação e reorganização". Após a Justiça aceitar o pedido, a empresa tem 60 dias para apresentar o seu plano de recuperação judicial, que precisa ser aprovado pelos credores. A empresa pediu, no entanto, a antecipação dos efeitos do "stay period" , período em que são suspensas todas as ações e execuções de dívidas contra a empresa em recuperação, para a preservação das atividades do negócio. "Isso porque, como é sabido, no momento que a dificuldade financeira se torna pública, os credores em geral, reduzem muito, quando não cortam totalmente as linhas de créditos até então dadas às empresas", pontua a ação. Número de empresas em recuperação judicial sobe no país Por que a Casa do Pão de Queijo pediu recuperação judicial? Entre 2014 e 2019, a Casa do Pão de Queijo abriu dezenas de novas lojas próprias, impulsionada por eventos que trouxeram uma grande movimentação para os aeroportos brasileiros, com destaque para a Copa do Mundo em 2014 e as Olímpiadas de 2016. A empresa destaca que, naquele momento, se tornou "a principal rede de cafeterias em aeroportos no Brasil" e que vinha experimentando um "crescimento sólido". Até que, em 2020, chegou a pandemia de Covid-19, que reduziu os trânsitos nos aeroportos e diminuiu os números de consumo. Nos três primeiros meses de pandemia, a companhia perdeu 97% de seu faturamento, e encerrou o ano com uma queda de 50%. Naquele momento, segundo a empresa, as lojas recém-inauguradas em Fortaleza e Porto Alegre estavam ainda em fase de consolidação, e a rede tinha "financiamentos significativos a serem pagos". "Com o fechamento dos aeroportos por várias semanas devido às medidas de contenção da pandemia, a retomada das operações foi extremamente lenta e complicada pelos novos procedimentos sanitários rigorosos. Como resultado, a Casa do Pão de Queijo teve centenas de funcionários impossibilitados de trabalhar nas lojas, levando à perda de produtos estocados", diz a ação. A companhia cita, ainda, que os aeroportos continuaram cobrando aluguéis mesmo com a redução de passageiros, o que, em alguns casos, resultou em "dívidas injustas e impagáveis". Também por conta da pandemia, franqueados da Casa do Pão de Queijo tiveram de encerrar suas operações, diminuindo o faturamento da rede, ao mesmo tempo em que sua produção era interrompida pelas medidas de isolamento social. Segundo a empresa, também contribuiu para sua crise financeira a dificuldade em obter linhas de créditos viáveis, e um dos investimentos recentes deu errado: uma parceria com uma multinacional mexicana do setor de alimentos. Por fim, as cheias históricas no Rio Grande do Sul impactaram a operação das lojas localizadas no Aeroporto de Porto Alegre. "A tragédia climática causou um impacto financeiro negativo de quase R$ 1 milhão por mês em vendas e uma perda de EBITDA de aproximadamente R$ 250 mil por mês. Sem previsão de retorno à normalidade, a empresa teve que demitir 55 funcionários, agravando ainda mais a crise", afirma. Como funciona a recuperação judicial O que é a recuperação judicial? A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. É um processo pelo qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça. As dívidas ficam congeladas por 180 dias e a operação é mantida. A recuperação judicial foi instituída no Brasil em 2005 pela lei 11.101, que substituiu a antiga Lei das Concordatas, de 1945. A diferença entre as duas é que, na recuperação judicial, é exigido que a empresa apresente um plano de reestruturação, que precisa ser aprovado pelos credores. Na concordata, era concedido alongamento de prazo ou perdão das dívidas sem a participação dos credores. Quem pode pedir recuperação judicial? Empresas privadas de qualquer porte e com mais de dois anos de operação podem recorrer à recuperação judicial. Porém, a lei não vale para estatais e empresas de capital misto, bem como para cooperativas de crédito e planos de saúde. Também não podem pedir recuperação judicial as empresas que já tenham feito outro pedido há menos de cinco anos e as comandadas por empresários que já foram condenados por crime falimentar (relacionados a processos de falência). Como é feito o pedido de recuperação judicial? O pedido é feito à Justiça por meio de uma petição inicial que contém, entre outras informações, o balanço financeiro dos últimos três anos, as razões pelas quais entrou em crise financeira, e a lista de credores. Depois que o pedido é aceito, a empresa tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação e as execuções (cobranças de dívida) contra ela são suspensas por 180 dias. A lei determina que a assembleia de credores aconteça em até 150 dias após o deferimento do processo pela Justiça, mas na prática, esse prazo costuma ser ultrapassado. * Com reportagem de Bruna Miato
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16/07 - FGTS tem lucro recorde de R$ 23 bi e correção ao menos pela inflação já valerá na distribuição em agosto
Conselho Curador do fundo aprovou contas nesta terça-feira (16) e distribuição do lucro aos trabalhadores será decidida em agosto. Decisão do STF estabeleceu correção a partir do IPCA. O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) registrou um lucro recorde de R$ 23,4 bilhões no ano passado. A correção do fundo por, no mínimo, a inflação já vale para a distribuição do lucro bilionário do FGTS em agosto, cujo formato será definido daqui 3 semanas. FGTS corrigido pela inflação: veja simulação e entenda o que muda para o trabalhador O Conselho Curador do FGTS se reuniu na tarde desta terça-feira (16) e aprovou as contas de 2023. Na reunião do dia 6 de agosto, o conselho vai decidir o percentual de lucro a ser distribuído aos trabalhadores. Essa divisão será feita até o dia 31 de agosto, informou o Ministério do Trabalho. FGTS não pode mais perder para a inflação No ano passado, na avaliação das contas de 2022, o conselho distribuiu 99% dos rendimentos – em um total de R$ 12,7 bilhões. O FGTS é corrigido pela Taxa Referencial (TR) mais 3%. A TR é usada como referência para algumas aplicações financeiras. No início de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que, quando a fórmula TR mais 3% ficar abaixo da inflação, o FGTS precisa ser corrigido pelo IPCA. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o cálculo ficou em 4,96% em 2023. Ou seja, está acima da inflação registrada no ano, de 4,62%. “Quando ainda somar a distribuição dos resultados, a correção será superior aos 4,62% do IPCA. Mas ainda não se tem o valor da remuneração auferida pelas contas com distribuição de resultados", disse a pasta. FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço Lucas Figueira/G1 Entenda a decisão A maioria dos ministros do STF entendeu que o FGTS não é um uma aplicação financeira e precisa cumprir sua função social. Conforme a decisão do STF, nos anos em que a correção do fundo não acompanhar a inflação, caberá ao Conselho Curador determinar a forma de compensação. Em 2021, por exemplo, a correção das contas foi de 5,83% – a fórmula de cálculo resultou em 3%, mais a distribuição dos resultados. Naquele ano, o IPCA ficou em 10,06%. Ou seja, se o entendimento do STF já estivesse em vigor, a correção deveria ter sido de 10,06%.
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16/07 - BNDES já financiou mais de R$ 3 bi para reconstrução do Rio Grande do Sul, diz Mercadante
No fim de maio, presidente Lula assinou medida provisória que disponibiliza linhas de crédito para empresas do estado. Concessão de crédito pelo banco começou no dia 10 de julho. Edifício-sede do BNDES, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já financiou mais de R$ 3 bilhões para reconstrução do Rio Grande do Sul. A informação é do presidente do banco, Aloizio Mercadante, em entrevista nesta terça-feira (16). Segundo Mercadante, em 72 horas, foram R$ 2,7 bilhões em financiamentos para capital de giro e R$ 500 milhões para investimento no estado. A concessão de crédito pelo BNDES começou no dia 10 de julho. "O pessoal está trabalhando em tempo integral para poder atender a demanda", declarou Mercadante. Donos de negócios afetados por inundações no RS podem pedir empréstimos em programa do BNDES. No fim de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma medida provisória que disponibiliza linhas de crédito para empresas no Rio Grande do Sul — estado afetado por fortes chuvas e enchentes desde o final de abril. O governo disponibilizou R$ 15 bilhões para empresas com sede ou filial em municípios em estado de calamidade. Segundo informações da Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, no primeiro dia de oferta da linha de crédito, foram concedidos 781 financiamentos no total de R$ 1,5 bilhão. Fundo do Clima Questionado sobre o Fundo Clima, Mercadante afirmou que o banco de fomento tem uma demanda de R$ 31 bilhões para financiamento de projetos até 2026. "No fundo clima, nós já temos projetos protocolados até 2026, com uma demanda de R$ 31 bilhões e alguns projetos muito interessantes, muito inovadores", declarou. Mercadante se encontrou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na manhã desta terça-feira (16) para tratar do desempenho do BNDES no semestre. De acordo com ele, houve um aumento de 79% nas aprovações de crédito no período e desembolso de 21%. Já a demanda de crédito para exportação de bens industriais cresceu 135% no semestre, afirmou. "Então os dados são muito fortes, o que mostra que acho que a Fazenda vai ter que rever a projeção de crescimento da economia este ano. Pelo BNDES, nós vamos ter um crescimento maior do que está projetado até agora", disse Mercadante.
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16/07 - Quem é o empresário de Recife que comprou 12,5% das ações da Americanas
Inácio de Barros Melo Neto é empresário do ramo da educação e dirige a Faculdade de Medicina de Olinda, que foi fundada por sua família. Ele diz que confia em virada da empresa e considera aumentar participação. Dr. Inácio de Barros Melo Neto, Diretor Geral da Faculdade de Medicina de Olinda Divulgação O investidor e educador pernambucano Inácio de Barros Melo Neto, detentor de 12,5% das ações ordinárias da Americanas, pode elevar ainda mais sua participação na companhia, embora não tenha pretensão de se tornar seu controlador, disse ele nesta segunda-feira, em entrevista à Reuters. “Eu acredito que a empresa vá mudar de patamar. Se o valor da ação baixar, eu posso comprar ainda mais”, disse Melo Neto em entrevista por telefone. O nome do investidor veio a público depois que a Americanas anunciou, na noite de sexta-feira, que ele passou a deter 113 milhões de ações da varejista, conforme comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Morador de Recife, o bacharel em Direito, de 44 anos, é empresário do ramo da educação e dirige a Faculdade de Medicina de Olinda, que foi fundada por sua família. Ele contou na entrevista à Reuters que começou a investir em bolsa de valores em 2020 e atualmente detém apenas ações da Americanas em seu portfólio, por acreditar na retomada da varejista, que pediu recuperação judicial em 2023 depois da descoberta de uma fraude contábil bilionária. O empresário estima que no último ano e no meio tenha desembolsado mais de R$ 50 milhões na compra de ações da companhia. Sem experiência prévia em bolsa, segundo ele, Melo Neto contou que vem estudando a área de renda variável há algum tempo e que acredita na capacidade financeira dos principais acionistas da Americanas, o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. No início do mês, a companhia divulgou que que esses três acionistas e seus afiliados passariam a deter 49,2% das ações da Americanas após um aumento de capital. Até meados de fevereiro de 2023, o trio detinha 30,12% da Americanas. “Meu objetivo é vender as ações no futuro e lucrar, mas eu não tenho nenhuma pressa“, disse Melo Neto, que contou não conhecer pessoalmente nenhum dos três acionistas de referência da companhia, embora tanto ele quanto Lemann sejam investidores na área de educação. Melo Neto disse que chegou a comprar ações da Americanas quando elas estavam valendo cerca de R$ 0,40. Na segunda-feira, a ação da companhia fechou cotada em R$ 0,62. A investigação policial da fraude contábil da Americanas continua em andamento e existem dúvidas em relação a como a empresa vai sair deste processo, uma vez que o impacto financeiro e reputacional foi muito grande e que o setor de varejo brasileiro é muito competitivo e ágil, disse à Reuters André Pimentel, sócio da Performa Partners, que participou da reestruturação da varejista no início dos anos 2000. Americanas: a fraude ‘bomba atômica’
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16/07 - Dólar fecha em queda, de olho em Galípolo e dados dos EUA; Ibovespa encerra sequência de 11 altas
Na véspera, a moeda norte-americana subiu 0,26%, cotada em R$ 5,4451. Já o principal índice de ações da bolsa fechou em alta de 0,33%, aos 129.321 pontos. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik O dólar fechou em queda nesta terça-feira (16), depois de falas do diretor de política monetária do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, um dos principais cotados para substituir Roberto Campos Neto no comando da instituição. O diretor reafirmou que as expectativas de inflação passaram por uma revisão, que elevou a preocupação do BC na última reunião do Copom, fazendo com que o ciclo de cortes de juros fosse interrompido. Galípolo ressaltou também que a previsão de juros mais altos por mais tempo nos Estados Unidos gera elevação da taxa de juros terminal em países emergentes e fortalece o dólar. Citou também que mercado de trabalho aquecido indica um processo de recuo mais lento da inflação. Todos esses fatores fizeram com que a autarquia migrasse para um período de “um pouco mais de cautela”. Já no exterior, o foco fica com novos dados econômicos norte-americanos e com falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). A percepção de que o ex-presidente Donald Trump tem maior chance de ganhar a eleição de novembro nos EUA após o candidato ter sofrido um atentado no último sábado (13) ainda segue no foco. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em leve queda, encerrando uma sequência de 11 altas. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar fechou em queda de 0,30%, cotado em R$ 5,4288. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,04% na semana; recuo de 2,86% no mês; avanço de 11,88% no ano. Na véspera, a moeda fechou em alta de 0,26%, cotada em R$ 5,4451. Ibovespa O Ibovespa teve queda de 0,16%, aos 129.110 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 0,17% na semana; ganhos de 4,20% no mês; perdas de 3,78% no ano. Na véspera, o índice fechou em alta de 0,33%, aos 129.321 pontos. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? Por aqui, o mercado passou pelas negociações desta terça-feira (16) de olho nas declarações de Galípolo e nas incertezas no âmbito fiscal. Investidores aguardam novos desdobramentos sobre a votação da reforma tributária no Senado e sobre a proposta de aumentar a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para compensar a desoneração da folha. Já no exterior, as atenções dos investidores seguem voltadas para dados econômicos dos Estados Unidos. De acordo com informações do Escritório de Estatísticas do Trabalho, os preços de importados no país permaneceram inalterados em junho, em 0,2%. Os custos mais baixos dos produtos de energia foram compensados pela recuperação em alimentos. Outro dado que fica no radar são as vendas no varejo, que também permaneceram inalteradas em junho, após ganho de 0,3% em maio, segundo informações do Departamento de Comércio norte-americano. O número veio maior do que a previsão dos especialistas consultados pela agência de notícias Reuters, que projetavam queda de 0,3% para o mês. Ainda assim, a leitura é que a perspectiva para as vendas é desfavorável e que as famílias estão se tornando mais sensíveis aos preços e concentrando o consumo em necessidades básicas. "Os dados de venda do varejo são uma boa sinalização tanto do mercado de trabalho [norte-americano] quanto da força da demanda final", afirmou o economista-chefe da XP, Caio Megale, em transmissão ao vivo para comentar sobre o dia nos mercados. Isso significa que uma sinalização que confirme uma tendência de desaceleração da economia norte-americana pode fazer com que as projeções de três cortes de juros pelo Fed aumentem no mercado financeiro. Na véspera, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que as últimas leituras de inflação dos Estados Unidos "aumentam um pouco a confiança" de que os preços estão voltando para a meta de forma sustentável, o que sugere que o início dos cortes na taxa de juros pode acontecer em breve. Até o momento, o mercado está dividido entre aqueles que acreditam que o Fed deve fazer dois cortes de juros ainda neste ano e aqueles que acreditam que três reduções ainda estão por vir. Até esta manhã, segundo informações da ferramenta FedWatch do CME Group, o mercado apostava em uma probabilidade de 87,6% de que o Fed faça o primeiro corte de juros em setembro. Para os próximos dias, o mercado ainda aguarda a divulgação do Livro Bege do Fed — relatório desenvolvido em conjunto pelas 12 filiais regionais do BC norte-americano e que serve como um termômetro da economia dos EUA . Balanços corporativos do 2º trimestre também devem ficar na mira dos investidores. Por fim, os sinais de favoritismo do ex-presidente Donald Trump na corrida eleitoral norte-americana também continuam a fazer preço nos mercados. No último sábado, o ex-presidente Donald Trump sofreu um atentado a tiros enquanto discursava em um comício em Butler, no estado da Pensilvânia. Ele foi atingido na orelha direita enquanto falava e o evento foi interrompido. O ocorrido aumentou o nível de incertezas em torno da corrida eleitoral norte-americana, uma semana após o outro candidato à presidência dos EUA, o democrata Joe Biden, ter sofrido pressões para desistir de sua candidatura. Após o ataque, o bitcoin disparou e voltou a ficar acima dos US$ 62 mil (aproximadamente R$ 338 mil). Na véspera, Trump foi nomeado o candidato oficial do Partido Republicano às eleições. Ele escolheu J.D. Vance como seu vice na disputa eleitoral. Saiba quem é J.D. Vance. Ainda no exterior, o mercado também repercute o superávit (receitas maiores que despesas) de 12,3 bilhões de euros pela zona do euro em maio, e avalia informações divulgadas pelo Banco do Japão, que sugerem que Tóquio precisou intervir no mercado de câmbio local a favor do iene. Há expectativa, ainda, pela nova decisão de política monetária do BCE, prevista para quinta-feira (18). "Após o início da flexibilização na última reunião, prevemos manutenção das taxas de juros em julho", afirmaram os analistas da XP em relatório. *Com informações da agência de notícias Reuters.
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16/07 - Bloqueio de verbas é 'inevitável' e deve atingir no mínimo R$ 10 bi, diz equipe econômica ao Planalto
A equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já avisou ao Palácio do Planalto que um novo bloqueio de verbas no Orçamento deste ano, agora em julho, será inevitável para cumprir a meta fiscal de zerar o déficit público. A decisão deve ser anunciada no próximo dia 22. Até aqui, a equipe econômica avalia que o contingenciamento será de no mínimo R$ 10 bilhões. O bloqueio das verbas é considerado importante para sinalizar o compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas. O que, entre outros efeitos, ajudaria a evitar uma nova disparada do dólar. 💲 Por que isso importa? O governo definiu uma meta de zerar o déficit público, ou seja, não aumentar a dívida para pagar o funcionamento dos serviços públicos e dos programas sociais. Para isso, no entanto, é preciso segurar os gastos – o que também pode impactar serviços e programas. Os primeiros cálculos do governo indicavam a necessidade de um corte ainda maior, da ordem de R$ 21 bilhões. Para evitar um impacto desse tamanho no orçamento, no entanto, o Executivo decidiu antecipar algumas medidas de redução de gastos. Entre elas, a revisão das bases de dados da da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para combater irregularidades e desvios. O Planalto acredita que esse pente-fino pode reduzir os custos dos programas sociais em pelo menos R$ 10 bilhões, já neste ano. Com isso, o contingenciamento cairia para os cerca de R$ 10 bilhões estimados atualmente. Valor que pode cair ainda mais, para cerca de R$ 5 bilhões, com novas medidas em estudo. Equipe econômica do governo vai revisar os gastos públicos Revisão de benefícios O governo já detectou uma série de irregularidades na concessão de benefícios da Previdência Social e do BPC. Entre elas: famílias com mais de um membro cadastrado no BPC, o que é irregular; cerca de 1 milhão de pessoas que não atualizam o cadastro há mais de quatro anos – ou seja, podem não ter mais direito às parcelas; 300 mil pessoas que estariam recebendo o BPC sem estar devidamente registradas no Cadastro Único do Governo para Programas Sociais (CadÚnico). Um auxiliar direto do presidente faz questão de destacar que o governo não vai retirar benefícios de quem tem direito a eles, mas corrigir irregularidades. "Não vamos tirar benefício de quem tem direito, mas cancelar daqueles que estão recebendo irregularmente", diz ele.
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16/07 - Carne, arroz e feijão: quais alimentos podem ficar mais baratos se tiverem imposto zerado ou reduzido na reforma tributária
Veja qual é a carga tributária atual sobre esses itens, de acordo com levantamento do Impostômetro. Economistas alertam que tirar ou reduzir imposto não significa, necessariamente, que consumidor pagará menos. Reforma tributária: alimentos que podem ficar mais baratos com imposto zero ou menor A proposta de regulamentação da reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 10 deixa alimentos de 26 categorias isentos de imposto. E, para outras 12, a alíquota teria um desconto de 60%. O texto seguiu para análise do Senado. Ainda que seja aceito sem modificações e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o novo modelo tributário só entra em vigor por completo em 2033. Participe do canal do g1 no WhatsApp Mas quanto podem diminuir os preços dos alimentos? Economistas entrevistados pelo g1 entendem que é difícil calcular esse impacto. Isso porque reduzir ou tirar o imposto sobre consumo não necessariamente terá reflexo no preço final desses produtos. A principal razão é que o valor com que eles são comercializados não é formado apenas pelos tributos, mas também por outros custos de produção e da empresa. E mais fatores pesam no preço para o consumidor, como a oferta e a demanda. Outro ponto que complica o cálculo antecipado é que não existe uma padronização atual da porcentagem de impostos sobre alimentação. Consultados pelo g1, o Ministério da Fazenda e o Banco Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram não ter um levantamento destes valores. Um levantamento independente do Impostômetro reúne a totalidade de tarifas de alguns alimentos considerando os âmbitos federal, municipal e estadual. Com base nele, veja abaixo a carga tributária dos produtos contemplados na proposta que vai para análise do Senado. Como ficariam os alimentos com isenção ou redução de impostos arte/g1 Impostos que serão distribuídos O Impostômetro é uma parceria da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul (Fecomércio RS) e do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Hoje em dia, produtos naturais (como frutas, carnes e hortaliças) ou de baixo processamento (como queijos, iogurtes e pães) e alguns itens de higiene e limpeza já são isentos dos impostos federais, como o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Já a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um tributo estadual, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), municipal, pode variar de acordo com a localidade. Segundo as bases da reforma tributária, aprovadas em 2023, PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS serão substituídos por três tributos (IBS, CBS e Imposto Seletivo). O que os parlamentares discutem agora, no caso dos alimentos, é quais vão compor a cesta básica, e terão imposto zero, e quais poderão ter um desconto de 60% no imposto. Na proposta aprovada pela Câmara, por exemplo, as carnes vermelhas foram incluídas na cesta. Quais alimentos poderão ter menos impostos? A reforma tributária estabelece uma cesta básica nacional, com alimentos que terão isenção dos novos impostos. Veja a lista que consta da proposta aprovada na Câmara: Carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foies gras) e miudezas comestíveis de ovinos e caprinos; ⁠Peixes e carnes de peixes — com exceção de salmão, atum, bacalhaus, hadoque, saithe e ovas; Arroz; ⁠Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado, leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica; ⁠Manteiga; ⁠Margarina; Ovos; ⁠Feijões; ⁠Raízes e tubérculos; ⁠Cocos; ⁠Café; ⁠Óleo de soja; ⁠Farinha de mandioca; ⁠Farinha, grumos e sêmolas, de milho, e grãos esmagados ou em flocos, de milho; ⁠Farinha de trigo; ⁠Açúcar; ⁠Alguns tipos de massas alimentícias; ⁠Pão do tipo comum (contendo apenas farinha de cereais, fermento biológico, água e sal); ⁠Sal de mesa iodado; ⁠Queijos tipo mozarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota, requeijão, queijo provolone, queijo parmesão, queijo fresco não maturado e queijo do reino; Óleo de milho; ⁠Aveia; Outros tipos de farinhas; ⁠Produtos hortícolas, com exceção de cogumelos e trufas; ⁠Frutas frescas ou refrigeradas e frutas congeladas sem adição de açúcar; ⁠Plantas e produtos de floricultura para fins alimentares, medicinais ou ornamentais. Há ainda a lista de produtos que, apesar de não terem o imposto zerado, terão um desconto de 60%. Nele, a alíquota para esses alimentos é estimada em 26,5%. Considerando o benefício, esses itens ficariam taxados em 10,6%. Confira abaixo quais as 15 categorias que seriam beneficiadas, segundo o texto que ainda precisa ser aprovado no Senado: Crustáceos (exceto lagostas e lagostim); ⁠Leite fermentado, bebidas e compostos lácteos; ⁠Mel natural; ⁠Mate; ⁠Farinha, grumos e sêmolas, de cerais; grãos esmagados ou em flocos, de cereais; ⁠Tapioca e seus sucedâneos; ⁠Alguns tipos de massas alimentícias; ⁠Sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes; ⁠Polpas de frutas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes; Pão de forma; ⁠Extrato de tomate; ⁠Outros óleos vegetais. Menos imposto significa mais barato? Enquanto houver um público que consegue comprar pelo preço que já é comercializado, dificilmente a indústria irá abaixar os preços, aponta Felippe Serigati, professor e coordenador do mestrado profissional em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Outro ponto que dificulta prever o barateamento com uma redução dos tributos é que existem impostos que as empresas vão continuar pagando, como o que é cobrado sobre o lucro e o Imposto de Renda. Para não diminuir a sua margem de lucro, elas costumam adicionar esses valores no preço final do produto, afirma Cristiano Correa, professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec SP). "Então, não é que vai deixar de existir o imposto, é que simplesmente a gente não vai arrecadar de forma indireta, né? Essa arrecadação vai ser sobre o resultado lá na frente. No caso da cesta básica, a gente não terá sobre consumo, mas terá sobre resultado", explica o economista. Wanessa Pinheiro, sócia de Tributos Indiretos da consultoria e auditoria Grant Thornton, tem uma visão mais positiva. A especialista em tributos indiretos entende que, após a reforma, produtores focados em alimentos da cesta básica poderão ficar isentos de outros tributos, como os gastos nas compras de matérias-primas. Com isso, haveria mais uma despesa a ser subtraída do valor no comércio. É salmão ou truta salmonada? Entenda as diferenças Como ficam os outros alimentos Na lista anteriormente prevista para reforma tributária, apenas 15 alimentos iriam ter isenção do imposto e houve uma resistência dos parlamentares em acrescentar as carnes na lista. Isso porque o cálculo da equipe econômica do governo apontava que, com a isenção, a alíquota do imposto único deveria aumentar cerca de 0,53 ponto percentual, incidindo sobre os demais produtos, para manter a arrecadação tributária como está hoje. A Câmara não esclareceu que medida de compensação será feita para a inclusão das proteínas animais nos alimentos isentos. Isso porque a reforma tributária estabeleceu a alíquota geral de 26,5% como teto. Para Serigati, é importante pontuar que ainda não se sabe ao certo qual será o tributo final. O valor deve ser esclarecido conforme a discussão avançar. "Olha, não tem mágica. Se você perde arrecadação por um lado, você precisa compensar essa de outro", afirma Correa. Na lista anterior, a tributação da carne vermelha teria um desconto de 60% da alíquota. Na proposta aprovada na Câmara, ela ficaria isenta. "Então, imagina que eu perdi 40% de arrecadação. De alguma forma, esses 40% precisam ser compensados", diz o economista. Com isso, na visão de Correa, para fechar a conta, outros itens terão que ser submetidos ao Imposto Seletivo, conhecido como imposto do pecado, que incide sobre a produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente (categoria na qual se incluem veículos poluentes). Contudo, ele afirma que o novo sistema será mais eficiente, e, portanto, é possível ter um aumento de arrecadação pelo governo. Pinheiro concorda com a visão de Correa: "Essa questão de beneficiar alguns setores é para fomentar justamente a economia e o crescimento do país. Isso quer dizer que quanto mais setores a gente tem beneficiado, mais teremos setores com uma alíquota maior", diz. LEIA TAMBÉM Dinamarca será o primeiro país a taxar arroto e pum no gado Arroz: governo firma acordo com produtores e indústria para monitorar preço e abastecimento do grão Veja como são produzidos os alimentos no Brasil: 6 pontos da reforma tributária que vão impactar a sua vida De onde vêm as frutas vermelhas De onde vem o que eu como: mandioca Água quente com vinagre pode ser o segredo para arroz soltinho
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16/07 - Governo quer colocar travas para apostadores compulsivos em bets e jogos, como o do tigrinho
Ideia é que plataforma monitore se apostador passará a ter comportamento fora do normal. Regras para setor vão ser publicadas até o fim do mês e começam a valer a partir de janeiro. Jogo caça-níquel Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho Matheus Moreira O governo prepara travas para tentar evitar que pessoas se tornem dependentes e compulsivas em apostas esportivas e jogos online como o Fortune Tiger, conhecido como "jogo do tigrinho". Como adiantou o g1, o Ministério da Fazenda deve concluir nos próximos 15 dias a definição de regras para as plataformas de apostas (popularmente conhecida como bets) e jogos de apostas online. As normas entrarão em vigor a partir de janeiro. Participe do canal do g1 no WhatsApp Até o fim do ano, as empresas têm um prazo para se regularizar no Brasil. Os sites que forem aprovados pelo governo poderão ser identificados pelo domínio ‘bet.br’. “Educação é um jeito que a gente quer muito investir para que o apostador entenda que o lugar correto dele é na casa autorizada, onde ele vai ter de fato chance de se divertir de uma maneira responsável, sem colocar sua saúde mental e financeira em jogo e sem beneficiar, por exemplo, ilicitudes”, disse, em entrevista à TV Globo, Regis Dudena, que passou a chefiar a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda em abril. Ludopatia: entenda o que é a doença de pessoas viciadas em jogos de azar A lei do ano passado que trata das bets também prevê regulamentação de apostas em jogos online, cuja atividade, segundo ele, se equipara a sites como o do jogo do tigrinho, pois é uma aposta de cota fixa e o prêmio depende da sorte. Governo avalia se pode liberar o jogo do Tigrinho Limites para apostas Segundo Dudena, cada plataforma será obrigada a monitorar o comportamento dos apostadores e identificar se há compatibilidade com o perfil da pessoa. “Uma vez vendo uma evolução [nos valores ou quantidades de apostas] que se descole do seu perfil, se descole do seu perfil de renda, se descole da sua própria atividade, o próprio operador vai ser obrigado, por meio da regulamentação, a fazer alguma espécie de aviso no primeiro momento e, eventualmente, quando necessário, [fazer] bloqueios”, explicou o secretário. LEIA TAMBÉM Governo avalia liberar Fortune Tiger no Brasil e bloquear acesso a sites do exterior 'Jogo do tigrinho': SP teve mais de 500 registros de BOs contra o cassino online; suspeitos podem responder por quatro crimes Veja como influenciadores atraem vítimas com promessas de dinheiro fácil no 'Jogo do Tigrinho' O governo não deve estabelecer previamente qual será o tipo de comportamento que vai gerar esse aviso ou bloqueio. Isso vai depender de cada apostador e a avaliação poderá ser feita com base na quantidade de operações feitas em poucas horas ou num aumento acima do normal para os valores apostados. As plataformas terão que mostrar para o Ministério da Fazenda qual é o critério usado para os usuários do site. Portanto, elas serão obrigadas a estabelecer limites. A ideia é que, no futuro, haja também um cadastro unificado no país com os dados das pessoas que foram excluídas para que elas não consigam fazer apostas com outros operadores. “Num primeiro momento essa restrição ainda não é feita, mas eu vejo que uma evolução possível da regulamentação é ter uma espécie de cadastro centralizado de apostadores excluídos”, afirmou. Parceria com o SUS A Secretaria de Prêmios e Apostas também articula um plano com o Ministério da Saúde para estabelecer ações nessa área, como medidas preventivas e tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As plataformas terão que oferecer um botão para o apostador se excluir automaticamente dos cadastros. O objetivo é criar uma porta de saída rápida para quem identificar os vícios nas apostas. Além disso, haverá um canal de contato eletrônico para o apostador compulsivo buscar ajuda com algum representante do site. Jogo do tigrinho Dudena informou que a regularização de apostas em jogos online, como o do tigrinho, depende de alguns critérios: 🎲 empresas habilitadas para dar essa certificação vão fazer uma averiguação; 🎲 precisa comprovar que o jogo é justo, ou seja, se ele é de fato aleatório; 🎲 precisa comprovar que o jogo é aposta de cota fixa, ou seja, o apostador sabe quanto ganhará a depender de quanto apostar e do resultado; 🎲 jogo certificado também estará com domínio "bet.br". Segundo ele, atualmente há diversas páginas que usam recursos semelhantes ao jogo original, o Fortune Tiger, e se aproveitam disso para cometer ilegalidades. “Fraude e lavagem de dinheiro continua sendo ilegal e merece ser coibido pela lei. Isso não pode se misturar com os jogos. Então, nós estamos criando essa regulamentação justamente para conseguir separar o que é meramente um jogo que, uma vez certificado e ofertado por um agente operador autorizado, possa ser apostado, do que é ilegalidades. As ilegalidades têm que ser expurgadas desse ambiente de qualquer forma, desde logo”, disse o secretário. Sites autorizados O governo já começou a dar aval para plataformas de apostas que querem se regularizar e espera que isso se intensifique no segundo semestre. “Uma vez estando no 'bet.br', você tem certeza de que é uma empresa autorizada e que você vai poder recorrer, seja a Secretaria de Prêmios e Apostas, seja outros órgãos do poder público, contra esse agente, caso ele venha a desrespeitar ou a legislação e a regulamentação específica ou a legislação de outros setores”, explicou. A partir de janeiro, vai ser colocado em prática também uma operação para derrubar os sites que não se regularizarem. Uma forma é tirar os sites do ar e também seguir o rastro do dinheiro. A ideia é, numa parceria com o Banco Central, bloquear a transferência de dinheiro da empresa de apostas de operadores irregulares.
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16/07 - As novas motos de 2024: veja 13 modelos que serão lançados no 2º semestre
Confira quais serão as motos mais importantes lançadas na segunda metade do ano. Montadoras prometem motocicletas premium com preço acessível. País vai receber novos modelos que vão de motos simples para o dia a dia até as mais robustas para encarar trilhas g1 O segmento de motocicletas está a todo vapor em 2024. Basta ver que o número de motos vendidas teve aumento de 19,7% no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da federação dos distribuidores (Fenabrave). Outro número que chama atenção é o da produção de motocicletas no primeiro semestre de 2024, que teve aumento de 13,5% se comparado ao mesmo período de 2023. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo). Essa alta pode ser explicada pela elevação nos preços dos carros e também pelo comportamento do consumidor, que vê nas motocicletas uma alternativa mais acessível para deixar o transporte público. "O cenário econômico continua favorável e tivemos 19 lançamentos de motos na primeira metade do ano. A moto é um veículo que contribui muito a melhorar a mobilidade nas grandes cidades. A crise sanitária de Covid-19 aumentou o consumo de motocicletas em todas as modalidades: delivery, no dia a dia e para o lazer", afirmou Marcos Bento, presidente da Abraciclo. A partir desta nova perspectiva dos compradores, as marcas estão investindo cada vez mais em comodidade e facilidade de pilotagem, conforme o g1 já mostrou com os lançamentos das novas Honda Pop 110i ES e da scooter Elite 125. E não é só na reformulação de produtos no mercado que as marcas apostam, mas na forte ampliação de portfólio para captar o coração daquele cliente que ainda não faz parte do mundo sobre duas rodas. Essa diversificação do perfil é provada através da divisão de mercado de cada fabricante. Segundo levantamentos da Fenabrave, a Honda dominava 80,36% do mercado, enquanto Yamaha abocanhava 12,56%, e na terceira posição aparecia a Dafra com 1,45% no período de janeiro a junho de 2014. Hoje, 10 anos depois, o cenário demonstra um recuo do domínio da Honda, que fica com 70,76% do mercado. Ainda existe uma fatia grande para a montadora japonesa, mas houve um crescimento importante da Yamaha, que subiu para 17,52%, e da Shineray, com 3,27%, surgindo no pódio das três mais vendidas. Abaixo, veja quais são os lançamentos mais importantes desse segundo semestre. LEIA MAIS Ela voltou! Honda Tornado é relançada depois de 15 anos para incomodar a Yamaha Lander Vendas de novas motos sobem quase 20% no 1º semestre; veja o ranking das mais vendidas Mercado de 'scooters' cresce, e Honda Elite 125 quer manter a liderança entre as mais baratas BMW R12 BMW R 12 Divulgação | BMW A BMW já começou a produzir a R12 na fábrica de Manaus e a motocicleta está prometida para setembro. Com motor boxer de dois cilindros, ela é capaz de entregar potência de carro de entrada: 95 cv e 12 kgfm de torque. Suas rodas são de 19 polegadas na dianteira e 16 polegadas na traseira. Além de ter um visual bastante chamativo, que mescla características de estradeiras (mais baixa e com posição mais confortável de pilotagem) e naked (deixando à mostra as partes técnicas como motor e sistema de escapes), a R12 tem um bom pacote tecnológico. Tem controle de cruzeiro adaptativo (que segue um veículo à frente), assistente de partida em subidas (que segura a moto até engatar a marcha e começar a arrancar), controle de pressão dos pneus, painel TFT com conectividade para celular e chave presencial. Preço estimado: entre R$ 65 mil e R$ 75 mil Ducati Scrambler Ducati Scrambler 2024 Divulgação | Ducati Prevista para outubro, a Scrambler terá mudanças sutis no visual: novas abas para o tanque, iluminação totalmente em LED e o formato do farol em “X”. Apesar de redesenhadas, as rodas permanecem com 18 polegadas na dianteira e 17 na traseira. O motor de dois cilindros possui 803 cilindradas e entrega 73 cv de potência e 6,7 kgfm de torque. Para facilitar a pilotagem, o modelo italiano traz ainda acelerador eletrônico, quickshifter (que é a possibilidade de passar as marchas sem utilizar a embreagem), modos de pilotagem e ainda um novo painel em TFT. Preço estimado: não divulgado Honda A Honda já reformulou alguns produtos no primeiro semestre (Pop, Elite e Tornado), mas ainda tem muitos outros para adequar ao PROMOT 5, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos que começa a valer a partir de janeiro de 2025. Honda CG e Bros devem ter atualizações em seus propulsores de 160 cilindradas para se "alinharem" ao marco regulatório. Não se sabe, no entanto, se elas perderão potência, como tem ocorrido com algumas motocicletas da montadora para entrarem no novo padrão. Procurada pelo g1, a Honda não comenta os lançamentos. Abaixo, as novidades da marca. NX 500 Honda NX 500 Divulgação | Honda A Honda mantém segredo sobre suas estratégias de lançamento, mas há um fato: a marca afirmou que seriam 10 lançamentos em 2024 e até agora só quatro foram revelados. Assim, tirando as atualizações de motores (CG e Bros), ainda faltam cinco. Uma delas é a NX 500, que deve ser lançada até o fim do semestre. Ela é a substituta da CB 500X. Preço estimado: não divulgado Hornet 500 Honda CB 500 Hornet Divulgação | Honda A outra é a CB 500 Honet, que foi apresentada no Salão de Milão deste ano. A Hornet chegará para substituir a CB 500F. O motor é o mesmo para a versão aventureira (NX 500), com 471 cm³ que rende 48 cv de potência e 4,3 kgfm de torque. A Hornet virá com controle de tração para ficar mais dócil para motociclistas iniciantes. Preço estimado: não divulgado ADV 160 Assim como a PCX, a scooter mais vendida do Brasil, que passou por uma alteração de motor no ano passado, a ADV, versão aventureira, também passará pela mesma evolução. Parece pouco, mas nesse segmento faz bastante diferença migrar de um motor de 150 cm³ para 160 cm³. Principalmente porque o novo propulsor 160 apresenta a potência de 15,8 cv, mas sobretudo o torque de 1,5 kgfm, em rotações mais baixas, o que auxilia nas melhores arrancadas e economia de combustível. Se este motor, que já está presente na ADV na Indonésia, realmente vier para o Brasil, haverá um incremento de potência e torque significativo: mais 2,6 cv e 0,2 kgfm, respectivamente. Preço estimado: não divulgado Transalp 750 Honda Transalp 750 Divulgação | Honda Apresentada no final de 2022 no mercado internacional, a Transalp 750 pode ser uma boa pedida para quem gosta de aventuras. Ela já está presente no mercado norte-americano e deve desembarcar até o final do ano no Brasil. O motor é um bicilíndrico refrigerado a água e 755cm³. A potência é de 92 cv e o torque, 7,5 kgfm. O câmbio é de seis velocidades. A motocicleta já deve estar na reta final de desenvolvimento e homologação em solo brasileiro, pois a Honda registrou a Transalp no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) em setembro do ano passado. Preço estimado: não divulgado Royal Enfield Himalayan 450 Royal Enfield Himalayan 450 Divulgação | Royal Enfield A nova Himalayan 450 não tem nada da antiga vendida aqui no país, a Himalayan 411. Entre as Trail vendidas no Brasil, ela tem o desempenho que menos agrada. A principal diferença dos motores, além da cilindrada, é a refrigeração, que passa a ser líquida na nova Himalayan. A sorte dos amantes do modelo é que a Himalayan 450 chegará com quase o dobro de potência da 411: são 40 cv contra 24,5 cv da atual. A chegada está prevista para o final de 2024. Preço estimado: não divulgado Shineray A fabricante quer mudar a imagem de "marca que só tem motos de baixa cilindrada" e provar para o consumidor brasileiro que nem só de 150 cilindradas é feita uma grande montadora. “O meu concorrente não é a marca X ou Y, mas o ônibus e o metrô. Nós crescemos 137,51% na comparação do primeiro semestre deste ano com o do ano passado”, afirma Wendel Lazko, gerente de expansão da Shineray Brasil. A Shineray teve que tirar de linha as duas versões da Worker — a 125 e a 150 —, que não apresentaram bons volumes de venda. A marca vai passar de 10 modelos para 16: uma Crossover, uma Naked, uma nova Trail e três estradeiras (ao estilo Harley-Davidson). Vamos a elas: Storm 200 A primeira Crossover (termo utilizado para veículos que reúnem características de dois segmentos diferentes) da Shineray é a Storm 200, que chega no próximo mês. Ela une características das naked —motos que não têm as peças plásticas que auxiliam na aerodinâmica — com as trail — modelos voltados para quem precisa rodar na estrada com conforto e conveniência com pitada off-road. A Storm 200 vai inaugurar o novo motor da marca no Brasil e deve ter 20,3 cv de potência e 1,8 kgfm de torque. O câmbio é manual de seis marchas. Para segurança, terá freios a disco nas duas rodas e ABS de dois canais. Ela estará disponível em três cores: amarelo, preto e cinza. Preço estimado: R$ 18.990 Flash 250 Shineray Flash 250 Divulgação | QJ Motor A Flash 250 será a primeira naked da Shineray, tipo de motocicleta que reúne a esportividade e uma posição mais atacante de pilotagem (deitado), mas não traz as carenagens das esportivas de pista. Ela terá um grande apelo visual também por trazer motor e partes técnicas à mostra. O propulsor terá arrefecimento líquido, o que garante maior eficiência do sistema de resfriamento quando comparado com o arrefecimento a ar. A transmissão será de seis marchas, o que indica que seu desempenho na estrada será mais confortável pois, com uma marcha a mais, é possível rodar em velocidades mais altas sem que o motor fique “gritando”. A Shineray tem mais potência (mas menos torque) que a Honda CB 300F Twister. São 27,9 cv e 2,25 kgfm de torque, contra 24,7 cv e 2,67 kgfm. A vantagem da Honda é ter um motor flex. A diferença fundamental está no valor: a Flash custará em torno de R$ 20 mil, enquanto a CB 300F Twister não sai por menos que R$ 22.370. Preço estimado: R$ 20 mil Iron 250 Shineray Iron 250 Divulgação | Shineray Essa será a primeira cruiser (em tradução livre, estradeira) da marca chinesa por aqui. A marca quer chegar a outros públicos, sem perder a competitividade. “Não podemos perder a essência que é atender o público com produtos acessíveis”, diz Thomas Medeiros, diretor comercial da Shineray Brasil. Desta forma, a custom (sinônimo para o mesmo segmento) também terá um valor acessível, que a coloca entre os cinco modelos mais baratos do seu nicho. Além das Haojue Chopper Road (R$ 13.885) e Master Rider (R$ 16.779), a Iron 250 vai bater de frente com a estradeira da Royal Enfield, a Hunter 350, que parte de R$ 19.990. Preço estimado: R$ 18 mil Titaniun e Denver Shineray Titaniun 250 Divulgação | Shineray Por falar em concorrência, as custom Titaniun e Denver estão chegando para rivalizar com as estradeiras de 350 cilindradas da Royal Enfield. O preço da dupla ficará na casa dos R$ 22 mil, semelhante ao praticado pela marca indiana com a Meteor (a partir de R$ 23.770) e Classic (R$ 22.890). “A Denver vai ser super clássica, com bastante cromado”, afirmou Medeiros, evidenciando que o alvo da Denver é a Classic. Shineray Denver 250 Divulgação | Shineray Flash, Iron, Titanium e Denver chegam entre setembro e outubro. Para 2025, a Shineray promete trazer a sua marca de motos premium, a SWM, voltada para produção de modelos de 300 a 1.200 cilindradas. As próximas que chegam para o mercado brasileiro, logo no início do primeiro semestre do ano que vem, são Scrambler 400 e Classic 400. Motos da SWM, marca premium da Shineray, chegam no início de 2025 com motores de 300 a 1200 cilindradas Divulgação | Shineray Shi 250 EFI A moto de trilha (trail) terá uma nova versão com motor de 250 cm³, de um cilindro, que vai entregar 27,9 cv de potência e 2,25 kgfm de torque. A Shineray já tem uma configuração da Shi em linha com motor de 175 cilindradas. O motor de menor cilindrada disponibiliza 16,31 cv e 1,8 kgfm de torque. As duas vão conviver no mercado e a diferença de preço pode ultrapassar os R$ 4 mil, considerando o atual preço da Shi 175 que é de R$ 14.990. Ela vai rivalizar com a Yamaha XTZ 250 Lander ABS, que custa R$ 25.790 que tem propulsor que entrega 20,7 cv e 2,1 kgfm. Essa versão chega em agosto. Preço estimado: R$ 19 mil Como saber se um carro passou por enchente?
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16/07 - Mega-Sena pode pagar R$ 21 milhões nesta terça-feira
As apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.749 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 21 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta terça-feira (16), em São Paulo. No concurso do último sábado (13), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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15/07 - Primeiras notas do real vão sair de circulação; entenda por quê
Cédulas da 'primeira família do real' serão recolhidas por instituições financeiras, conforme instrução do Banco Central. Apesar da medida, as notas seguem valendo e podem ser utilizadas normalmente. Primeiras notas do Real vão sair de circulação As primeiras notas de real emitidas no país vão sair de circulação. A informação consta em uma instrução normativa publicada na última semana pelo Banco Central do Brasil (BC), com efeito para a chamada "primeira família do real". A orientação do BC é que os bancos recolham as cédulas antigas para que sejam substituídas por novas. Apesar da medida, as notas antigas não perdem validade e podem continuar sendo utilizadas normalmente. "Considerando o tempo de vida útil destas cédulas, é de se supor que suas condições físicas não estejam adequadas à circulação", justificou o BC. Primeira família do real Arte g1/Reprodução/BC De acordo com a autoridade monetária, notas em condições não adequadas "geram dificuldades logísticas para toda a cadeia de execução dos serviços", incluindo caixas eletrônicos, máquinas contadoras e outros equipamentos. "Cédulas desgastadas e em mau estado também dificultam o reconhecimento de seus elementos de segurança por parte da população", informou a instituição. Ainda segundo o BC, as notas da primeira família do real (lançadas em 1994) representam, atualmente, 3% do dinheiro em circulação. Após deixarem de ser produzidas há uma década, notas de um real atraem colecionadores Segunda família As novas cédulas — consideradas a "segunda família do real" — começaram a circular em 2010, com os valores de R$ 50 e R$ 100. Em 2012, foi a vez das novas notas de R$ 10 e R$ 20. Em 2013, de R$ 2 e R$ 5. A versão mais recente é a de R$ 200 — que não existia na primeira família do real —, lançada em 2020. Segunda família do real Arte g1/Reprodução/BC ‘O último plano’: podcast conta os bastidores da criação do real, moeda que mudou os rumos da economia no país há 30 anos Jornal Nacional/ Reprodução
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